domingo, 9 de junho de 2024

Turismo religioso ou turismo de motivação religiosa cada vez mais presente no Festival das Cataratas

Imagem de Nossa Senhora e os Três Pastorinhos

É uma pena que a Feira e Exposição de Turismo do Festival das Cataratas dure só dois dias. Percorrer os corredores da  exposição é uma viagem sem sair da cidade anfitriã neste caso Foz do Iguaçu. Nesta nota prestei atenção na presença de propostas de turismo religioso, aquele em que as pessoas viajam por motivação religiosa. Pode ser ou não ligado à peregrinação.   

Registrei com alegria a presença de Juranda que tinha um stand na feira-exposição e nesse stand havia a presença de imagens religiosas. Por quê? A explicação é a ocorrência de um milagre atribuido aos tres pastorinhos de Fátima, Portugal. O milagre de Juranda ajudou na canonização das três crianças que testemunharam as aparições de anjos no campo seguido pela aparição de Nossa Senhora de Fátima. 

Mirta Deringer explicava aos visitantes do stand a história do milagre, o que colocou Juranda na lista de lugares com apelo religioso sem esquecer de falar sobre a "JUranda além do Milagre". Coloco Juranda na minha lista também. A canonização dos meninos aconteceu em 2017 quando o Papa Francisco reconheceu o milagre de Juranda como o terceiro milagre necessário para o processo.        


Mirta Deringer no stand de Juranda 

Stand de Juranda

SStand cedido às comunidades Maka do Paraguai e Mbya de POuerto Iguazu

Também com inspiração religiosa, histórica e cultural foi a participação de Puerto Iguazu que trouxe artesanato indígena e alguns de seus autores maka do Paraguai e Mbya guarani de Puerto Iguazu. Uma bandeira com a cruz jesuíta que lembrava as missões jesuitas. A bandeira é hije um convite integração entre os municípios "misioneros" (missioneiros) beneficiários do legado dos 30 Povos da Missões.      
Nossa Senhora do rocio padroeira de Parabaguá e do Paraná

Nossa Senhora do Rocio (Rocío) é a Padroeira do Paraná e como o Paraná começou em Paranaguá, a devoção a ela começou em Paranaguá. O stand de Paranaguá lembrava que Paranaguá não é só o seu respeitado Porto. O Santuário Estadual da N.S. do Rocio é um dos lugares de alta estima na primeira capital do Paraná. 

Paranaguá tem uma área histórica rica em registros. Entre eles está o antigo Colégio dos Jesuítas construído entre  1740 e 1775.  O antigo Colégio dos Jesuítas é sede do atual Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná. 

Logo após a expulsÃo dos Jesuitas dos domínios de Portugal, cinco anos após a finalização do prédio, a Real Fazenda portuguesa confiscou o edifício que hoje é parte do Patrimônio Histórico e Cultural brasileiro designado pelo IPHAN.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Dia do Meio Ambiente: Alto Solimões quer universidade federal de integração inspirado na UNILA

Tomem seus lugares ao lado da canoa
 

Professora destaca necessidade de curso em taxonomia botânica

Liderança ticuna Sandro Flores agradece o acolhimento da UNILA a estudantes magüta (ticuna)


Prefeito de Benjamin Constant apoia o projeto 

Representantes marubo e matis do Vale do Javari


O mestre de cerimônia chamava as autoridades por nome e pedia que tomassem seus lugares na mesa oficial simbólica. 

Simbólica porque em vez de mesa de autoridades, havia uma canoa amazônica. Na lateral da canoa havia seis paneiros - uns cestos usados para transportar farinha. O pameio de farinha poderia até ser usado como uma medida econômico para indicar o índice da inflação.   

