quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pescadores do Lago de Itaipu protestam contra sumiço dos grandes peixes

"Peixinho" do Rio Paraná antes da Hidrelétrica de Itaipu
Pescadores de Foz do Iguaçu e Guaíra protestaram ontem no portão de acesso à Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu. Segundo o que saiu na imprensa, cerca de 200 pescadores protestaram contra "supostas" perdas. Foi anunciado que o protesto se repetiria amanhã e depois. Mas no final da tarde, foi anunciado que os pescadores desistiram do protesto.

Na entrevista o presidente da Colônia de Pescadores Z-12, Flávio Kabroski reclamou que "peixes nobres" como surubi, jaú e dourado sumiram da região.  Têm razão os pescadores. A foto acima mostra um peixinho do rio Paraná antes da "barramento" da artéria fluvial conhecida como o rio Paraná. A foto foi tirada no Iate Club Cataratas. O protesto foi a parte boa do que os pescadores fizeram. A parte que não gostei foi da proposta de criar tilápia. Foi dito nas reportagens que ouvi, que o Brasil não permitiria soltar tilápias no Lago de Itaipu sem autorização do Paraguai. Creio que não é bem assim. Existe uma coisa chamada "espécies exóticas" e há leis e regulamentação sobre elas. A tilápia é exótica. 

Construção de hidrelétricas e sumiço de peixes com a consequente falência da indústria da pesca é uma realidade global. A pesca natural hoje rende 1,1 tonelada de peixe. Já em tanques redes a produção é em  tanques-rede chega a 70 toneladas, poderão render até  170 toneladas por ano. Abaixo nota da integral da Itaipu Binacional:
 


Em relação à manifestação das colônias de pescadores de Guaíra e Foz do Iguaçu ocorrida nesta manhã de terça-feira, 10 de setembro, a Itaipu esclarece que, desde 1987, monitora com estatística a produção pesqueira no reservatório. Os próprios pescadores fornecem informações diárias. E que os resultados mostram uma evolução crescente na captura de peixes no reservatório.


Dos reservatórios da Bacia do Paraná, o de Itaipu é considerado o mais produtivo. Esse aumento se deve em grande parte à existência do Canal da Piracema, que permite que as espécies migradoras façam a reprodução a montante (acima da barragem), e à própria qualidade da água que melhorou devido ao aumento da consciência ambiental.

Hoje, a captura no reservatório de Itaipu, de Foz a Guaíra, fica em torno de 1.300 toneladas de peixe por ano. Não existem informações oficiais da atividade pesqueira no rio, antes da formação do reservatório.
Os dados atuais fazem parte da estatística pesqueira realizada pelo Nupélia (Núcleo de Pesquisa de Liminologia, Ictiologia e Apicultura), da Universidade Estadual de Maringá em parceria com as colônias de pesca lindeiras ao reservatório e a Itaipu.

Itaipu mantém diálogo constante com as colônias de pescadores. Tanto isso é verdade que na última sexta-feira, dia 6 de setembro, Itaipu assinou, em Santa Helena,  um convênio com representantes de colônias, associações e cooperativas, visando a continuação da atividade pesqueira no reservatório. Itaipu também tem sido pioneira na demarcação de parques aquícolas em reservatórios.

Mesmo entendendo que a manifestação não representa os interesses de toda a comunidade pesqueira da região, a empresa vai analisar a pauta de reivindicações e dar uma resposta ao movimento. Das oito colônias existentes, que atuam no reservatório, apenas duas aderiram à manifestação.

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