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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Expo Receita na PONTE da Amizade: o que pode e não pode. Contrabando e Descaminho

 


Fotos variadas

A maioria de nós não sabe diferenciar contrabando de descaminho. É simples. A palavra contrabando vem de "contra" e "bando". Bando é uma palavra antiga que significa "lei". Assim, contrabando é o mesmo que "contra a lei". O contrabando inclui itens proibidos por lei, decreto ou outra providência.

Na exposição da Receita Federal no lado esquerdo da entrada da Ponte rumo ao Paraguai, há algumas mesas com produtos proibidos.

Tento mostrar nas fotos os diferentes produtos expostos. Destaque para as armas. Ha várias incluindo armas de "brinquedo". 
 
Há fotos abaixo com dezenas de produtos pequenos que vão desde cigarros eletrônicos (cuidado com os cigarros eletrônicos com canavis) até potenciador sexual de algumas marcas. Descobri a marca porque um dia um vendedor me chamou de longe. "Cabeça branca, dono da lancha" e me apresentou o produto (abaixo).   

Que as armas sejam proibidas dá para entender facilmente. Mas e os pneus? 

Os pneus são tão proibidos como as armas. Motivo: há lei, decreto, ou alguma comunicação oficial que proíbe os pneus. É uma exposição interessante. Passei na exposição na manhã deste sábado dia 13 de fevereiro de 2025. Ela já funciona há voarios meses.  
 

Fora os produtos  "proibidos" por serem contrabando, é  necessário lembrar do descaminho. Na minha mente a palavra "descaminho" tem a imagem de alguém querendo desviar-se do "caminho oficial" que passa pela fiscalização. Sair do caminho, eis a questão. O que denuncia o descaminho é a quantidade porque em si, o produto não é ⛔ proibido. A quantidade denuncia a intenção de revender, comércio, sem pagar impostos. 

Uma garrafa de água pode entrar no Brasil tranquilamente com o dono. Ou duas garrafas no bolso da mochila. Talvez até uma caixa de água. Mas se o viajante tenta trazer 12 caixas de água mineral, a suspeita de que você vai vender a água e de que há alguma vantagem econômica entra em ação.  E as receitas do mundo, estão aí para cobrar o imposto. 

Tem material proibido por questões de saúde. A Receita na fronteira está divulgando marcas de óleo (azeite) de oliva com  conteúdo "adulterado". 


Confira a lista de azeites adulterados


A caixinha preta-amarelo dourado contém um potencializador sexual chamado Desert Honey, eu acho







segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Duas coisas para dizer da estrutura aduaneiro-migratória na Ponte da Amizade: uma boa. Outra ruim

Primeiro a Coisa Boa

As duas coisa foram registradas no sábado, dia 13 de janeiro deste ano. Publiquei o material em duas postagens diferentes no Facebook.

A primeira super positiva:

Feliz domingo
A vista do rio Paraná a partir da área primária aduaneiro-migratória do lado brasileiro da Ponte Internacional da Amizade Brasil-Paraguai, começa a ser alegre e fantasticamente recuperada. Parabenizo as pessoas (porque sempre há pessoas) por trás da iniciativa inicialmente tímida e silenciosa. O propósito desta publicação que reforça a postagem de ontem é compartilhar esta velha postagem de 2006, em um blog quase abandonado chamado Jacksonlima.jor intitulada "Muro Local" Na época eu fazia títulos muito curtos. Na verdade o que eu queria dizer era: O Muro de Berlim Local. O JacksonLimaJor tem muito material da época.

Na postagem de 2006, no fervor das obras para ampliação da estrutura, ps predios antigos foram demolidos. Como havia muitas ações de descaminho e contrabando, com lançamento de objetos para burlar a fiscalização as autoridades decidiram construir um muro. Na postagem eu disse que meu sonho era ver o muro no chão e a vista do rio recuperada. As fotos da postagem no Face, republicadas aqui o rio reaparecendo pouco a pouco. Meu sonho em relação a isso está sendo realizado.
Atenção autoridades envolvidas, está na hora de autorizar suas assessorias de imprensa para que compartilhem o que está acontecendo. É uma notícia que pega bem. Meu conselho! A próxima postagem vai mostrar algo que não pega muito bem! AS fotos da postagem sobre a positiva recuperação da vista do rio e obras de arte da Ponte que continua mais charmosa com passar do tempo. As fotos:

O muro que roubou a vista do rio recebeu pinturas de atrativos turísticos

Esta estradazinha passa por baixo da Ponte da Amizade

O mirante já pode ser visitado sem custo. Obrigado!  

