quinta-feira, 23 de abril de 2009

Missa do 30° Dia para a onça e outras notas sobre o Parque Nacional do Iguaçu


Se ela fosse cristã ou se, pelo menos, fosse humana, já estaríamos nos preparando para a celebração da missa de 30º dia em memória de sua alma. Como ela não é humana e nem cristã, não estamos fazendo preparativos para lembrar a sua morte. O Blog de Foz não pode deixar que nem a onça e nem sua felina alma caia no esquecimento. A morte da probre onça já está sendo esquecida e pior, está sendo empurrada para debaixo do tapete. Estão induzindo sua morte ao esquecimento. Eu pelo menos já levantei que saiu a autópsia dela. A onça morreu de causa natural ou seja é natural que qualquer vivente com corpo carnoso morra naturalmente após ser atingida por objeto contundente. Contundente vem do verbo "contundir" que significa machucar ou ferir, segundo Silveira Bueno. Um martelo contunde, um carro contunde.

O importante é que alguém sabe como a onça morreu. Essas histórias virão à tona ao redor de mesas de bar, em mesas redondas e em circulos fechados. A cidade está cheia de boatos. Dizem até que houve uma festa no dia da morte da onça. É só a veriguar se houve algum aniversário na madrugada do dia 28/29. Essa pessoa que sabe como a onça morreu, é possuidor de um conhecimento incômodo. Onça tem alma no universo guarani e ela o estará esperando depois de sua última badalada respiratória.

Enquanto isso, o Parque Nacional do Iguaçu, ou melhor o Instituto Chico Mendes permitiu ou pelo menos deve ter concordado com certos vôo de helicópteros que foram realizados ou deveriam ter sido realizados nos dias 20 e 21 segundo o seguinte comunicado:

Prezados Clientes


Para fins de estudos de impactos ambientais, nos dia 20 e 21 de Abril de 2009, estaremos realizando os vôos panorâmicos somente no heliponto dentro do Parque Nacional do Iguaçu, ao lado do Restaurante Porto Canoas.
Para estes dois dias, os vôos terão a duração de 06 (seis) minutos, ao preço de R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais) por pessoa.


Qualquer dúvida estamos à disposição.



Quer dizer, houve testes de impacto amnbiental pago pelos clientes no heliporto comercial que o Ibama (na época) garantiu ao Parque Nacional Iguazú que era um heliporto de apoio, técnico. Já viu? Em uma só postagem de blog consigo revelar duas mentiras.

Mas e se os vôos forem permitidos? Uma coisa eu digo, já que comecei a lavar minhas mãos: as Cataratas e a Natureza sabem se cuidar. Há ataques demais à integridade do mundo natural em nossa região: agrotóxicos, hidrelétricas, desvios de água, proposta misionera de retirar as Cataratas do Iguaçu do PN Iguazu, heliporto, canyoning, mentiras e muito mais. Disse o Pregador do Eclesiates (Bíblia): quem semeia vento, colherá tempestade!

Há mais uma só coisa: espero que a metodologia do estudo do impacto não tenha sido só "ambiental". O Plano de Manejo do Parque manda observar também o "imapacto à qualidade da visitação". Quer dizer o Plano de Manejo pensa no cliente das Cataratas. Um pensamento e tanto!

Um comentário:

Raby khalil disse...

Parabéns Jackson Lima, excelente pots.
Abrazo,
Raby Khalil.

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