O evento foi I Fórum Internacional de Gestores de Universidades em Território de Fronteira entre os dias 4 e 6.   O fórum defende a instalação da Universidade Federal da Pan-Amazônia (UNIPAM) com sede em Benjamim Constant, AM, cidade separada do Peru pela ilha chamada Islandia a menos de 50 metros do Brasil. O projeto nasce no Instituto de Natureza e Cultura (INC) que pede um universidade dirigida à realidade da Tríplice Fronteira amazônica (Brasil, Colômbia, Peru) com currículos que tratem dos características locais como a fauna e a flora. 

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) são consideradas modelo pelos organizadores do evento. A reitora da Unila, Diana Araujo Pereira esteve presente na audiência pública e paticipou do fórum. Uma liderança da comunidade indígena Filadelfia agradeceu a reitora da Unila pela acolhida a membros de comunidades ticunas (magüta) que estudam ou estudaram na Unila em Foz do Iguaçu. 

Professora Diana Araujo Pereira da UNILA, penúltima à direita
Nota:  

As fotos são reprodução de imagens de transmissão ao vivo. Documento com minuta de projeto será entregue ao MEC, em mãos, ainda este mês





terça-feira, 4 de junho de 2024

Lago Monjolo patrimônio natural de Foz do Iguaçu sob pressão

 

Lago do Parque Monjolo, dia 3 de junho de 2024 

Turistas chineses fotografando aves em Foz do Iguaçu

Foi publicado nas míidas sociais uma nota de um cidadão preocupado que alertava para a possibilidade do Lago do Parque Monjolo está sendo aterrado. Basta lembrar que toda a região da vizinhança chamada Monjolo é área de nascente do rio Monjolo - um rio que parace ter sido condenado. Basta lembrar trambém que Monjolo é o nome de um riozinho; segundo o naturalista, antropólogo e viajante argentino Juan Bautista Ambrosetti, o rio Monjolo ganhou este nome porque fazia funcionar um monjolo na área da Colônia Militar do Iguassú, um dos motivos da Colônia ter escolhido fixar-se no centro e não na área do futuro Coleógio Agrícola.  Portanto, o rio Monjolo é histórico. E deveria ser preservado.
Marcelo Rocha, um guia para observadores de aves, focado e respeitado na Terra das Cataratas (2019)   

E então, o lago está sendo aterrado? Publico aqui uma série de fotos que tirei ontem (3 de junho). E publico também umas fotros do Guia de Turismo reconhecido como uma autoridade nos pásaros e aves de Foz do Iguaçu. Marcelo como guia para observadores de aves aparece nas fotos guiando um casal de observadores que veio da China com suas lentes poderosas para observar aves em um dos melhores locas para ver pásaros e aves em Foz do Iguaçu. Veja os dois grupos de fotos e tentemos ver se houve mudança no formato do lago Acrescentei  outras fotos. 

O turismo de Foz do Iguaçu é sério ou não é sério?
O lago do Monjolo entou na lista de melhores lugares de Foz para a oservação de aves. Uma cidade turistica séria faria o possível para manter os valores naturais deste parque. Providenciaria até uma estrutra para observação. Eu digo que são mais de 50 espécies de passaros. 

Veja mais fotos 
 
A cidade e a civilização estão cercando o parque. É o que em inglês se chama de "encroaching civilization" (se ligue na palavra "encroach") 








Casais de quqero-quero e galinhas d'água. É como se algo tivesse acontecido aos ovos do quero-quero (tero-tero, téu-téu)  

Este quero-quero parece um pouco perdido 



Água secando. Esta água é de nascentes ou da chuva? Faz dias que não chove 

Parece que teve mudança sim

Grama de grameira foi plantada aqui
Bueiro: capta água de chuva. Um dia isso vai alagar geral. O bueiro manda água para onde? 

De publicação do colega Francisco Amarilla no Facebook. E o jacaré? (2022)

Publicação minha em março 2024

Março de 2024 - havia grama onde estão as palmeiras

Março de 2024 - Trabalhadores de empresas da vizinhança observam a intervenção  


Foto de publicação da Rádio Cultura: imagem lavou minha alma

Primeira postagem após as cirurgias de olhos. Vendo de novo. O mundo é lindo.

