terça-feira, 2 de julho de 2013

Hospital Municipal e a Síndrome da Santa Casa



Editorial 


O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná terá eleições entre os dias 5 e 7 de agosto. Os médicos do Paraná vão eleger parte do Conselho Regional de Medicina (CRM). Eu conversei com o médico oftalmologista Fernando Abib que é um dos candidatos. Foi na semana passada já durante a crise do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. 

Falando sobre aquela proposta da presidente Dilma Rousseff de trazer três mil médicos estrangeiros ele disse: “Trazer 3 mil médicos não resolve o problema, porque médico não trabalha sozinho”, disse. Afirmando que o médico é o ápice de uma pirâmide que para funcionar necessita de um sistema, toda uma equipe. Contratar um médico e levá-lo para um lugar distante não vai adiantar nada. “O que a gente precisa é criar três mil desses sistemas. Porque o médico atende, mas não tira sangue, administra remédios” entre outras coisas. 

Ontem vi na imprensa local pessoas postando no Facebook a grande notícia de que “os médicos vão trabalhar com carteira profissional assinada como todo mundo”. O que me preocupa é que o que está acontecendo com o Hospital Municipal hoje já aconteceu com a Santa Casa Monsenhor Guilherme que fechou as portas, foi vendida como sucata, deu calote nos trabalhadores e hoje é um monumento à falta de transparência.
   
Não faltam médicos em Foz do Iguaçu – há 130 deles com salários atrasados no Hospital Municipal. Como disse o médico Fernando Adib, a saúde é sistêmica. O Hospital Municipal foi apresentado à sociedade como um belo modelo e vê-lo ameaçado pelo síndrome da Santa Casa é triste.      

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