Uma maravilha de Ponte

Muro sendo desmanchado em uma das extremidades
deixando ver a estradinha

Mais uma visão da estradinha


A Segunda não tão positiva:
O texto é grande. Mas o sufoco na Ponte (da Amizade) é maior

Daqui dá para ver o começo da fila lá atrás. Também pode ser chamado de fim da fila. Note um senhor retornando para o começo depois da tentativa de furá-la. 

Junção de filas: a oficial na calçada e a não oficial crescendo abaixo do meio fio um pouco antes do liberou

A coisa ruim

Fase I

Eu e todo o mundo que atravessamos a Ponte Internacional da Amizade a pé no sábado, procedente de Ciudad del Este por volta das 14h, esbarrou com uma fila. O boato na fila é que quem nela estava tinha que apresentar nota fiscal. A fila empacou. Logo quem obedeceu viu pela rabada lateral do olho, um casal de fura-filas passar direto se dirigindo à mesa do desembaraço. Felizmente os guardas terceirizados detectaram os furões e os fizeram voltar para o começo da fila. Infelizmente o número de furões começou a aumentar. Primeiro quatro, depois mais seis, e mais 20, eu perdi a conta, os guardas perderam o controle e uma voz entre os pacientes acatadores da fila anunciou: liberou! Todos alegremente começam a andar. Na mesa do controle, o funcionário, talvez dois, pegou uma maleta para revisar.

Todo mundo continuou a jornada. Para onde? Escutei alguém vociferar um "Oh Não" e outro disse: Catraca! Se quando a boiada estourou eu pensei em gado, agora ao ver a "Catraca", não tive como não pensar em gado de novo. Como na minha frente ia uma senhora com hijab (véu), eu, com minha leve labirintite senti a cabeça rodar e pensei por um momento que estava em Israel em um daqueles postos de controle nas fronteiras de povoados e bairros ocupados da Cisjordânia. Não tive como não falar alto para os companheiros de calvário dizendo que essa catraca parecia coisa de Israel versus Palestina. O senhor árabe confirmou que naquela fronteira tem sim catracas como esta mas com arame farpado.
Daí minha mente me perguntou o que aconteceria se alguém desse um grito de horror, ou se houvesse uma troca de tiro, qual seria a rota de escape para aquela multidão de civis, homens, mulheres, crianças, carrinhos de bebê e cadeiras de roda? Como passariam todas por aquela catraca de uma vez, um por vez? Minha mente perguntou também quem teria inventado essa catraca? Quem fábrica? Na disciplina prevenção de acidentes deve ter um capítulo sobre saídas bloqueadas. Não esqueçamos da Boate Kiss no Brasil e do Shopping Ykua Bolaños no Paraguai. As Três Fronteiras ou Região Trinacional merece respeito por abrigar as Cataratas do Iguaçu, Sítio Sagrado reconhecido por seus próprios méritos etc

Fase 2 - A catraca
A Catraca

Uma pessoa por vez






domingo, 29 de março de 2015

Cantor Zé Mariano dá Show na Feirinha Municipal do Porto Belo com música para a Ponte da Amizade





