quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vídeo Muitas Faces de Foz foi lançado na Unioeste


O vídeo "As muitas faces de uma cidade" foi lançado ontem lá no auditório do campus Foz do Iguaçu da Unioeste. Estava lotado como se pode ver foto que tirei logo que cheguei. Um pouco depois disso, o auditório lotou ao ponto de haver gente sentada no chão e em pé por toda parte. Entendi que Foz do Iguaçu tem sede de oportunidades para que as pessoas se conheçam. Posso dizer que aprendi muito no evento e sem demagogia. O vídeo foi realizado por Danilo Georges que saiu da Unioeste Marechal Cândido Rondon e o Eliseu Pirocelli do movimento Hip Hop. Os dois participaram de um curso e estágio no Rio de Janeiro e conheceram movimentos como o Fala Favela. Uma grande coisa no vídeo foi a declaração de pessoas que vivem em favelas e contam sua experiência de vida.

A professora Adriana Facina da UFRJ de Niterói fez parte da mesa. Ela destacou aquela qualidade das favelas do Rio de Janeiro de serem verdadeiras incubadoras de cultura, de música, samba, carnaval. O que seria do Rio de Janeiro sem as favelas? Nâo seria o Rio do carnaval, das escolas de samba, da criatividade, do linguajar rico em gírias, dessa cultura pulsante que é a cidade hoje. Ela lembrou também de bairos cariocas como a Barra da Tijuca? Lugar pobre em cultura, sem esquinas e barzinhos. Vindo de Niterói a professora pôde falar com autoridade sobre o desastre administrativo, humano, social e meteorológico que até o momento já resultou no resgate de 100 corpos. Falou da principal reação do governo municipal: a remoção das comunidades que é assunto polêmico; a culpabilização das vítimas, a criminazliação da pobreza. Há lugares no Rio onde as autoridades estão construindo muros para separar as favelas da cidade. Essa presença da professora ajudou a acalmar os ânimos. Uma ausência no vídeo e no evento foi menção aos números positivos e positivistas da Prefeitura de Foz do Iguaçu. São aqueles números que tratam da quantidade casas construidas e entregues; da construção e entrega de creches; da construção e entrega de centros de convivência e do salto qualitativo na melhora da saúde de Foz do Iguaçu.
Na platéia havia muitas pessoas da Prefeitura. Destaque para o professor Pasini da Unioeste que é diretor Financeiro da Fundação Cultural e para o jornalista Adelino de Souza. Os dois se levantaram e deram seus recados. Pasini disse que a verba da Fundação Cultural não é tão grade como se anuncia e que considerando o tamanho das verbas. até que se faz muita coisa: Carnaval, Feira do Livro, Fartal, Banda Musical,Coral, Exposições etc. Só que o outro lado questiona critérios do que se chama "cultura de eventos". Ficoi dito que isso é questão de ponto de vista e de lado. O conceito de verba entre poder e não-poder não batem. Daí o diálogo.

Adelino de Souza com quem trabalhei tantos anos fez um comparativo dos números entre Paulo e Samis. A audiência não gostou porque, ouviu-se, a discussão deveria ser mais ampla e os participantes queriam novidades na área do debate. Mas escutei comentários sobre a coragem do Adelino. "Ele levantou e deu a cara e disse estou aqui pela secretaria de Governo". Eu também gostei. "Em Foz tudo é sempre a primeira vez", disse Silvio Campana, ao parabenizar a reunião evitando dizer que é a primeira vez que Foz fez isso ou aquilo. Mas mesmo assim, não sei se foi a primeira, mas foi uma iniciativa importante que abriu as portas da Unioeste a uma boa quantidade de manos e DJs e a vários moradores da favela.

Eu falei um pouquinho e como fui apresentado como militante eu aproveitei e disse que no momento eu estou militando por pelos menos duas causas. A primiera é: pelo amor de Deus, se você não é PF, PFR, FBI, Massad, CIA e outras entidades de inteligência e políciais pare de chamar a nossa região de Tríplice Fronteira. Tríplice Fronteira é uma "construção de fora" como já estudos e textos do IPARDES, e outros para os quais dou link aqui. Segundo pedi que se olhe para os bairros sejam eles classe média, alta, baixa como lugares onde a vida acontece e por isso pensemos em "bairrizar" um monte de coisas. Última coisa: a reitoria da Unioeste enviou documento para abrir processo contra os produtores do vídeo por terem usado a logomarca da Universidade no cartaz. Eu pediria que se retire esse processo porque fica feio. O apoio foi o fato da Universidade ter cedido o auditório. Não é um apoio?

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