sábado, 31 de janeiro de 2026

Dois dias para comemorar Iemanjá e a cultura afro-brasileira em Foz do Iguaçu

 Jubileu da Festa de Iemanjá em Foz do Iguaçu

A Festa de Iemanjá em Foz do Iguaçu comemora 50 anos. E 50 anos também se chama Jubileu! Oficialmente a Festa de Iemanja ocorre no dia 2 de fevereiro, que este ano cai na segunda-feira (lunes). Desde 2023, a Festa de Iemanjá é parte do Calendário Oficial de Eventos de Foz do Iguaçu segundo a Lei Ordinária nº 5.209 de 14 de fevereiro de 2023. Por isso a Festa de Iemanjá este ano ganha um dia extra: o domingo, dia primeiro. Confira a programação do domingo acima. É uma programação artística e cultural com destaque para a exposição "Memórias de Vovó Benedita e a Festa de Iemenjá". 

O Blog de Foz reforça o convite a todos aqueles e aquelas que estiverem em Foz do Iguaçu, moradores ou turistas. O convite é extensivo a todos os moradores da Região Trinacional (RE-TRI). Vai ser um bom dia para escutar e  ver apresentações de afoxé, maracatu, ginga, capoeira (dança, música e luta), muita repercussão. A festa no domingo acontece junto com a Feirinha da JK.  


Na segunda-feira, a atividadae tradicional e oficial é a Procissão em Carreata em direção ao Porto Meira. A concentração para a carreata começa às 13h30 na Praça da Paz. Como todos os anos, a carreata termina às margens do rio Iguaçu, onde há embarque no barco Kattamaram que leva os participantes até o encontro das águas dos rios Iguaçu e Paraná onde acontece a oferenda cerimoniosa de flores em agradecimento por tuodo de bom que aconteceu ao longo de 2025 e com o pedido de Paz, Amor, Trabalho, Prosperidade no restante de 2026 para todos os presentes e para toda a Região Trinacional.

Duas Notas: confira a programação cultural da segunda-feira a partir das 17h30. Apresentações de percussão, capoeira e da Escola de Samba Mocidade do Porto Meira. É sempre bom escutar um samba enredo. Boa celebração a todos. Que as guerras sucumbam  e a Paz Prevaleça. Axé!    

       

Momentos no Kattamaram em 2025: flores para Iemanjá

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A Caminhada pela Paz dos monges budistas nos Estados Unidos vai entrar para a história


As chamadas “Grandes Mídias” ainda não colocaram em suas agendas a caminhada pacífica de 19 monges budistas que partiram, em outubro de 2025, do Texas em direção a Washington DC. A caminhada se chama Walk for Peace  (Caminhada pela Paz Caminata por la Paz,  Guata Py’aguapy rehehápe). 

Não é uma caminhada de protesto contra nada. Não é caminhada reivindicatória. É uma caminhada pela consciência da respiração, centrada no presente, de fazer as coisas no aqui e agora, lembrando o amor, a compaixão entre outros valores. Ódio zero! 

Os americanos esperam horas à beira das rodovias por onde os monges passam, as polícias estaduais e autoridades condados se esforçam para recebe-los, vários prefeitos e governadores declararam os dias da visita dos monges como o Dia da Caminhada pela Paz em suas jurisdições. 

Entre o Texas e Washington há oito estados: Texas, Louisiana, Mississippi, Alabama, Georgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Virginia. Os monges já entraram na Virgínia. 



O movimento da caminhada dos monges de um templo no Texas, pegou os Estados Unidos de surpresa e em uma época em que o país está doente, dividido e ferido, segundo os termos mais usados pelos milhares de cidadãos que aguardam nas estradas, e escutam palavras simples dos monges quando param para descansar em bibliotecas, palácios de governos, prefeituras, escolas, quartéis de bombeiros, igrejas protestantes, católicas e galpões comunitários. 



A caminhada vai entrar para a história. Alguns grupos cristãos protestaram contra a caminhada pela paz dando a entender que Jesus não mandou caminhar. Foram minoria. 