O casal no Rio durante a Copa
Bairronauta

Um dos grandes pontos de encontro em Foz do Iguaçu é a Ferinha Municipal do Porto Belo  no penúltimo ponto de ônibus de quem vai do centro para a Ponte da Amizade utilizando a maioria das linhas de ônibus. O local é ignorado pela maioria dos iguaçuenses por inúmeros motivos. O local é popular. Tem lanchonetes, pequenos bares e na parte de trás restaurantes que servem pratos-feitos, churrasco entre outras comidas caseiras. Quando vou ao Paraguai, digo Ciudad del Este de ônibus urbano local e atravesso a ponte da Amizade a pé, na volto sempre paro aí. Gosto de conferir a vida simples, a alegria de viver ainda não perdia, escutar piadas, histórias e no último sábado, música. 
Me sentei para comer um pratinho de R$ 9,00 incluindo a bebida - uma Colônia gelada justamente ao lado do casal que aparece na foto acima. Ele é Zé Mariano Júnior e ela Rosmarina. São de Astorga. "Terra de Chitãozinho e Xororó", adiantou. Ele viajava com uma caixa de som, dessas autônomas que sozinhas substituem uma orquestra e nela havia um pendrive com a base das músicas. Com microfone em punho, Zé Mariano cantava uma música que dizia "se acabar a ponte eu perco meu salário".  Várias músicas depois fui conversar com ele e perguntei sobre a música da ponte. "É de minha autoria e está no Youtube no Vagalume", disse Zé Mareriano parando para atender o público que crescia.

Me pareceu muito acertado quando o cantor sugeriu aos donos de negócios na feirinha que colocassem música no ambiente. "Faz uma coleta, cada um paga um pouquinho", sugeriu. Na exposição dos motivos ele disse: "este é um lugar especial, isso aqui é um ponto de encontro de gente de toda parte, de todo o Brasil". Daí ele tocou outra vez a música Ponte da Amizade. Um senhor local  passou e gritou "Raúl Seixas não morreu" e elogiou a característica de protestos de várias músicas do cantor e compositor de Astorga. Para mim foi um prazer conhecer este brasileiro que valoriza a vida e os detalhes como o caráter de ponto de encontro mundial da Ponte da Amizade que acaba de completar 50 anos no dia 27 deste mês.

 Confira a música aqui no Youtube 
 

A letra da Música Pote da Amizade


Vocês que vão ao menos uma vez
Comprar no Paraguai ei é tão legal
Passar aquela ponte a pé sacoleiros da maré, e tão normal

Olhar aquela ilha ao meio do rio que não é feio
É o meu país, de ver seus filhos passar sorrindo
De vê-los comprar é lindo é um chafariz
Mas eles querem acabar com o batuque
Nesse meu look poderá faltar a grana
Se vamos ter a base americana
Agora eu sei o que vocês me ensinaram

Se parar a ponte eu perco o meu salário
Papai mamãe estou indo pra escola
Sem sacoleiros essa ponte não é joia
Por isso quero a ponte na história
Agora eu sei o que voces me ensinaram
Se parar a ponte eu perco o meu salário e o meu país

domingo, 14 de abril de 2013

Turistas: Como evitar assaltos em VANS em Foz do Iguaçu e na Fronteira?


Apelo do Blog de Foz aos visitantes e turistas de nossa cidade
Ajude na sua segurança

O ano em Foz do Iguaçu começou com a morte de Noiara Bonatto vítima de assalto na Ponte Internacional da Amizade. Os assaltantes não foram identificados até hoje. Depois dela vários outros casos aconteceram. Ninguém morreu mas vários foram vítimas de assalto. O assalto de Noiara aconteceu na Ponte. Os outros em vans com placa paraguaias. Nesse casos os brasileiros pararam uma van com placa paraguaia no centro da cidade ou ao longo da Avenida JK ou ainda na BR-277. Houve quem tivesse embarcado na cabeceira da Ponte e outros no meio da Ponte. Não faça isso. 

O apelo é: nunca pegue uma van com placa paraguaia em Foz do Iguaçu. Não é por causa de racismo ou nacionalismo é por causa da lei e de sua proteção. Uma van com placa paraguaia pode estar 100% habilitada para trazer passageiros brasileiros, paraguaios e de qualquer outra nacionalidade de Ciudad del Este para qualquer lugar em Foz do Iguaçu. A van de placa paraguaia pode trazer um grupo que venha participar de algum evento em Foz, pode deixar o grupo no local e voltar para pegá-lo e levar de volta mais tarde; pode ficar esperando até o final do evento ou pode deixá-lo aí para que o grupo volte em meio de transporte contratado no Brasil quer dizer em Foz.   Porém de maneira nenhuma pode, ao voltar vazio, parar em qualquer lugar da cidade e recolher passageiros. 


Uma das empresas do transporte internacional com linha para Puerto Iguazu e Ciudad del Este


Reciprocidade: palavra-chave

É proibido a um taxi paraguaio, argentino, Van paraguaia ou argentina pegar passageiros em Foz do Iguaçu. A mesma regra se aplica aos veículos de Foz do Iguaçu, taxis, vans de turismo, ônibus e mototaxis. 