Outras Publicações sobre o Monjolo no Blog de Foz 

De olho na Fauna do Monjolo: o Parque e o Bairro - o Monjolo das Águas
Parque Monjolo em Foz é um ótimo lugar para observar pássaros
Fique de olho no Parque Monjolo! Poluição ganhou acesso ao lago das nascente do rio Patrimônio de Foz
Material sobre resort de Assunção, Paraguai que apostou na observação de aves e construiu um abrigo-observatório (2021). O Parque Monjolo já poderia ter um desses que não dependeria tanto da oficialidade.


domingo, 2 de junho de 2024

Obrigado Dona Neiva de Lima pela estátua de São João Batista

Incêndio da capela - Foto Harry Schinke
Em 1925, a primeira capela de Foz do Iguaçu foi destruída por um incêndio. Ela já  era chamada São João Batista. A capela fora construída pela comunidade um ano ou um ano e meio antes. ´
Quando ela havia sido concluída, parece que ainda não havia sido decidido qual santo seria o padroeiro da primeira capela da cidade. Logo a situação foi resolvida. A senhora Alzira Neiva, esposa de um militar das forças de intervenção*, tinha uma imagem de São João Batista. 

Afirma a historia que a Dona Alzira Neiva decidiu doar a imagem de São João Batista para a capela fazendo uma única exigência: São João Batista deveria ser o padroeiro de Foz do Iguaçu. E assim foi feito.      
Matriz São João Batista - acervo Rita Araújo

O sangue de Dona Alzira Neiva é representado em Foz do Iguaçu, por um de seus bisnetos. O ex-juiz de direito de Foz do Iguaçu, Luiz Sérgio Neiva de Lima. Quem levantar a história do judiciário estadual em Foz do Iguaçu que inclui a história do prédio onde hoje funciona a Fundação Cultural encontrará o nome do Juiz Sérgio Neiva de Lima. 

   

Dr. Luiz Sérgio Neiva de Lima


Intervenção de quê?

Não esqueçamos que em 1924 parte da Coluna Prestes passou por Foz do Iguaçu. Está ligado àquele capítulo iguaçuense que incluia a fuga em massa dos habitantes da cidade. Mas não de toda a população. O  Sr. José Schlögl que foi personagem de um vídeo da colega Izabelle Ferrari e Cidadão Benemérito pela Câmara Municipal contou que a família dele não fugiu. 

Fugiram as autoridades governamentais e autoridades empresariais na época pessoal ligado às obrajes e exploração da erva mate sob um regime quase de escravidão. Uma das profissões respeitadas da época era a do capataz de erval pessoas com hanbilidades pistoleiras. A Coluna Prestes tinha recebido denúncias desse sistema em todo o território de Foz do Iguaçu que na época ia até Guaíra. Há relatos  que a Coluna fuzilou os capatazes mais "machos". Por isso, em caso de dúvida, ocorreu a fuga para Puerto Aguirre (Puerto Iguazu).

Exército em Foz em '24?

Já ouvi questionamentos sobre a presença de militares do Exército Brasileiro em Foz em 1924 já que, afirma-se, o Exército só voltou a Foz do Iguaçu em 1933. Tem razão quem duvida. Porém é aqui que entra o termo "força de intervenção". A força interventora veio para garantir a ordem, dar tranquilidade à população e restabelecer a paz. É a esta força que as lembranças dos antigos moradores chama de "legalistas" e os da coluna de "rebeldes" ou "revoltosos". O tema da força de intervenção precisa de um estudo aprofundado. 

Parte do legado da Coluna Prestes foi decretar o fim lento mas certeiro do chamado "ciclo da erva mate" em Foz do Iguaçu. O tema da erva mate no Oeste do Paraná é outro que necessita aprofundamento. A memória física do ciclo da erva mate foi enterrado sob as águas do Lago de Itaipu. Lá por volta de 1939, a erva mate em Foz declinou completamente. 

