terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Réveillon do Povo de Foz do Iguaçu é o mesmo do turista - sem cascata de camarão e gratuito



Com a exceção de um ano na gestão do prefeito Sâmis da Silva foi organizado um réveillon popular em Foz do Iguaçu. Antes e depois desse réveillon, ninguém mais pensou em um evento público, aberto à população. Quis a tradição que cada hotel organizasse o seu réveillon, usando o seu espaço, oferecendo sua programação. Tornou-se um negócio e ainda em expansão. 

Ninguém pensou no povo. Se dependesse dos hoteleiros, dos prefeitos e dos “avoados” que ocupam cargo, o povo passaria o réveillon em casa. Mas o povo não é assim e deu o troco. Criou um réveillon iguaçuense gastando o mínimo possível. Cada família pega uma ou duas garrafas de champagne ou cidra e se dirigem a diversos pontos para verem a queima de fogos dos hotéis.

Milhares de pessoas se dirigem a locais como a passarela da BR-277, próximo ao Hotel Rafain onde ocupam a passarela, as laterais da BR onde há duas marginais – Avenida Olímpio Rafagnin no lado do Jardim Parque Imperatriz e Rua Sérgio Gasparetto. Cada centímetro do espaço é pacificamente ocupado com direito à presença da Polícia Rodoviária Federal para garantir que tido ocorra bem. Hóspedes de outros hotéis da vizinhança também engrossam a fila.

 Avançando a BR-277 em direção ao centro de Foz do Iguaçu, ocupando as laterais, o trevo que liga a BR com a Avenida Costa e Silva, os terrenos baldios há outra multidão de famílias. Desta vez para ver a queima de fogos do Recanto Parque Hotel. Não é uma questão de pobre. Há muitos carros. Fuscas, Paratis, Jeeps Cherokee e outros carros cujos preços variam entre R$ 3.600 e R$ 160 mil. Muita gente de branco, sidras na mão, carrinhos de bebê, casais de beijando na expectativa de um ano melhor. A queima de fogos do Recanto atraiu também para o trecho final da Avenida  Mário Filho, ali próximo ao antigo Café Presidente. Todas as ruas dos bairros que ali convergem estavam cheias de vida na forma de gente.

Quando o governo não liga o povo cria de baixo para cima. Não ao contrário. O movimento é na base da grama, não na parte superior das hastes da gramínea. No começo dos anos 2000, umas quantas famílias pioneiras saíam das ruas do Portal da Foz para ver o show de fogos. Hoje são milhares e pessoas. O povo deve está orgulhoso de ter criado alguma coisa. No fim fica bom para todos. Os hotéis vendem o réveillon que inclui comidas, bebidas, a queima de fogos e mais festas. O povo vê a mesma queima de fogos, confraterniza do mesmo jeito e recebe o ano novo com o pé direito. 
Claro que a polícia investiga o trajeto da bala perdida que matou uma pessoa. Parece que alguém atirou para os céus e a bala, ao voltar, tirou a vida de uma pessoa. Porém fica a mensagem, o povo cria e isso é importante em ano de eleição.         



         

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