terça-feira, 17 de maio de 2016

Uma Declaração da Paz, da Coreia do Sul para o Mundo

Dez princípios da Declaração proclamada em março deste ano


Uma Lei Internacional que proíba e desestimule o uso da força, a guerra, a intervenção além de incentivar a harmonia entre as religiões e uma cultura da paz está em andamento. A redação da Lei foi concluída em 2015 e em março de 2016 foi proclamada mundialmente em um evento internacional em Seul na Coreia do Sul. A campanha agora é fazê-la ser adotada no mundo. A façanha ousada  é assinada pelo líder religioso e pacifista Hee Man Lee e fundador da HWPL que entre organizações irmãs e departamentos possui o Comitê de Paz da Lei internacional da HWPL e um Comitê Jurídico responsáveis pela proposta e efetivação da Lei na busca de um Mundo sem Guerras. 


Mr. Man Hee Lee: "é um trabalho de cura das nações"
A sede da organização não governamental HWPL, (sigla em inglês para Cultura Celestial, Paz Mundial, Restauração da Luz) fica na Coreia do Sul não muito longe de uma das fronteiras mais perigosas do mundo, a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. É uma região onde se vive sempre sob o regime do medo de que, a qualquer hora, o armistício falhe e o pior aconteça com consequências para o mundo inteiro pois, afinal, o planeta é pequeno. E é justamente deste país sofrido que se levanta uma voz não só pedindo mas exigindo a paz mundial e a harmonia das religiões. Se fosse só isso, seria muita ousadia. Mas o que dizer da ousadia de rascunhar, afinar, passar a limpo uma Lei Internacional que instrua a cessação ou o fim da Guerra e a harmonia entre as religiões. A ousadia foi um passo além ao convocar um evento mundial e nele proclamar aos quatro ventos uma Declaração de Paz e Cessação da Guerra (em inglês). Se é difícil redigir um Projeto de Lei no nível governamental nacional, imagine redigir, aprovar e proclamar uma lei internacional. Aprovada por quem? Por "nós os cidadãos deste globo".  O fundador do movimento undial pela Paz, Hee Man Lee explica:    
"O trabalho que nós estamos fazendo é um trabalho de cura das nações. Uma vez implementada, esta lei ficará gravada nos corações de muita gente para que tenham uma vida pacífica. A Lei que se preocupa com a dignidade humana tem que ser escrita, mas isso não deve ser feito por qualquer forma de poder ou autoridade. Quando falamos de democracia a quem ela representa? Não são os cidadãos a cara da democracia? Se os líderes só estão tentando manter o poder, nós enfrentamos um autoritarismo em nome da democracia. Nós, os cidadãos deste globo devemos ter urgência em perseguir a verdadeira democracia. Estamos nós permitindo este mundo a continuar existindo sem atentar para a ultra violação dos direitos humanos e para o fato do povo viver maltratado em um ambiente não-pacífico? Independente do país e da geração, a lei que basicamente protege  e promete vida digna aos cidadãos deve ser priorizada no nível internacional. Este será um dos instrumentos imperativos que contribuirá para a Paz Mundial".  
No preâmbulo da Proposta de Lei destaca-se como base dela os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros instrumentos internacionais e o  "compromisso universal das religiões do mundo" para a promoção da coexistência pacífica, tolerância e respeito mútuo". Destaca ainda que a paz e a coexistência pacífica é o espírito comum presente em todas as escrituras religiosas e textos sagrados da humanidade.
Diálogo das Escrituras na UDC - Foz


Evento da HWPL em Foz
Em maio do ano passado, a HWPL realizou em um dos auditórios do Centro Universitário UDC, o  2º Diálogo das Escrituras com a participação de líderes católicos, evangélicos e muçulmanos da região trinacional. Durante o Diálogo, líderes religiosos falaram sobre os diferentes textos sagrados como a Bíblia Sagrada e o Sagrado Alcorão a visão comum deles sobre a paz o que abre o caminho para a tolerância religiosa entre os povos e o fim da guerra no mundo. Na época, os participantes assinaram documento apoiando a criação de uma lei para cessar as guerras, então, em elaboração. Segundo o  representante da HWPL no evento, Hyeong Seop Kim, o foco da HWPL é trabalhar com mulheres, jovens, políticos e líderes religiosos para promover a Paz em todos os países.  “Nossa organização, sem ajuda de governos e grandes empresas, com mais de 250 mil voluntários espalhados pelo mundo, chega ao Brasil, através de Foz do Iguaçu, para consolidar experiências de uma cultura de paz, com base nos princípios celestiais, que acreditamos pode mudar cenários tristes de milhares de pessoas, famílias e povos vítimas de conflitos e guerra”, disse.
Em Seul
Em setembro, próximo, a HWPL e a entidade irmã Aliança Mundial das Religiões pela Paz (WARP) realiza a Segunda Comemoração Anual, em Seul, Coreia do Sul encontro no formato "cúpula" que reunirá diferentes lideranças religiosas, lideranças políticas, diplomatas, representantes de governos além de jovens e mulheres para discutir celebrar, aprofundar e divulgar a Cultura da Paz no esforço de enquanto  trabalhar a fazer a Lei Internacional ser aprovada no Planeta.  

Nota: Foto Mr. Man Hee Lee do site oficial
Com assessoria
Foto do Evento Diálogos - Secretaria Municipal de Turismo / Departamento de Assuntos Internacionais 
Atualizado em 19/05/2006 9h 
Colaborou Thays Petters 

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