quinta-feira, 10 de março de 2016

O Cohapar I virou Jardim Tarobá: uma visita ao bairro



Para a maioria dos moradores do Jardim Tarobá, o tempo passou voando.  Até pouco tempo, o bairro era conhecido somente como Cohapar I. Quase ninguém sabe dizer quando ocorreu a mudança de nome.   Para a professora Maria de Lourdes Brasil, (ver matéria sobre a escola do bairro) a mudança foi uma proposta de um senhor conhecido como Jorge Tur, um guia de turismo que tinha uma agência no bairro. "Ele fez uma campanha e pediu apoio mas não acompanhei para ver exatamente como ocorreu", explica. 
Calle Palmerense - Rua Palmeirense

Foi a mesma sorte dos outros dois conjuntos habitacionais conhecidos como Cohapar II e Cohapar III.  A família da professora foi a terceira a receber a chave da casa no Cohapar lá no começo da década de 80. "A terceira chave a ser entregue no conjunto foi para meu pai", lembra. O Cohapar I é uma bairro pequeno mas mesmo assim tem muitas perguntas difíceis de responder. O bairro parece  um catálogo das tribos indígenas do Brasil. Ruas como Tamoios, Potiguaras e  Xavantes dão ao bairro uma identidade toda sua. (A rua Caiagangue que homanageia, os caigangues compete com a proposta da "tribo palmeirense" gravada em tinta branca em sua versão castelhana).



Quando lançado pela Cohapar não havia nada região. A Avenida República Argentina não tinha asfalto.  Árvores de grande porte ainda davam ares de floresta à área. Logo após serem entregues, as casas não  tinham muros.  Não demorou para que pequenas mudanças fossem realizadas nas casas. Exemplo delas são o acréscimo de garagem, pátios e muros. Oficialmente o bairro é parte da nona região cidade que inclui o centro e a Vila Yolanda. 


Um dos bairros vizinhos, o Jardim Esmeralda dá uma ideia de como o crescimento da região aconteceu. O loteamento Jardim esmeralda foi assinado pela empresa EIS - Empreendimentos Imobiliários Santos do ex-prefeito e empreendedor Ozires Santos. O ex-bancário Nelson da Silva Dantas foi um dos primeiros a adquirir um lote. "Quando cheguei aqui só havia uma casa", contou com orgulho. "Pela Avenida República Argentina não havia nada daqui até o posto", acrescentou. 


Dantas, como é conhecido, logo construiu uma moradia. Depois veio uma mini mercearia que está aberta há mais de 20 anos.  "Somos um lugar de conveniência onde as pessoas vem pegar coisas mais urgentes", diz. Outro aspecto interessante da vila é o fato de que todo mundo se conhece. "A minha mulher morava no Cohapar, na rua Tamoio, Eu saia daqui, atravessava a rua para namorar", confidenciou.  A namorada é a atual esposa, Dona Célia. 

O envolvimento do cupido no saudoso Cohapar I sempre foi grande.  "Meu marido conheci aqui", lembra a professora Lourdes citada anteriormente adiantando que ela conhece uns cinco casais que se encontraram no bairro, na quadra de esportes, no salão da associação, na escolinha.  Os alunos ao terminarem a quarta série, como a professora Lourdes Brasil, iam estudar no Colégio Castelo Branco. Para chegar lá os  alunos tinha que atravessar o rio Mboicy por meio de uma pinguela. No outro lado já é Vila Maracanã.
O mamoeiro da Codegrande ...

Na Alameda Codegrande José da Rocha, sem saída por causa do Mboicy, uma das atrações é um mamoeiro plantado pelo morador Rui César.  "Comprei um mamão no mercado. Joguei a semente ali para evitar que as pessoas joguem lixo. Eu esperava um pé de mamão. Não esperava um mamoeiro assim. As pessoas pegam, levam e cada dia nascem mais", explicou o morador maravilhado com o milagre da multiplicação.   
A Alameda Codegrande é quase uma continuação da rua Carajás.   No outro lado do Mboicy já é rua Rio Grande do Sul no Maracanã onde cada rua, ao contrário do Jardim Tarobá / Cohapar I, tem nome de estados brasileiros.  


Nota: postagem resgata material publicado em 2014 no jornal do bairro junto com a nota sobre a Escola Municipal Benedicto Cordeiro.

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