Foto do Dr Luiz Sérgio de Lima é da Revista Nova Fase

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Santos Dumont e Burton Holmes nos trilhos ferroviários argentinos

Um ferrocarro ou ferryboat transportando vagões no trecho Buenos Aires - Concordia

 Santos Dumont e Burton Holmes testemunharam os dias de glória e pioneirismo dos "ferrocarriles" (caminhos de ferro) argentinos. Quando Santos Dumont embarcou em Buenos Aires em 1916 para viajar rumo ao Alto Paraná, fazia tres anos que a linha Buenos Aires - Posadas havia sido inaugurada. Tivesse ele chegado em em 1911. por exemplo, todo o trajeto teria que ser feito pelo rio Paraná em barcos grandes da empresa Mihanovich entre Buenos Aires e Posdas e em barcos menores que viajavam entre Posadas e Porto Mendes atual Marechal Cândido Rondon, via Puerto Aguirre e Foz do Iguaçu.  

Três anos depois de Santos Dumont, o escritor de viagens, Burton Holmes fez o mesmo trajeto que Santos Dumont de Buenos Aires a Posadas capital do ainda Território Nacional de Misiones dependente de Corrientes até 1953. Posadas foi o último trecho da expansão da monumental rede ferroviária argentina. Porém o trem não morria aí. 

Posadas - capitaldo Território Federal de Misiones. Foto do livro de Burton Holmes em 1p19. A Posadas que Santos Dumont viu poderia ser um pouco mais "atrasada"  

Em 1913 a linha Posadas - Buenos Aires se uniu com a linha Encarnación - Asunción no Paraguai. Entre as cidades de Posadas e Encarnación está o rio Paraná. 

Para unir as duas cidades, Argentina e Paraguai adotado o "ferrocarro",  especialmente construído para as condições do rio entre as duas cidades.que transportava os trens de um lado para outro. Sobre a aventura ferroviária chegando ao Paraguai, entra um personagem norte-americano, Percival Farquhar que aduirira em 1909 a ferrovia paraguaia que até então chegava só até a cidade de Villarica. O trecho Paraguari-Encarnación chegou a sonhar com uma linha em direção ao Brasil onde Percival Farquhar era o imperador das ferrovias no Brasil entre elas a RFSPRG - ou Rede Ferroviária São Paulo-Rio Grande*. Aqui faço quatro desvios de pensamento: 1) o trecho da ferrovia Villarica-Encarnación ganhou um desvio até a cidade de Abay, em Caazapá (Ka'asapa) de onde sairia os trilhos em direção ao Brasil tendo sido discutida entrada no Brasil via Foz do Iguaçu. 2) Já li uma tese de doutorado que falava de um projeo de Moisés Bertoni para a construção de uma ponte rodo-ferroviária entre Paraguai e Brasil. Seria devido a esta linha férrea saindo da histórica cidade de Abay rumo ao Brasil? 3) Seria o interesse do Percival Farquhar ligar a linha Abay-Foz com a prometida e anunciada ligação Foz do Iguaçu - Guarapuava?  Lembre que Farquhar recebeu mais de um milhão de hectares de terras como pagamento dessa obra. Aqui há uma ligação com a complexa situação das terras do Oeste e Sudoeste do Paraná e de Santa Catarina que resultou na Guerra do Contestado.          

4) Uma dúvida minha me motivou a escrever estas linhas. Santos Dumont embarcou no trem que saia de Buenos Aires já a abordo de um ferrocarro? Ou veio de trem até Zárate, ainda província de Buenos Aires e de lá embarcou no ferrobarco para Concordia?  