O que se entende é que os monges não estão divulgando Fé. Estão divulgando Paz. Parecido com aquele grito angélico registrado nos evangelhos: Paz na Terra entre os homens de Boa Vontade.

Qual escola? 

Os monges que estão fazendo a Caminhada pela Paz, pertencem à escola do budismo conhecida como Teravada predominante na Tailândia, Vietnã, Laos, Myamar (Birmânia), Sri Lanka e Camboja. 

As outras duas grandes escolas do Budismo são a Mahayana e a 

Vajrayana (Tibetana). A escola Mahayana está bem representada na região das Três Fronteiras pelos templos de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (chineses) e Yguazu, Paraguai (Japonês).  O único templo Teravada (Laosiano) na região é o templo Budista de Posadas, Argentina.

Arte, fé e território marcam a trajetória do artista Giovanni Vissotto no Oeste do Paraná

 

(Publicado também no jornal GDia  / 27 de janeiro de 2026) 

Obras espalhadas por Foz do Iguaçu e região revelam um olhar atento sobre o povo simples e o ambiente natural  


Homenagem ao artista Giovanni Vissoto, descerrada no monumento após uma missa para comemorar os 25 anos da Imagem de São Francisco de Assis  

Uma das obras mais visíveis do artista plástico Giovanni Vissotto em Foz do Iguaçu é o São Francisco do Morumbi. Obra iniciada em 1997 e inaugurada em 2000, ocupa não só um lugar na avenida principal do bairro Morumbi, antigo São Francisco, como no coração dos moradores do bairro. 

No domingo, 14 de dezembro de 2025 a Paróquia São Francisco acolheu a imagem como uma obra artística e religiosa com a realização de uma missa no monumento acompanhada da entrega de uma placa comemorativa de agradecimento ao escultor. Como a imagem não segue o cânon europeu da pintura sacra, até o bispo de Foz do Iguaçu, na época, Dom Olívio Aurélio Fazza, estranhou. Chamando o escultor de lado, perguntou: o que você fez, Giovanni? Este não é o São Francisco. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Mapa Iberá




Trabalhando!
Não era para ter publicado ainda. Apertei o botão errado. Mas já que 131 pessoas acessram, mantenho a publicação. Aguardem mais informações do campo! A Expedição Nossa Senhora de Loreto vai começar, E espero que tenhamos um bom ano.

 

Fonte Parque Ibera 
Iberá / Esteros del Iberá

Yno'õ Y Vera

domingo, 21 de dezembro de 2025

Migrações do Paraguai divulga programação da abertura gradual da Ponte da Integração


 

A Direccón Nacional de Migraciones do Paraguai publicou uma nota que especifica as fases da abertura GRADUAL da Nossa Nova Ponte entre Presidente Franco e Foz do Iguaçu ou para os mais íntimos: Franco -  Foz ou Foz - Franco. 

Fase Inicial 

Estamos na fase inicial. Só para caminhões sem carga "em lastro" entre as 19h e 07hs da manhã. Trânsito na Zona Urbana de Franco só entre as 22h e 05h da manhã. 

Nota: A estrutura urbana da cidade de Presidente Franco não está preparada ainda para o "forrobodó" "despelotício" que pode cair sobre a cidade fundada pelo Sr Vicente Matiauda. Teste de fogo! 

Segunda Fase

Daqui a 30 dias abre para ônibus de turismo entre às 19h e 07 da manhã. Segundo a nota será exclusivo para ônibus que fazem "circuito fechado". E vão conviver com os caminhões. Circuito fechado deve referir-se a ônibus fretados, com um numero de passageiros fechado. Cm destino e retorno organizado. 

Próxima Fase

Dependerá de uma nova avaliação pela Comisión Mixta Paraguay - Brasil (Comisssão Mista Brasil - Paraguai) que acontecerá no final de março de 2026.  

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Uma pequena cronologia dos esforços de construção da Segunda Ponte Brasil - Paraguai (já aberta e inaugurada)

Material sem fotos mas com links

Março de 1991 - Assinado Tratado de Assunção que cria o Mercosul. Presidentes signatários: Em março de 1991, os presidentes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, reunidos em Assunção, assinaram o documento de criação do Mercosul.

