quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

PLATAFORMA UM / LADO DOIS




A linha de ônibus iguaçuense mais conhecida internacionalmente. É a linha Centro-Parque Nacional via Aeroporto Internacinal de Foz do Iguaçu-Cataratas. Pertence a Empresa Transbalan.

Parte III

O primeiro ponto do Lado Dois da Plataforma Um é um dos mais conhecidos do mundo – pelo menos do mundo dos viajantes. É a linha Centro – Parque Nacional – Centro. Esta linha sai do centro (TTU) percorre toda a Avenida JK, entra na Jorge Schimmelpfeng (xi mel feng) – única palavra alemã fácil de ler para um chinês – e logo desemboca na Avenida das Cataratas. Passa por bairros que lembram boa parte da curta história de Foz do Iguaçu como a Vila Yolanda – com ruas arborizadas e quietas. É nesta Avenida onde se encontra o Trevo ou bifurcação que leva à Argentina, à esquerda e às Cataratas – lado brasileiro, em frente. A partir daqui a Avenida das Cataratas passa a ser a BR 469 – chamada de a “BR mais curta do Brasil” – que começa mais ou menos nos limites do Hotel Carimã e vai até às Cataratas. Há pontos de ônibus próximos a todos os hotéis mais conhecidos da estrada – os mais estrelados. 

(Ponto de ônibus do Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu) O ônibus só chega até a Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu. A partir daí, já entra uma outra espécie de transporte que o interno do Parque operado pela Cataratas SA, empresa que administra, por concessão, a área e serviços do Parque Nacional do Iguaçu. São ônibus double deck, o andar superior sem vidros, panorâmicos que permitem ver melhor a paisagem ao longo da BR entre o Centro de Visitantes, os diversos atrativos colocados ao lado da estrada e às Cataratas – majestosas, rainhas, supremas!

Do TTU ao Parque Nacional do Iguaçu a passagem custa R$ 2.85 para todos – pretos, brancos, ricos, pobres, feios, bonitos, famosos e requenguelos. Dentro do Parque a cobrança segue uma diferenciação brava – com preços diferenciados para residentes de Foz do Iguaçu e municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu, para brasileiros do resto do Brasil, para crianças, para idosos, para mercosulinos fora os brasileiros, adultos, mercosulinos crianças, mercosulinos idosos claro que não está incluído aí os mercosulinos brasileiros. Alguém tem que ajeitar isso (Mercosulinos são os argentinos, brasileiros, Paraguaios, Uruguaios e Venezuelanos – não sei como estão tratando os bolivianos, chilenos e peruanos)! Há quem diga que esta segregação não é constitucional.


O segundo ponto da Plataforma Um / Lado Dois é interessante para turistas. É a parada do ônibus que vai para a Vila “C” – antiga vila-alojamento para os trabalhadores braçais que construíram a Usina Hidrelétrica de Itaipu – a maior do mundo. Eram galpões pré-armados em ferro, cobertos de zinco, formato arredondado, divididos em quatro habitações por paredes internas. Pouco a pouco viraram casas e é necessário hoje ter um olho aberto para ainda ver os antigos barracões. Os ônibus que vão para a Vila “C” saindo deste ponto, passam pela Rodoviária. Assim, ótima opção para os ônibus de Três Lagoas e Gleba Guarani – caso estejam cheios. Daqui saem também os ônibus para a Vila “A” Via Avenida Paraná – lembra do INSS, IML, Receita Federal?

A Vila “A” também foi construída pela Itaipu Binacional para abrigar o exército de pessoas que vestiam camisas mais limpas, usavam colarinhos mais claros, pegavam no mais leve e se dedicavam às coisas mais ligadas ao saber, à cabeça etc. São os burocratas, tecnocratas e técnicos. Hoje a Vila “A” se transformou. Já não é unicamente morada de dandocas e dandocos. À Vila A se juntaram vilas nascidas de iniciativas imobiliárias locais como os Jardins Ipê I e II, a AKLB (Aporã, Karla, Lancaster e Barbara entre outros transformaram a Vila em uma cidade com agito à noite, autosuficiente etc. Mas aviso, o transporte à noite é ou pode ser caótico.

As próximas paradas deste lado levam aos bairros Três Bandeiras, Lote Grande e Libra.

Três Bandeiras é um bairro também populoso que nasceu de loteamentos para atender aquela demanda já mencionada. O acesso ao bairro se dá logo depois do Hotel Muffato na BR-277 ou melhor na Avenida Olímpio Rafagnin, uma via marginal, paralela à BR. O Libra também é um bairro iguaçuense agradável. Para chegar nele o ônibus segue a Avenida República Argentina já mencionada pelo seu movimento noturno, lojas, comércio e escritórios de profissionais liberais. O acesso ao bairro se dá logo após a Praça da Bíblia. Já o Lote Grande é uma experiência à parte. Está na área rural da cidade a viagem já vale pelo passeio.

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