Encarnación - foto de Burton Holmes 


Em seu livro, Burton Holmes diz que embarcou em um vagão de luxo que zarpou de Buenos e logo à frente o vagão foi embarcado no ferrobarco para uma viagem de quatro horas rio abaixo até Concórdia, já na província de entre Entre Rios. Mas havia outra possibilidade: embarcar em Buenos Aires e ir de trem até Zádate  de onde saiam, várias vezes por dia, os ferrocarros carregados de passageiros, carga e vagões até Concórdia. As duas modalidades eram justificadas pois ambas estavam a serviço de grandes frigoríficos instalados nas margens do rio. A partir de Concórdia, aí sim iniciava a viagem de trem até Posadas,     

NEA - Nordeste Argentino

Notas:
O fim dos ferrobarcos ou ferryboats coincidiu com o avanço das rodovias. A inauguração da Ponte Internacional San Roque González de Santa Cruz em 1990 coincidiu com a útlima viagem dos Ferocarros Posadas - Encarnación. 
Barco ferroviário que ligava Posadas e Encarnação aposentado em 1990

A Ponte Rodoferroviária em Zárate foi inaugurada em 1977 e acabou com os ferrocarros entre a Província de Buenos Aires e Entre Rios.






segunda-feira, 25 de março de 2024

Cuidando do Parque Monjolo um mutirão feito a mão com pá e rastrelo sem uso de "dragas"


Para a infantaria isso é um piquenique


Este material de dezembro de 2020 nunca foi publicado. Talvez a segunda placa tenha saído no GDIA. O encontrei agora e faço justica. Note que nele, o biólogo chama a vegetação de macrófitas e dá a entender que o importante é o equilíbrio. 

PRIMEIRA PARTE - Ficção
 
O que não falta no Lago do Parque Monjolo é placa alertando para o perigo do jacaré. Não entre. Não ponha o pé. Não caia nele. A população esta bem avisada. Se você estiver sentado à beira do lago sem estar pescando, namorando, fumando maconha – (muita gente faz isso), você vai atrair gente para avisar. Alguém com uma máquina fotográfica, vai ser avisado. “Ele só aparece quando quer”. E daí chegam as informações. Ele sai de madrugada. Ele sai à noite. E os mais trágicos: ele quase matou um cachorro. Parece, dizem, que o cachorro foi beber água e o jacaré pegou, amputando uma perna. 

quarta-feira, 13 de março de 2024

Tradicional Festa do Peixe Assado da Matriz São João Batista será neste sábado (16)

Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 75,00 e dão direito a uma variedade de peixes com acompanhamento de um delicioso buffet

A 15ª edição do Peixe Assado, tradicional evento da matriz São João Batista de Foz do Iguaçu, acontece neste sábado (16), no penúltimo dia da novena em honra de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, que vem lotando a igreja desde o último dia 9. Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 75,00 e dão direito a um buffet variado de peixes assados e acompanhamentos deliciosos.  

A venda será revertida para a conclusão das pinturas das artes sacras e da instalação de novos vitrais e compra de novas portas contando a história de São João Batista, o padroeiro de Foz do Iguaçu e da Diocese do município.

A festa do peixe assado conta com a ajuda de muitas mãos, como empresários, os patrocinadores do evento, e de toda a comunidade que prestigia o evento.

Os diversos tipos de peixes serão servidos com acompanhamento a partir das 20h30, em barracas montadas pelos colaboradores no pátio da igreja. 

A 15ª edição do evento tem um gostinho todo especial, porque cai no ano do centenário da igreja mais antiga de Foz do Iguaçu. A matriz completa cem anos em 24 de junho e a sua trajetória está ligada diretamente à história do município.

A programação é alusiva às festividades do jubileu, que começou com a novena e a venda de souvenires, como camisetas, bonés, canecas e várias outras lembranças com a logomarca do centenário. A camisetas estão sendo vendidas a R$ 50,00 e os bonés a R$ 35,00. Os demais itens  poderão ser adquiridos na própria secretaria da matriz ou diretamente com voluntários de pastorais e movimentos da igreja. 