Fonte: Agência Senado 

1992 - "Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Paraguai para a Construção de uma Segunda Ponte Internacional sobre o Rio Paraná", assinado em 26 de setembro de 1992.  Este reafirma a Comissão Mista, primeira assinatura - Assinado definitvaente em 1995. Eram minsitros das Relações Exteriores: Celso Amorim, pelo Brasil e Leila Rachid, pelo Paraguai. Fonte Casa Civil, Decreto


2007 - Aplazan estudio de proyecto de ley para construir un segundo puente con Brasil (Fonte ABC Color) Suspensa votação para aprovação de estudos para construção de uma segunda ponte com Brasil. Motivo: alguém disse que o Brasil iria construir um muro de 1.3 km ao longo barranco do rio Paraná para frear contrabando (Fonte Folha de Londrina) 

2008 - Brasil pagará US$ 60 millones por segundo puente (Fonte: ABC Color)

2013 - Em Itaipu, presidente Dilma anuncia segunda ponte Brasil/Paraguai .  Fonte: Radio Cultura. Anúncio foi feito durante visita a Itaipu junto com presidente Horacio Cartes 

2014 - Se firma contrato para segundo puente con Brasil (Fonte: Ultima Hora Py

2018 - Temer assina autorização para a construção de duas pontes entre Brasil e Paraguai (Fonte Agência Brasil )  

 
Temer e Benítez assinam declaração sobre construção de pontes. Fonte:  ClickFoz

2018 - Acordo garante construção de nova ponte entre Brasil e Paraguai. Fontes: Bem Paraná e IP - Portal Oficial do Governo Paraguaio

2019 - Bolsonaro visita obras da Ponte da Integração. Fonte DCMais

2025 - dia 19 de dezembro, presidente Lula e ministros inauguram o lado brasileiro da Ponte da Integração

2025 - dia 20 de dezembro, o presidente Peña ianugira o lado paraguaio da Ponte da Integração. Notícia em curso

Tudo tem "história"



sábado, 1 de novembro de 2025

Obrigado professor Anselmo Fernández, colegas participantes, e a todos os envolvidos na experiência




Na quinta-feira (jueves), 30 de outubro 2025, foi o último encontro da oficina (taller) "Narrativa, historia y cultura Mbya Guaraní"  com o professor Anselmo Fenández, docente (professor) intercultural bilingue mbya guarani de Misiones, Argentina. 

Os encontros, cerca de 20, que aconteceram ao longo de cinco meses, foram organizados por uma equipe dedicada que há anos trabalha pelo entendimento e compreensão entre as mais de 100 comunidades originárias de Misiones, Argentina, fronteira com o Brasil e Paraguai, neste caso os mbya guarani, com o mundo exterior. 

Professor Anselmo: Educação Intercultural Bilíngue Misiones, Argentina

O encontro com sabor de curso privilegiado com direito a certificado de conclusão ou participação, (Não sei, qual vou merecer) foi ministrado e chancelado pelo Instituto Superior Indígena Raul Karaí Correa, com o Proyecto Mate - Modelo Argentino para el Turismo y Empleo / Modelo Argentino para o Turismo  e Emprego de Puerto Iguazu, que acompanho de longa data, e outros parceiros e apoiadores.  

E "visão"  foi o que os participantes do Taller / Oficina tiveram (tuvieron) a oportunidade de ter (tener). Está crescendo na Fronteira Trinacional o interesse, sincero ou não, bem fundamentado ou não, pelo que se chama "cultura guarani". Saio do curso de boca aberta pela profundidade (profundeza) da visão mbya guarani não só de mundo, mas de vida. 

Os encontros foram uma oportunidade, digo, uma janela para que não-mbyas, a maioria professores do que no Brasil chamamos de Educação Escolar Indígena da Argentina, Paraguai e Brasil. 

Aspectos quotidianos, cuidados e regras sobre alimentação, saúde, gravidez, preparação para a vida, espiritualidade, cantos, rezas, dança, foram parte do calabouço cultural e social que tivemos, o privilegio de aceder.  A meta é a eliminação de preconceitos e visões torcidas e distorcidas da sociedade ou sociedades maiores em relação aos povos originários.

