sábado, 16 de julho de 2016

"Exposição Nós, os diferentes" na Fundação Cultural

Aviso: A exposição “Nós, Os Diferentes – Retratos da Beleza de Cada Um”, da fotógrafa e jornalista Áurea Cunha foi prorrogada. A data do encerramento havia sido prevista para a terça-feira, 12. Agora vai até o dia 29 deste mês (julho). O local é a Sala de Exposição Antônio Cabral de Mendonça, na Fundação Cultural, na Rua Benjamim Constant, o antigo Fórum de  Foz do Iguaçu. São 26 retratos que revelam belezas de moradores da cidade. 
Todas as Cores do Mundo, 2004 -2005 

Esta é a terceira exposição fotográfica de Áurea Cunha. A primeira foi "Todas as Cores do Mundo" com retratos de mulheres que traduziam a diversidade étnica e cultural de Foz do Iguaçu. A exposição foi um sucesso, percorreu as principais cidades do Paraná, Porto Alegre e São Paulo. Foi um sucesso. A segunda, "Outros Olhares - A Expressão fotográfica dos Cegos" teve uma história diferente. Em vez de fotografar, Áurea ofereceu uma oficina de ensino de fotografia para deficientes visuais e serviu como organizadora da exposição. A amostra é o trabalho de oito deles.  Inquieta e buscadora de respostas, Áurea Cunha fala da "cegueira" como não sendo obstáculo para uma comunicação visual e profundamente humana ao passo que lança um apelo ao que enxergam mas "se cegam diante de uma realidade que ainda incomoda e exclui outras visões".  
Diversidade de belezas
Com esta terceira exposição fotográfica, Áurea Cunha volta ao tema da diversidade cultural de Foz do Iguaçu mas, como ela explica no catálogo, "não visa o diferente no sentido exótico e nem excludente, mas no sentido de que todos somos únicos". As imagens, ainda segundo a apresentação "buscou mesclar imagens que ressaltem características físicas, sociais e idades diversas" para dar a eles visibilidade. 

As belezas pessoais de Foz
Até aqui chegou com este tom de pseudo crítico literário e passo para dizer o que realmente queria desde a primeira tentativa de escrever este "post" há mais de uma semana. A Áurea, me convidou para ser fotografado e eu me escondi durante todo o tempo necessário para que ela pudesse me esquecer. Levou pelo menos dois meses. Marcamos uma sessão em estúdio onde muitas fotos foram tiradas. Dias mais tarde, ela avisa que precisa outra sessão por que as fotos não saíram como ela esperava. Passou mais um tempo. Um dia pela manhã, fui para a segunda sessão. Ela disse que estava bem melhor mas me pediu que tivesse um pouco mais de paciência e disse que gostaria de fazer uma fotos ao ar livre, próximo a uma árvore na redondeza. Fomos ao lugar onde está a árvore. Ela adorou a luz. Tirou fotos sentado no chão. "Quero tentar mais uma coisa, não se preocupe lhe dou carona até o trabalho", disse. Ela pediu para de pé, eu chegasse próximo à árvore. "Passe a mão nela, tire um pedaço da cortesa dela e mostre olhando para a câmara". Obedeci pela metade. Me encostei na árvore, o braço esquerdo a abraçando, cabeça encostada na árvore e a mão esquerda, de leve, acariciando a árvore. "Eu tenho que pedir permissão a ela, se ela permitir eu tiro uma casquinha". Logo avisei que estava bem, a árvore havia permitido. Foi a foto que ela aprovou para exposição. Fiquei contente porque ela descobriu o que eu queria desde o começo: eu sou um abraçador de árvores e preciso de suas fitoenergias. Obrigado pelo convite.




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