Para padre Willian Alves, pároco da matriz São João Batista, a edição desse ano deve repetir o sucesso das anteriores pós pandemia da covid-19. “As pessoas estão sedentas da palavra de Deus e têm interesse por eventos que possam confraternizar em família, como é o caso da festa do peixe assado”, diz. 

E convida: “compre logo seu ingresso, porque as vendas são limitadas.  No ano passado, o evento reuniu cerca de mil pessoas e pelo menos 200 pessoas, que deixaram para fazer a compra de última hora, não puderam participar”. 

Os diversos tipos de peixes serão servidos com acompanhamento a partir das 20h30, em barracas montadas pelos colaboradores no pátio da igreja. 

Desafio

Depois das artes sacras, novos vitrais e portas, a igreja tem um outro desafio: revitalizar a casa paroquial com salas temáticas que contam a importância da igreja para o desenvolvimento da cidade. A ideia é abrir a casa para visitação do público. O projeto está pronto e aguarda patrocínio.

Se a proposta der certo, a igreja e a casa paroquial poderão ser incorporadas a um circuito turístico, histórico-cultural e patrimonial da cidade


Com Pascom

 

segunda-feira, 11 de março de 2024

108 Cidades paranaenses com nomes em idiomas originários: guarani, tupi antigo e kaingang

 Esta espécie de raiz se chama "sapopemba" ou "sapopema". Ela dá nome a várias cidades e bairros no Brasil. No Paraná há uma. Foto: Sapopema na Mata Atlântica - Tá com calor?)

Nota: estão faltando municípios. Se sentir a falta de algum, avise a gente. Estamos atualizando 

Das 399 cidades paranaenses, 108 tem nomes em idiomas originários: guarani, tupi antigo ou kaingang.  Há ainda muitos nomes de rios, montanhas, riachos e similares em tupi antigo ou guarani. Destaque para a Ilha  de Superagui próximo à cidade e Porto de Paranaguá.  

De las 399 municípios del Estado de Paraná, Brasil, 108 tienen nombres en idiomas originários como guarani, tupi antigo y kaingang. También hay ríos, quebradas y montañas con nombres em guarani. Destaque para la Isla de Superagui cerca de la ciudad y Puerto de Paranaguá.

Tetãvore Paraná oguereko 108 téra ñe’ẽ ypykuépe: guarani,tupi yma guare térã kaingang. Oĩ avei ysyry, ypa’ũ ha yvyty oguerekóva Guarani réra.

 Abatiá (Avati ha) 

Alto Piquiri (Pykyry)

Amaporã

Anahy (Anaí) 

Andirá

Apucarana (Apuka+ra+na)

Arapongas (Arapõ)

Arapoti (Ara poty)

Arapuã (Ara pu'ã) 

Araruna (Ara+hu)

Ariranha do Ivaí

Barra do Jacaré (Jakare)

Bela Vista da Caroba (Karóva)

Bituruna (Mbytu= hũ)

Bocaiúva do Sul (Mbokaja)

Cambará

Cambé (Kamby)

Cambira

Candói (kaigang)

Capanema (Ka'a pane)

Carambeí (Karambe'i)

Catanduvas

Corumbataí do Sul

Curitiba (kuri'ytýva)

Curiúva (Kuri'yva)

Goioerê (Kaingang)

Goioxim (Kaingang)

Guaíra (Guayra)

Guairaçá

Guamiranga

Guapirama

Guaporema

Guaraci (Kuarahy)

Guaraniaçu (Guarani asu)

Guarapuava (Agarapu'ãva)

Guaraqueçaba (Guarahechava)

Guaratuba (Guara ty)

Ibaiti

Ibema

Ibiporã (yvyporã)

Icaraíma (Ykaraíma)

Igaraçu (Ygara Guasu)

Iguatu

Imbaú (Mbay)