Agradeço de coração ao professor Anselmo que é docente em uma escola na região de Andresito, pelo seu esforço, carinho, disponibilização de seu conhecimento e dedicação aos seus alunos durante o curso mesmo que tenha sido completamente online. A gente sai conhecendo uma lista de novos nomes e amigos ligados à eduçação escolar intercultural bilíngue, turismo e outras áreas residentes em Misiones (RA), Itapúa e Assunção (PY), Brasil,  Buenos Aires e até dos Estados Unidos. 

Agradeço ao amigo Claudio Salvador, à professora Viviana Bacigualupo, à equipe do Projeto Mate, às entidades que deram apoio econômico à iniciativa. 

O evento me anima a prestar atenção  nas comunidades indígenas na Região Trinacional respeitando sempre as informações que devem ser protegidas na missão de divulgação evitando a banalização dos conhecimentos.  Um abraço a todos e Muito obrigado, Aguyjevete, Ha'ete, Gracias, Kuekatu*.  Esta experiência não só me dá forças como incentivo para levar a cabo minha tarefa na produção de conteúdos informativos,criativos, humanos e solidários. 

*Kuekatu - obrigado em nheengatu amazônico (Rio Negro e Tapajós)     

 

    

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Obras da Perimetral: primeiros dias de trânsito liberado sob o viaduto

Algumas imagens das obras da Perimetral Leste nas redondezas do viaduto que dá aceso à região da UNIMED. Para História!  

Junho 2025
J











 





sábado, 18 de outubro de 2025

UNILA promove seminário com debates sobre o Caminho do Peabiru

Foto ilustrativa de material do site Top Trip Adventure

Evento vai reunir pesquisadores, representantes de povos indígenas, quilombolas e movimentos sociais

O seminário “O Caminho Sagrado do Peabiru – do Atlântico ao Pacífico e as Integrações Contemporâneas da América Latina” reunirá pesquisadores, especialistas no tema e representantes de povos indígenas, de comunidades quilombolas e de movimentos sociais de matriz camponesa entre os dias 22 e 24 de outubro, no Campus Integração da UNILA. O evento é aberto ao público.

O caminho do Peabiru é o mais significativo – e do qual há mais referências consolidadas – entre os muitos usados pelas civilizações que habitavam a América Latina anteriormente à chegada dos europeus. Essas redes de integração possibilitavam o intercâmbio de experiências, além de trocas comerciais, culturais e espirituais.

O seminário busca conciliar saberes ancestrais e reflexões críticas sobre o desenvolvimento predatório, inspirando novas formas de cooperação regional sustentável que incorporem a memória e a experiência dos povos tradicionais. Entre os resultados esperados estão o aprofundamento do debate sobre integração latino-americana, com a produção de publicações e propostas de políticas públicas que valorizem rotas ancestrais como patrimônios vivos.

A programação contará com palestras, oficinas, trilhas e apresentações culturais. O evento será transmitido pelo canal do ILAESP-UNILA no YouTube. O evento é uma realização da UNILA, da Associação de Pós-Graduandos da UNILA (APG Arandu) e do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com parceria do Parque Nacional do Iguaçu, ICMBio e Conselho Municipal de Turismo (Comtur).

Serviço:

Seminário “O caminho sagrado do Peabiru”

Data: de 22 a 24 de outubro

Local: Auditório Lélia Gonzalez, Campus Integração – Avenida Tancredo Neves, 3147 – Porto Belo, Foz do Iguaçu 

Da Assessoria

 


 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Sobre a Canhoneira Greenhalgh e a Pedra Escrita de Foz do Iguaçu

 

Meio-modelo das Canhoneiras Greenhalgh e Henrique Martins 



Primeira parte: Refrescando a memória

A divulgação da "Pedra Escrita" do rio Iguaçu em 2024 rendeu várias notas em sites regionais e em televisão, o caso do G1 / RPC. A divulgação envolveu pesquisadores da UNILA e participação do ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu. Na época foi demostrado interesse do ICMBio de transportar a pedra para a área do PNI onde seria exposta. 

