domingo, 7 de junho de 2009

Uma região do Pólo Centro - Parte II

Continuação das andanças e conversas pelo Bairro Pólo Centro



As placas de ruas de Foz do Iguaçu são um campo interessante de estudo. É normal ver nomes grafados de forma incorreta. Há placas velhas com letras que caíram ou vão cair e há os nomes interessantes. Catarina N. Sing é como está grafado o nome de Catarina de Nadai Singh. Rejane Dal Bó aparece como Rejani Dal Bó, ou está certo?

Algumas ruas não tem placa de identificação oficial. Os moradores da Rejane Dal Bó fizeram suas próprias placas. “Nós estamos abandonados. A placa que colocamos a aqui o pessoal da esquina tirou quando fizeram a construção nova”, reclamou um morador. Ótima rua essa Rejane Dal Bó. Encontrei moradores antigos. Eles conversavam alegremente. Perguntei o nome da rua. Responderam e continuaram brincando e já me incluíram na roda de conversa.

- Vou contar uma piada de rotariano, avisou um deles e perguntou, alguém aqui é rotariano? Decidi fica quieto e escutar. Alguém disse que idiota é quem não sabe escutar. Vamos escutar:

Um viajante estava na estrada em uma área deserta e encontrou uma única casa. Ele pensou, vou pedir pouso aqui, quem sabe se vai haver um outra casa mais pra frente. Já está tarde. Bateu na porta. Uma mulher atende e ele pede pouso. A mulher concorda mas avisa que o marido está viajando e a casa só tem uma cama.

- O senhor vai ter que dormir na cama comigo. Dá pra dois.
- Fique tranqüila senhora. Eu sou homem sério. Sou de bem e sou rotariano.

Já na cama, lá pelas tantas a mulher começa a vir para o lado do índio velho. E ele se afasta. Já estava quase caindo quando a mulher resolveu largar disso. De manhã, quando o viajante já estava para viajar, ele estava no terreiro já para sair, quando vê a mulher e diz:

- Posso fazer uma pergunta? A mulher acena que sim.
- Vejo que aqui tem uma galinha e cinco galos. Como pode?

A mulher responde: Não. Não é nada não. Só um faz alguma coisa. Os outros são rotarianos!



Dois moradores da Rua Faustino de Oliveira estavam sentados na esquina com a Padre Bernardo Plates. Eles me observavam e de repente pensando que eu era da prefeitura, perguntou: e aí, finalmente vão arrumar a nossa rua?

Perguntei quais eram os problemas da rua? Eles enumeraram: asfalto, calçamento, falta um quebra mola. Já tem loucos entrando a rua e passando a 100 por hora. Outro morador lembrou que se asfaltar vai ser pior; mas e se colocamos quebra mola? A gente precisa melhorar afinal o shopping está bem perto da gente e aqui é como um cartão postal da cidade. “Aqui tem muita criança”, disse um deles. Perguntei se eles não tinham medo de perder a paz da rua. “Eu acho que sim”, respondeu.


- Você é da Prefeitura? Não senhor. Sou jornalista.
- E pra que você quer informações?
- É para um blog, um site na internet. Procuro coisa do povo, da gente.
- E por quê?

Daí respondo o quê? Pensei em dizer "porque sim"!

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