Imbituva

Inajá

Ipiranga

Iporã

Iracema do Oeste

Irati

Iretama

Itaguajé

Iambaracá

Itambé

Itapejara d'Oeste

Itaperuçu

Itaúna do Sul

Ivaí

Ivaiporã

Ivaté

Ivatuba

Jaboti

Jaguapitã

Jaguariaíva (jagua-ryái-va)

Jandaia do Sul (Ñanday)

Japira

Japurá

Jataizinho

Jundiaí do Sul

Juranda

Jussara

Kaloré

Mamborê

Mandaguaçu

Mandaguari

Mandirituba

Maringá

Marumbi

Novo Itacolomi

Paiçandu

Paranavaí

Peabiru

Piên (Py'a)

Piraí do Sul

Piraquara

Pitanga

Pitangueiras

Porecatu

Quatiguá

Salto do Itararé

Santo Antônio do Caiuá

São Carlos do Ivaí

São João do Caiuá

São João do Ivaí

São Jorge do Ivaí

Sapopema (sa'upema)

Sarandi

Tamarana

Tamboara

Tapejara

Tapira

Tibagi

Tupãssi (Tupã Sy)

Ubiratã

Umuarama

Uraí

Verê

sábado, 2 de março de 2024

Parque Nacional do Iguaçu precisa proteger os Céus e os Saltos contra a poluição luminosa urbanizada

Nem tudo que reluz é ouro

Que fonte de luz está iluminando a grade?  

Segundo a cartilha do comportamento em atividades sob o céu escuro, aqui tem luz demais

Não sei quem são os fotógrafos das duas primeiras fotos que aparecem neste texto sobre o excesso de luz também visto como uma forma de Poluição. Em inglês é chamada siplesmente de Light Pollution em português "poluição de luz" não fica muito claro por isso se usa a expressão "poluição Luminosa". Há ainda quem a chame de "Poluição Lumínica". O texto não é uma crítica das fotos. As fotos são ótimas e os fotógrafos dominam a arte e as técnicas exigidas aí. Mas então qual é o problema? 
Recentemente em Foz do Iguaçu tem havido incursões na área de astrofotografia ou fotografia do céu escuro parte, talvez, do astroturismo.  Aí já é um questão de meu interesse. Quanto vale o céu escuro? A importância do céu escuro? As técnicas para fotografar o céu escuro: As primeiras fotos do céu escuro sobre as Cataratas do Iguaçu por brasileiros  ganhou espaço em todo o Brasil inclusive nas TVs nacionais com destaque para o Fantástico da Rede Globo. A técnica da fotografia do céu escuro é uma técnica estabelecida. A estrela da arte se chama "céu". Uma lente com abertura de longa exposição, consegue captar o que o olho humano duvida que existe. A estrela é o céu onde aparecerá a galáxia. Em segundo lugar vem uma grande paisagem terrestre como as Cataratas do Iguaçu e por último, se der,  uma ou mais pessoas que podem aparecer na foto preferentente "de silueta". 

Foz do Iguaçu está tendo um pequeno problema. Parte da estrutura de atendimento ao turista como o elevador, ou parte dele estão aparecendo iluminadas causando poluição não só no ambiente como na foto. Ultimamente, com a programação de visita às Cataratas à Noite, a necessidade de entender as regras dessa história de céu escuro se faz urgente. Tal problema vem desde a época do Luau das Cataratas quando a iluminação excessiva na área de influência da Garganta do Diabo poderia ter sido algo denunciado a Unesco como um dos atentados aos valores instrínsecos das Cataratas do Iguaçu como Parte de dois Parques Patrimônios Mundiais. 

Os hotéis concessionados tanto do lado brasileiro como do lado argentino estão apostando na iluminação artificial importando poluição luminosa para os Parques Nacionais Iguaçu / Iguazú. Fotos tiradas de diferentes ângulos já faz parecer que a região é urbana. O propósito deste texto é trazer ideias de iluminação que preservem a qualidade da visão dos céus. Espero que quem esteja lendo este texto, saiba da beleza dos céu noturno em cima de Foz do Iguaçu ou melhor sobre as cidades desta latiutude onde a Via Láctea é vista a olho nu. 

