segunda-feira, 4 de novembro de 2013

1ª Mostra Brasil - Territórios em Movimento - SEBRAE



Se Foz do Iguaçu não vai para o mundo, o mundo vem para Foz do Iguaçu. Desta vez me refiro ao II Fórum Mundial de Desenvolvimento Local. Vieram para Foz 4.291 pessoas de todo o Brasil e de mais 58 países. Houve o evento principal nas dependências do Hotel Mabu com alguns painéis sendo realizados no Hotel Vialle, na mesma Avenida. Paralelamente, o SEBRAE organizou a 1ª Mostra Brasil em Movimento que expôs resultados do Programa Territórios da Cidadania. São histórias de “territórios” organizados por atividades com base no trabalho artesanal e que ajuda a gerar renda e emprego. Em muitos desses locais, a maioria dos participantes são pessoas que já estiveram no programa Bolsa Família. Mas nem sempre. Havia gente que só precisava de apoio.   

 Eduardo José de Melo, produtor de queijo minas artesanal – produto elaborado com leite cru sal, pingo e coalho na Fazenda Vitória na Microrregião Serro ou seja um território com 11 municípios com cerca de 1300 produtores do queijo minas. O queijo minas não é qualquer queijo. O saber e o processo artesanal de fazê-lo foi tombado como patrimônio imaterial brasileiro pelo ISPHAN. O queijo minas artesanal quase foi proibido pelo Ministério da Agricultura por ser feito com leite cru. Se existe um queijo-patrimônio foi graças ao ex-presidente Itamar Franco. Foi ele que passou para o Instituto Mineiro Agropecuário a missão de fiscalizar e certificar o queijo. “Temos uma série de regras. Só posso fabricar o queijo com o leite de minhas vacas, não posso comprar leite fora. O gado tem que está vacinado e o queijo certificado”, explicou. Sobre a técnica, ele diz: “É coisa de pai para filho. Meu bisavô passou para o meu avô que passou para o meu pai”, explicou. Hoje milhares pessoas em Minas vivem do queijo.  

O Grupo de Mulheres de Economia Solidária de Belém do Pará produz peças artesanais com fibras, casacas, sementes e pedras da Amazônia. Conversei com Maria Gercina Araújo. Entre os produtos que ela me mostrou estavam jóias como colares e anéis feitos da casca da “jarina”. Recomende que caso você não conheça a jarina, pesquise no Google Imagem. Você vai descobrir o que é diversidade. Havia também jóias de paxiuba – madeira de uma palmeira que na Amazônia serve para tudo.

No aglomerado onde estava Maria Gercina, havia também trabalhos com o leite da seringueira. O trabalho é feito pelas Mulheres Seringueiras da Associação Paulo Fonteles da Baia do Sol em Mosteiro (PA).  É o que você vê nas fotos onde aparecem uma folhas verdes grandes. Um terceiro grupo de mulheres do Pará é a Rede Feminista de Eco-solidariedade. Ainda do Pará, Gercina me mostrou o trabalho de um remanescente de quilombo na região de Moju. É a cerâmica refratária mojuense oferecida na forma de bandejas, panelas de barro e outros vasilhames. Quem estava representado o trabalho mojuense era Raimundo Magno – coloco o contato abaixo.



Uns dez passos do estande do Pará, estava o espaço de Alagoas – onde, de novo a presença das mulheres era marcante. Foi a vez de conhecer Edilene Maria Farias Xavier presidente do Instituto Bordado Filé que congrega mulheres bordadeiras do bairro maceioense de Pontal da Barra e da cidade de Marechal Deodoro. Ao lado das mulheres do Pontal da Barra de Maceió, estavam as mulheres da Associação das Artesãs do Pontal do Coruripe. As mulheres coruripenses trouxeram trabalhos feitos com palha de uma palmeira chamada de ouricuri. Um bom exemplo do trabalho é a mandala que registrei numa das fotos nesta postagem.

José Roberto da Fonseca é diretor presidente do Instituto Ecoengenho com sede em Maceió. Fonseca estava participando na área de exposição tecnológica da Itaipu Binacional como convidado especial. O Ecoengenho comanda um trabalho com os extrativistas de pimenta-rosa da foz do Rio São Francisco na região que envolve Piaçabuçu e alguns municípios de Alagoas e Sergipe no outro lado Rio.          

Udete Biasi Kerschbaumer de Joaçaba, Santa Catarina era uma das expositoras da Mostra Brasil. Depois de ver trabalho em jarina, paxiuba, ouricuri fiquei admirado com o trabalho dela. Perguntei: que fibra é usada para fazer essas flores? Ela respondeu: palha de trigo. A Udete é membro da Associação de Artesanato Tranças da Terra     



A Itaipu Binacional uma das responsáveis pela Captação do evento, também participou da exposição. Produtores da região conhecida como Bacia do Paraná 3 e parte do Programa Cultivando Água Boa que envolve 39 municípios trouxeram produtos de programas como Vida Orgânica, Plantas Medicinais e Sustentabilidade Indígena. A Itaipu apresentou protótipos de VE – veículos elétricos que vão desde 4x4, caminhões, automóveis de vários modelos até modelo que lembra um patinete.



O SEBRAE anunciou que a Mostra em Foz foi um sucesso e que já está pensando numa segunda edição. Se você quer fazer negócios e trazer alguns desses produtos para a sua loja, restaurante ou outro estabelecimento aqui vão alguns contatos:



Grupo de Mulheres Solidárias – Amazônia Design. Mtaria Gercina (91) 8230 3221. Outras mulheres do grupo: Maria Beatriz de Lima, (91) 8858 0978; Rosalina de Nazaré da Silva  (91) 8213 9930. A associação fica na Avenida João Paulo II, 1437.

 

Cerâmica Rrefratária Mojuense – Raimundo Magno (91) 9211 5822. O e-mail é: rm_mojuense@yahoo.com.br.  



Queijo Minas Artesanal Microrregião Serro (38) 9890 1444 / (37) 9153 0040 ou ainda (37) 9153 0041. edufazvitoria@hotmail.com.



Projeto Aroeira – Pimenta RosaWWW.ecoengenho.com.br 



Associação de Artesanato Tranças da Terra – Joaçaba, Santa Catarina




Veja as fotos na postagem anterior ou aqui. Já coloco as legendas !!!

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