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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Observações Solares Iguaçuenses

Foz do Iguaçu, extremo Oeste do Paraná, faz fronteira com Ciudad del Este no extremo Leste do Paraguai. Isso significa que o brasileiro em Foz do Iguaçu, vê o sol se pôr todos os dias no Paraguai. O paraguaio fica lá, no lado deles, esperando o sol chegar. Já pela manhã, o paraguio encucado, vê o sol se levantar - quer dizer nascer em Foz do Iguaçu. Um menino uma vez perguntou: por que o sol não drome aqui mesmo no Brasil? Por que ele tem que ir para o paraguai? A foto acima, foi tirada no dia 23 de setembro. Dois dias depois da entrada da primavera. 

Você está vendo os dois prédios lá atrás - na foto? O mais à direita é o Hotel Mirante. O mais à esquerda é o edifício Grand Prix. Pois bem, segundo os professores Janer Vilaça e José Mauro Palhares, o sol se põe exatemente entre os dois prédios quatro vezes por ano. Quer dizer na entrada de estações: primavera, verão, outono, inverno. Desde que ouvi a afirmação em um curso de astronomia para leigos ministrado pelos professores e patrocinado pela Martin Travel - uma agência de viagem de um amigo meu, fiquei querendo testar. Não sei o que eu fiz no dia 21 de setembro além de xingar os fazendeiros do Brasil responsáveis pelas "queimadas nacionais". 

Quando me lembrei já era dia 23. Daí fui à avenida Paraná para esperar o Sol se espremer entre os dois prédios para se esconder em Ciudad del Este - quer dizer Cidade do Oriente paraguaio onde o sol tem seu cafofo na Tri-Fronteira. Tudo estava indo bem. O Sol que descia bem mais à direira do que se vê, de repente, fez um jogo de cintura e rumou na direção dos prédios. Daí, creio que me viu, e fez o que eu não imaginava! Se pôs alí mesmo, do nada. Quando vi que el ia se pôr ali mesmo, cliquei a foto. Cinco minutos depois não havia nem sinal de sol. O sol não foi ao Paraguai se pôs no meio do caminho, diante dos meus olhos, no meio do nada da fumaça produzida pela queimada nacional.
Muitos dias depois, já em outubro, talvez no sábado, dia 2, olho de lado para o céu e notei que havia cores do arcoíris em um uma espécie de halo em torno do sol. Protegi os olhos usando a beira de um telhado e cliquei. Daí até apereceu esta atena - interessante. É só para não perder o costume.

Fotos by 'bairronauta'

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Lembrando Roger Tory e a Observação de pássaros na Tri-Fron

Roger Tory Peterson
1908 - 1996
In Memoriam
A observação de pássaros é um fenômeno do século 20. Antes disso só havia caçadores de pássaros e cientistas estudiosos de pássaros. Existia também os conhecedores gastronômicos - que são aqueles mais antigos que sabiam tudo sobre pássaros fritos, assados, torrados e cozidos. Já denunciava Eurico Santos, grande escritor naturalista brasileiro, "... a gula orientou a observação a respeito dos seres emplumados..." Do tipo você já comeu pica-pau? Quanto aos cientistas, muitas foram as expedições que partiam com cientistas armados com espingardas. Todo pássaro que descobriram, levou chumbo e chegou morto para ser empalhado depois, claro, de ser dissecado e "entendido".

Mas esta nota aqui é para falar da boa e agora já velha "observação de pássaro". O observador de pássaro não é cientista. Não é biólogo. É um cidadão de qualquer profissão que deseja ver, observar e identificar pássaros. Para isso ele carrega binóculos e se for sério mesmo, uma caderneta para anotar a espécie vista, a hora e o local exato. Ele carrega uma coisa mais preciosa ainda: um guia de campo. O primeiro Guia de Campo foi feito pelo amante da natureza e pintor Roger Tory Peterson em 1934. Assim Peterson foi o pai da observação de pássaros moderna. Hoje há livros Guias de Campo para pássaros de todos os países, continentes, regiões, ecossistemas e biomas.

O primeiro Guia de Campo que vi era de Roger Tory Peterson, dedicado aos pássaros do Centro-Oeste dos Estados Unidos. Eu o comprei em um sebo em Maceió dos anos 70. Era um livro pequeno, de bolso. Graças a esse livro, meus olhos abriram-se para os pássaros e pude saber que caga-cebo, se chama "bananaquit".

Estou escrevendo isso aqui ligado à minha famosa "Lista do que Fazer na Tri-Fron". Na lista dou um link para uma agência de turismo especializada em observação de pássaro em Puerto Iguazú. A orientação geral da empresa é para o público de fala inglesa. Por quê? É uma pena que este hobby não tenha pegado por aqui. É razoavelmente desenvolvido na Argentina. Aqui não. Uma grande população interessada em pássaros, ajuda muito na questão ambiental. A destruição das matas, banhados, campos extingue pássaros. A região está pobre em observação de pássaro ou seja, temos uma observação primitiva para os estrangeiros e nenhuma para o público local. Isso pode mudar. Estou sabendo de um movimento para a criação de um Clube de Observação de Aves (COA)em Foz do Iguaçu.Logo descobrirei mais e acrescentarei as dicas. No Brasil começa a haver um movimento de observação de pássaros e está entrando em vigor o verbo "passarinhar". Eu mesmo criei um verbo desses, se chama "ornitomirar".

As agências de turismo já podem organizar saídas de observação de pássaros em Foz do Iguaçu. Mas ainda para turistas e de preferência americanos. Isso é triste. Não me conformo que o Brasil não tenha sabido, primeiro, entrar para valer na indústria da observação; segundo, incentivar o hobby para os cidadãos em geral. Final: o Só os EUA tem mais de 50 milhões de observadores.