Quando no lado brasileiro das Cataratas foi criado o Passeio da Lua Cheia (não o Luau) previsto pelo antigo Plano de Manejo, cada participante levava uma laterna com instruções de só apontá-la para os pés. Não podia sair apontando a lanterna para cima ou para os lados, na direção de topo de árvores pois o próposito do tour não era acordar macacos ou alguns mosquitos noturnos. Tampouco podia apontar em direção ao vale do rio Iguaçu para perturbar a floresta inteira. Isso foi antes da aparição da LUZ de LED que merece atenção e estudo especiais. Quem participa de uma excursão especial para observar os céus no chamado astroturismo ou ver as Cataratas de noite deveria levar lanternas com filtros que possibilita mudar a cor do feixe de luz.

Veja a predominância controlada do vermelho em uma saída de observação astronômica nos EUA


O Chile ganha milhões de dólares por ser um lugar que possui ótimas condições de escuridão dos céus o que faz o pais ser a sede de grandes telescópios de instituições internacionais. As fotos abaixo mostram as praticas de iluminação nas área desses telescópios onde a iluminação é difusa. É mínima e evita a luz LED branca. Observe as fotos dos observatórios. Luz de poste mínima. Nada atrapalha o céu. As luzes internas estão apagadas. Mais sobre telescópios internacionais no Chile no site Carnegie Institute for Science.

Iluminação artificial mínima Observatório ESO Chile / The World at Night

"Não são as Cataratas um observatório Natural de grandeza muito maior que um observatório  dedicado unicamente à astronomia?"
 
Os céus são a estrela da foto. Só astros estoram luz 
 (Hanle, India, foto Dorje Angchuk, India Today)

O que fazer?   
Primeiro estudar. O link PDF que segue (em inglês) é Para a academia. É um trabalho do BLM - Escritório de Gerernciamento de Terras dos Estados Unidos. O órgão adminsitra terras públicas incluindo fazendo concessão de usos para pecuária, turismo e outras atividaddes. O manual dá uma ideia geral do que está envolvido. O nome do estudo é Night Sky and Dark Environments: Best Management Practices for Artificial Light at Night on BLM-Managed Lands (Céu Escuro e Ambientes Escuros: Melhores Práticas para Iluminação Artificial Noturnas em terra administradas pelo BLM).

O Brasil já tem grupos sérios que se dedicam a este assunto. Um deles se chama Céus Estrelados Brasil e já existe no Brasil o único Parque brasileiro reconhecido internacionalmente como um lugar ótimo de Céus Escuros. Se chama Parque Estadual do Desengano no estado do Rio de Janeiro. O apelido dele é Parque de Cèu Escuro. O Parque do Desengano é certificado como um Dark Sky Park pela ONG International Dark Sky Association (IDA). Para concluir este que-fazer nas Cataratas do Iguaçu, a lição de casa é procurar profissionais que entendam da luminosidade que nos ajude a conseguir uma certificação internacional para os os dois parques nacionais Iguaçu / Iguazu como "Dark Sky Parks" um lugar que não permite que a poluição de luzes da cidade chegue a eles. Deixemos a cidade na cidade. Se

A Escala de Bortle. Um na escala, primeiro à esquerda, é muito bom, Nove é horrível (Wikipedia)   

Existe uma escala para medir a qualidade do céu em relação à ecuridão e ainda em relação a poluição de luzes das cidades. Se chama "Escala de Bortle" que vai de 1 ( Céu escuro perfeito) até 9 na escala. O nove na escala é horrível.   
Exemplo de lanterna com filtros de cores
Antes da época LED tive uma excelente lanterna com filtros de várias cores. Muito boa para iluminar sem cegar os vizinhos. Usava no Pantanal. "Focar jacaré", por exemplo, com uma luz LED deveria ser considerado um crime.