sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Relembrando: o Turismo nos bairros

Esta nota foi escrita e postada em 2005. Republico. É uma oportunidade de ver o que mudou.

Notas do Turismo # 6:
O turismo nos bairros
Postada originalmente em 31/03/2005

O que eu faria se fosse secretário de turismo, - mas só tivesse 24 horas para realizar tudo o que gostaria de realizar? Em diversas entrevistas e programas de colegas, na imprensa local, eu já disse que promoveria a segmentação do setor. Mas hoje, irei mais longe e acrescentarei o conceito de segmentação do turismo por bairro.

Chamemos isso de “bairrização” do turismo municipal. Por quê? Porque embora cada um de nós viva em alguma cidade. Todos nós moramos num bairro. Nossa cama está em um bairro.

Foz do Iguaçu

Tomemos Foz do Iguaçu como exemplo. Só porque eu moro aqui. No meu projeto de bairrização do turismo, eu dividiria a cidade de Foz do Iguaçu em quatro regiões turísticas e mais o centro. Uma espécie de 4+1. Cada região teria sua grande vocação turística por ser a sede de um “atrativo”.


Região 1

Cataratas: Incluiria toda a região onde hoje se concentra o grosso do turismo. Inclui a área dos grandes hotéis, Aeroporto Internacional Foz do Iguaçu/Cataratas, Parque Nacional do Iguaçu, Cataratas, Parque das Aves e é onde tudo tende a concentrar-se. Poderia incluir a Vila Yolanda /Iolanda.

Região 2

O Grande Porto Meira. O Carro-chefe é o Marco das Três Fronteiras, o Espaço das Américas, a Avenida General Meira, A Avenida Morenitas. Os rios Paraná e Iguaçu.

Região 3

A Grande Três Lagoas que inclui o Morumbi, Portal da Foz, Três Lagoas e Avenida República Argentina. O carro chefe aqui é a BR 277, possibilidade de um Portal da Cidade, Prainha de Três Lagoas, Ruínas (vergonhosas e Lernianas) da Base Náutica, Acesso ao Lago, Limite com Santa Terezinha e Costa Oeste. Aí se encontram o Hotel Rafain Palace, o Plaza Foz, o Muffato Hotel.

Região 4

Itaipu. Inclui as Vilas de Itaipu e vizinhança, entre elas a Ponte da Amizade, a atual Favela do Jupira e toda aquela região, tudo do lado de lá da BR 277.

“Atrativos” da R4

Itaipu, Ecomuseu, Espaço Gramadão, Unioeste e Uniamérica, o ótimo centro comercial da Vila A etc.

O Centro

Seria o ponto de encontro que será, após a finalização da Avenida Brasil com tudo o que tem direito e que promete. Entendeu?

A essência - A mágica seria explorar o potencial de cada região.
A primeira coisa a ser explorada: a inteligência, os talentos locais. Como? Depois aprofundarei a idéia. Embora eu a tenha na cabeça há anos, ela (a idéia) não nasceu na minha cabeça. Peço que vocês, especialmente os turismólogos, legisladores, políticos etc façam uma leitura rápida do documento que está neste link. É um projeto ligado à educação turística e dirigido aos alunos das escolas primárias de Maceió.

Tem mais

Em Nova York (EUA), os bairros chegam a ter Convention Bureaux ou Centros de Visitantes e brigam pelos eventos. Não basta levar um evento para NY. Há que trazê-lo para o meu bairro.

Na prática

É como se em Foz, um evento que acontece no Rafain Palace fosse assumido pela comunidade da Região e seria considerado um ganho da Região 1.

Veja o site do Centro de Visitantes do Brooklyn (Bem-vindos ao Brooklyn, o Centro do Universo) e o do concorrente do Bronx. E não me diga: O bronx é o Bronx. Tudo o que existe no bairro é primeiro do bairro, depois do muinicípio. Porque quem nasceu lá sabe que a Batalha é dura.

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