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sábado, 27 de março de 2010

A Três Lagoas das coisas aquáticas

Eu estava levantando dados para um material na região de Três Lagoas (Foz do Iguaçu) quando, na avenida principal, esta pequena loja de artigos de pesca chamou minha atenção. Foi a oferta de iscas vivas - o que me trouxe de volta as lembranças do Pantanal. Chama-se Tucunaré Pesca e o telefone está na placa. No tanque aparecem pequenos lambaris vivos que são usados na pesca. O que me chamou a atenção é que muita gente para nessa loja e em outras na Avenida para comprar carvão, gelo, iscas e equipamento de apoio ao camping. Tudo isso devido ao fato de Três Lagoas ser o bairro de coisas da água da cidade e por causa do Lago de Itaipu. Esta intimidade com a água infelizmente não acontece em outras área da cidade.

domingo, 10 de janeiro de 2010

"A Casa das Cinco Mulheres" (versão iguaçuense da "Casa das Sete Mulheres)" deixa cinco mulheres sem teto

Quatro das cinco mulheres fotografadas frente o que era a casa (Foto cortesia de Roger Meireles)

O Blog de Foz publica esta matéria porque ela não conseguiu ver a luz do dia devido aos feriados cristãos de natal e também ano novo. A propósito não citao nome dos repórteres e jornalistas que levantaram a história. Até para evitar problemas. Salvo adaptação à linguagem blogueira, o texto é de autoria de repórteres preocupados com a situação social da cidade - o que é o dever de quem trabalha com isso. Me lembrei aqui do livro "A Casa das Sete Mulheres" sobre a Guerra dos Farrapos da gaúcha Letícia Wierzchowski

Nem deu tempo para piscar os olhos. Um trator protegido por pelo menos 30 policiais militares (PMs - que peninha!), deixou em escombros a casa onde uma familia, todas mulheres, morou por trinta anos. A casa ficava na Rua Urano, Região de Três Lagoas, no Jardim Três Fronteiras - a Área Penal ou presidial da cidade (segundo este blog).

"O cumprimento de uma ordem judicial para o despejo da família foi rápido, mal deu tempo de a família – todas mulheres – retirar seus pertences. A geladeira antiga acabou ficando entre os escombros", diz a reportagem original.

“Não deu tempo de tirar tudo. Eles chegaram, com um monte de policiais, como se a gente fosse bandido. E foram falando: vão tirando o que der para tirar senão vai junto com a demolição”, disse, chorando, Jurema dos Santos

Ela e outra irmã, Maria Julia dos Santos, cuidam das sobrinhas de 16 e 14 anos, filhas de Daniel Batista dos Santos, viúvo e dono da casa que está preso há dois anos, na cadeia pública Laudemir Neves (ali meso no bairro presidial)

A reportagem apurou que Daniel perdeu o rumo da sua vida quando a esposa faleceu. “Ele não é bandido. Só ficou transtornado com a morte da esposa e começou a usar drogas. Não tinha onde internar ele, então nós pedimos para a polícia prender ele, senão ele ia morrer. Falta cerca de três meses para ele sair da cadeia; está recuperado, mas com problemas de saúde. Ele está tomando remédios para curar a hepatite”, conta.

Conforme explicaram as irmãs, a história que culminou no despejo começou há trinta anos, quando o pai deles comprou a área de uma pessoa chamada Dionísio Antunes. “Depois vieram outras pessoas e disseram que eram donas dessa área. Então, meu pai comprou outra área deles, que é onde mora minha mãe”, recordou Maria Júlia. Mas o pai não quis sair da área anterior que havia comprado. “Minha infância inteira foi atormentada por esse pessoal”, diz, chorando.

Apesar de a ordem judicial ter sido assinada há cinco anos, as mulheres afirmam que não receberam notificação de despejo e sequer constituíram advogados, apesar de não terem recursos para arcar com esse serviço.

“Na segunda-feira (14 de dezembro) o pessoal (dono da área) fez uma reunião e chamou todo mundo para um acordo, no dia seguinte, no escritório. Nós fomos ontem lá, eu e meu irmão, mas o dono falou que só faria acordo com meu irmão (que está preso). Mas não esperaram nem falar com ele na cadeia. Hoje, às 7 horas da manhã, vieram e derrubaram tudo”, relatou Maria Julia. “Vivi minha vida inteira aqui e hoje chegaram seis camburões de polícia. Parecia que éramos bandidos, tudo na frente dos vizinhos”, completa.

Pela ordem de despejo, o terreno pertence a Justo Carlo Albarracini,argentino, que concedeu procuração para diversas pessoas da família Dalcanalli, que solicitou a desapropriação da área. “Todos os vizinhos fizeram acordo e compraram os terrenos por 11 reais o metro quadrado, mas com a gente ele não quis fechar acordo nem esperar falarmos com nosso irmão. Ele tá lá, sem saber que a casa dele foi derrubada”, completou.

Fala o Blog de Foz:
Vamos a judar a esta família? O telefone para contato com as sobreviventes da catástrofe familiar que aconteceu antes do natal é este: 9983 3991.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Prainha de Três Lagoas em tempo de seca e muito +



O Lago de Itaipu anda seco por falta de chuva nas cabeceiras do rio Paraná, de seus formadores e por causa da necessidade de gerar eletricidade nessa época de vacas ou seja chuvas magras. Por casualidade, os termômetros denunciam que a natureza anda com vontade de fritar a gente - quer dizer, todos nós. Por isso, nesse final de ano, um dos lugares para onde a população de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Hernadárias e quem sabe outros municípios argentinos, pode ir para se livrar do calor é à Prainha de Três Lagoas em Foz do Iguaçu ou suas irmãs em outras partes da Costa Oeste do Paraná, a Costa no Lago artificial de Itaipu.

É uma prainha completa não falta nada. Tem vento e brisa. Tem bar. Tem carro com som. Guarda Municipal. Polícia Militar do Paraná, Bombeiros. Gente. Sol e que sol! Tem até placa do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) atestando a "baneabilidade" da Praia do litoral interior do Oeste do Paraná. Água boa para banho - diz a placa. Daí eu pensei, sob que critério a água está boa para banho? Olhei para as crianças pulando, gritando, felizes da vida, na lama da prainha e re-pensei: ótimo para um banho de lama. Pode ser medicinal. Quem sabe? E as algas! Esperemos que chova para que os Oestenses do Paraná não se frustem. É época de prainha.

Nota: esta nota não está criticando ninguém! Foi feita só acompanhar as fotos. Agora se você quiser, você pode tirar as suas conclusões. Espero vocês lá domingo!

NOTA! Confira os comentários de Paulo sobre a situação do Lago de Itaipu na seca apesar das chuvas em Minas Gerais! Veja abaixo onde diz "2 comentários"