quinta-feira, 1 de julho de 2010

Foz do Iguaçu e o Xarope de Caraguatá

Foi em agosto de 2008, vai fazer dois anos, publiquei uma nota no Blog de Foz com o título: Vendo Caraguatá Fresquinho. Recebi muitos e-mails de pessoas que queriam comprar caraguatá para fazer xarope. Com o título eu só estava brincando. O que eu queria destacar é o fato de que há épocas em que vendedoras paraguaias trazem o caraguatá para Foz do Iguaçu e vendem em algumas esquinas. Com essa história de caraguatá, descobri uma cultura forte ligada à ervas medicinais e no caso do caraguatá, ao xarope. O caraguatá é da família da bromélia e parente do abacaxi. Descobri lendo textos antigos que havia na região, lá pelos anos 20, fabricação de cordas para amarrar embarcações a partir da polpa do caraguatá. Na foto principal, acima, você vê um cacho de caraguatá e não é qualquer cacho. A historia dele é a seguinte: na semana passada, na Vila Portes, um bairro super interessante de Foz, encontrei uma vendedora paraguaia e o comprei. Em casa me pus a fazer o xarope testando a receita que publiquei em 2008. No primeiro teste, só usei 10 ou 12 frutos em 250 mls de água. Descasquei, lavei, limpei os frutos e coloquei todos em uma tigelinha antes de passar para o próximno passo que era adquirir o mel de abelha. Aqui aconteceu mais uma coisa. Minha mulher conversando com as vizinhas sobre plantas falou sobre folhas, sementes, chá de guaco para gripe e outros chás e terminou mencionando o meu xarope que estava à espera de mel. Imediatamente, uma vizinha aparece com um vasilhame cheio de mel e nos presenteia. Daí, minha mulher lhe deu folha de guaco e uns frutos do meu caraguatá além da minha receita. Esta é a Foz que eu gosto!
Com o mel entrou em ação o meu pequeno pilão feito originalmente para fazer caipirinha. Masserei bem os frtuos até conseguir uma pasta amarela. Retirei boa parte da semente que guardei pois vou tentar plantar. Mesmo assim ficaram sementes na pasta. Creio que não devam matar porque ainda estou vivo. Daí, levei o produto ao fogo. Esperei a água ferver. A receita mandava mantê-la fervendo por cinco minutos. Daí cooei. Acrescentei o mel e fiquei ao lado mexendo a colher por uma eternidade até que o líquido começou pegar uma consistência de xarope. Um pouqinho antes disso, aconteceu uma coisa, o cheiro de mel invadiu a cozinha. Olho para cima de minha cabeça e havia umas 15 abelhas voando. Minha consciência doeu. "Elas vieram buscar o mel. É delas. Pertence a elas. Roubei o mel delas". Assim, tampei a panela e fechei as portas mas antes tive que rodar uma toalha para que as abelhas abandonassem o recinto. Finalmente ficou pronto. À tarde notei que estava gripando. À noite tomei a primeira colher do meu xarope de caraguatá. Agora pouquinho tomei mais uma. Funcionou. Vou fazer mais. Gostei! Ia esquecendo o mais importante: o cacho da fruta custou R$ 4.00.

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