Nunca pegue um veículo com placa brasileira em Ciudad del Este para trazê-lo ao Brasil. Se os taxistas ou motoristas verem esse embarque haverá confusão, o carro e o motorista serão multados e você poderá também ser prejudicado de alguma forma. Um veículo com placa vermelha com matrícula de Foz do Iguaçu pode levar turistas a Ciudad del Este. Pode esperar o turista que levou ou pode voltar vazio. Mas não pode pegar passageiros no lado paraguaio, sejam paraguaios ou brasileiros. 

Quando você pega uma Van de turismo em Foz do Iguaçu para levá-lo ao Paraguai, esperá-lo e trazer de volta, é exigido do motorista ter uma lista de passageiros. Lembre que em relações internacionais e mesmo em relações especiais transfronteiriças - às vezes chamadas urbana internacional - tudo é recíproco e tudo é controlado. Há regras. 

Para ilustrar falo rapidamente sobre os ônibus de Transporte Coletivo Urbano Internacional. Há linhas Foz do Iguaçu - Ciudad del Este, Foz do Iguaçu - Presidente Franco via Ciudad del Este e Foz do Iguaçu Hernandarias via Ciudad del Este- todos no Paraguai. 

Há linhas também de Foz do Iguaçu a Puerto Iguazu - Argentina; e há ônibus Ciudad del Este para Puerto Iguazu via Foz do Iguaçu sem direito de parada para embarque ou desembarque de passageiros em Foz. Essas linhas internacionais são concessões federais no Brasil e nacionais na Argentina e Paraguai. 

Os ônibus que fazem as linhas Brasil - Paraguai estão autorizados a pegar passageiros em ambos os lados desde que o destino deles seja o país vizinho. Não pode pegar um passageiro, por exemplo na Vila Yolanda - um bairro de Foz - e deixá-lo desembarcar no centro de Foz. Isso dá multa e é concorrência aos veículos de empresas autorizadas a fazer essas linhas. 

A mesma regra acontece com o transporte aéreo em níveis internacionais. Um avião americano pode trazer passageiros de Nova York via Manaus para São Paulo. Mas não pode pegar passageiros entre Manaus e São Paulo -  que seria voos de cabotagem e até agora são voos reservados para empresas brasileiras autorizadas. Caso isso acontecesse seria uma operação pirata

No linguajar de Foz do Iguaçu e fronteira - isso se chama piranhagem. Piranha ou piraña aqui não significa exatamente "prostituta" nem é um peixe. Piranha é quem pega o passageiro do outro em linhas irregulares e ultimamente devido ao aperto econômico os "piranhas" estão incluindo ladrões em suas fileiras. Assim os mandamentos são:

1] Pegue carros autorizados como taxis, VANS, mototaxis* com placa do país onde você estiver

2] Não embarque em uma VAN irregular com placa paraguaia por exemplo. Os bons motoristas sabem que não podem pegar passageiros no outro lado. É possível que você seja assaltado

3] Cuidado com o dinheiro que você leva. Tem gente que é assaltado e perde R$ 20 mil, R$ 30 mil e dizem na Delegacia que levavam dinheiro para fazer compras. Ora, não existe compras de R$ 20 mil para turistas. A cota é R$ 300. Quem perde R$ 20 mil nem poderia dar queixa sem ser incluído no processo também. Cuidado! Quem leva acima de R$ 10 mil tem que declarar para sair do Brasil. Quem leva acima de US$ 10 mil tem que declarar para entrar no Paraguai.

4] Crescem os assaltos entre pessoas que atravessavam a ponte a pé, de Van no lado brasileiro ou recém chegando no lado paraguaio muito cedo pela manhã. Os ladrões identificam os bate-volta, aqueles que chegam de madrugada, fazem compra para voltar no mesmo dia.

5] Não embarque em furada, de madrugada, etc

6] Há hotéis que trabalham só com quem vem fazer compras. Não exatamente turismo. Cuidado os bandidos têm serviço de inteligência, com informantes. Cuidado com o que fala, com quem fala e o que diz.      





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