A Itaipu Binacional teria sido consultada sobre a possibiiade de ajudar na remoção da pedra do lugar atual para dentro do Parqe Nacional do Iguaçu. Não é necessário dizer que o assunto, embora não muito discutido, levantou opiniões diferentes quanto à sua remoção do lugar.  Deixá-la no lugar parece ter sido a decisão.   

Segunda Parte: O status quo

A pedra ficou no local. Parece ter disparado algum sinal de que a pedra merece atenção e o envolvimento da alta esfera do IPHAN e daquilo que se chama "altas partes" do Patrimônio Trinacional. O motivo é que a inscrição na pedra foi feita por um tripulante da Canhoneira Greenhalgh da Marinha Imperial em setembro de 1869, na fase final, isto é seis meses antes do final da Guerra da Tríplice Aliança.

Como tipicamente acontece por aqui, quando a coisa fica difícil entra em cena o silêncio. Mas vamos quebrar tal silencio.

Canhoneira Henrique Martins da mesma classe que a Greenhalgh

Terceira Parte: Harto Viteck 

O historiador e Cidadão Honorário de Marechal Cândido Rondon, onde coordena o invejável projeto batizado como Memória Rondonense, Harto Viteck, ao acompanhar as noticias da "Pedra Escrita" entrou em contato com a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM). Em sua correspondência com a Diretoria do Patrimônio, Harto Viteck escreveu, em parte: 

            Consulto essa Diretoria em função de uma pesquisa que estou                realizando e conduzindo sobre a canhoneira "Greenhalgh e sua                eventual presença em águas do Rio Paraná na banda ocidental                brasileira, ou seja à jusante das extintas Sete Quedas até a                    desembocadura do Rio Iguaçu.

            O que estou à procura: 

            1. o diário de bordo da canhoneira "Greenhalhg" durante a                    Guerra da Tríplice Aliança.

            2. uma foto ou imagem da referida canhoneira.

A Encarregada da Seção de Documentos Iconográficos e Audiovisuais, a bibliotecária Marcia Prestes, enviou uma resposta acompanhada de três imagens. 
A bibliotecária respondeu que não possuia imagem da canhoneira Greenhalgh em si. Que possuia a imagem de um meio-modelo da Canhoneira Henrique Martins, do mesmo tipo que a Canhoneira Greenhalgh. E anexou a imagem de uma aquarela feita pelo almirante Trajano Augusto de Carvalho que mostra a Canhoneira Henrique Martins, do mesmo tipo que a Canhoneira Greenhalgh mencionada na Pedra Escrita.  
Em primeiro plano a canhoneira Henrique Martins com a esquadra no Porto de Montevidéu 

Quarta Parte: Histórico da embarcação    

Abaixo o histórico oficial da Canhoneira Greenhalgh: 

DIRETORIA DO PATRIMÔNIO HISTORICO  E DOCUMETAÇÃO DA MARINHA 
GREENHALGH
Canhoneira

Incorporação: 12 de dezembro de 1865.
Baixa: 1884.

Navio de casco de madeira e propulsão a vapor, com caixa de rodas laterais, construído sob planos do Engenheiro Naval Napoleão Level, nos Estaleiros da Ponta D'Areia, Niterói, Rio de Janeiro, cuja quilha foi batida em 3 de junho de 1861, sendo lançado ao mar em 19 de setembro de 1865. A Mostra de Armamento ocorreu em 12 de dezembro de 1865, de conformidade com o Aviso de sua incorporação, datado de 22 de novembro de 1865.

Primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar o nome Greenhalgh, em homenagem ao Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh, tombado heroicamente a bordo da Corveta Parnaíba, na Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865. 

Possuía as seguintes características: 125 pés de comprimento; 22 pés de boca; 7 pés de pontal; 4,5 pés de calado e 163 toneladas de deslocamento.

Era equipado com máquina a vapor de 40 HP, acionando rodas laterais, projetada pelo Engenheiro Naval Braconnot, velocidade máxima de 9 milhas, artilhado com duas peças longas de calibre 32 e guarnecido por 10 oficiais e 63 praças.

Seu primeiro comandante foi o Primeiro-Tenente Ricardo Greenhalgh, tio do homenageado, tendo zarpado para o Rio da Prata em 25 de janeiro de 1866. Ao chegar ao teatro de operações da Guerra do Paraguai foi incorporado à Segunda Divisão Naval, chefiada por Francisco Cordeiro Torres e Alvim, onde participou de inúmeras missões, dentre elas o bombardeio de Curupaiti.

Em 5 de abril de 1866, subiu o Rio Paraná, até acima de Itati, em tarefa de exploração dos Passos. No dia 6 de abril foi atingido por uma bala, sem grandes danos, num bombardeio contra uma bateria inimiga na ponta nordeste da Ilha de Sant'Ana. No dia 9 de abril, auxiliou a repelir e destroçar uma Força paraguaia que pretendia assaltar a Ilha da Redenção. Em 16 de abril, fazendo parte da Primeira Divisão da Esquadra, esteve postado em frente a Itapiru, para auxiliar a passagem do Exército, bombardeando a posição inimiga.

No dia 17 de abril, debaixo de cerrado fogo inimigo sondou todo o canal entre a Ilha de Sant'Ana e o acampamento paraguaio. Em 18 de maio, explorou o Rio Paraguai até a volta de Palmas. Em 29 de julho, em divisão, chegou ao Passo da Pátria, com o 2° Corpo do Exército Brasileiro.

No dia 4 de setembro, participou dos bombardeios de Curupaiti. A 13 de julho de 1867, escoltou os transportes que levavam tropas de Itati para o Passo da Pátria. Em 1869, auxiliou o bombardeio de uma trincheira paraguaia e o desembarque de tropas brasileiras. *

Em março de 1874, fazia parte da Flotilha do Alto Uruguai, em Itaqui, tendo sido desarmado e condenado no ano de 1884.

Foram seus comandantes, entre outros:
Primeiro-Tenente Ricardo Greenhalgh
Capitão-Tenente Augusto Neto de Mendonça
Primeiro-Tenente Estanislau Prozewodowski
Capitão-Tenente Francisco Antônio Salomé Pereira
Capitão-Tenente Miguel Antônio Pestana.

Quinta parte: * Nota

Dos dados apresentados no histórico da Canhoneira Greenhalgh,acima, chama atenção a última entrada referente a 1869, sobre o bombardeio a uma trincheira paraguaia com desembarque de tropas. Como detacou o historiador e museólogo paraguaio, Nestor David Gamarra, é necessário contextualizar o ano. Ele comentou em publicação minha em setembro do ano passado:

"Es importante contextualizar la fecha y la región con los eventos que se fueron dando en esa época.. Esa zona que actualmente es Alto Paraná, territorialmente correspondía a Curuguaty. En su viaje, López llega a esa localidad en Agosto de 1869 y decreta Curuguaty como la cuarta capital del Paraguay en Septiembre de 1869. Las fuerzas del ejército aliado estaban tras sus pasos.. El jefe de la vanguardia Paraguaya General José Maria Delgado, dispuso dejar en Curuguaty un destacamento de 500 hombres de caballería al mando del mayor Veron. Mientras que el resto de la caravana de López sigue su viaje y se dirige más al norte hasta la cordillera de Amambay. Días después el 28 de Octubre de 1869 los aliados de la triple alianza llegan y atacan él destacamento de Curuguaty. Algunos relatos mencionan que el ejército Brasileño quemó y saqueó toda la Ciudad. Posteriormente meses después López sería muerto el 1 de marzo de 1870. Es lógico pensar que la zona fue militarizada por varios frentes. Tarea pendiente es seguir investigando".

        
Para pensar: 
As palavras do historiador Nestor David Gamarra: É lógico pensar que a região foi militarizada por várias frentes. O dever de casa é continuar pesquisando. 

A Pedra Escrita, foto de Marcos Labanca,
publicada neste material do H2Foz