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sábado, 25 de fevereiro de 2023

O Kattamaram traz de volta a tradição fluvial a Foz do Iguaçu: Foz-Florianópolis navegando


Sim, Foz do Iguaçu tem marujo

Este barco é o Kattamaram III. Na foto ele está margeando o "barranco" típico do rio Iguaçu recoberto por vegetação ou seja Mata Atlântica, "Selva Misionera" ou "Bosque Atlántico del Alto Paraná", como você preferir. Quem navegou no Kattamaram III em Foz do Iguaçu, navegou. Quem viu ele no rio Iguaçu ou subindo e descendo o Paraná, viu. Não vê mais. Por quê: Simples. Ele agora é um equipamento turístico de Florianópolis, Santa Catarina, a antiga Ilha chamada Desterro. 

A pergunta mais interessante sobre este assunto hoje é: como o Kattamaram chegou na antiga Desterro, a mesma ilha em que Cabeza de Vaca aportou em 1541? De super caminhão galgando a BR-277? E competindo por espaço na BR-101? Não! O Kattamaram chegou até lá com seus próprios pés ou melhor seus próprios cascos duplos.    

Os mapas abaixo copiado do Google Maps mostra a rota. O primeiro mapa mostra o primeiro trecho entre Foz do Iguaçu e Encarnación. Na parte de cima do mapa dá para ver o azul do lago de Itaipu, Foz do Iguaçu, o contorno do Parque Nacional do Iguaçu grudado com o contorno maior da Província de Misiones. Logo à frente de Encarnação, dá para ver o lago da Usina de Yaciretá.  Identifica ele? 

A rota que o Kattamaram III fez é a mesma que centenas de barcos faziam levando erva mate de Foz do Iguaçu para Posadas e de lá para Buenos Aires e Montevideu. É a mesma rota que Moisés Bertoni fazia, levando bananas de sua propriedade até Encarnação, Bertoni usava os barcos que desciam e subiam o rio a serviço das empresas de mate argentinas, paraguaias e brasileiras.  

O Kattamaram entrou no Lago de Yaciretá e seguiu navegando em direção a Ayolas. Duas coisas sobre esse corpo de água artificial. Ele não é chamado de lago, como o Lago de Itaipu. Ele é simplesmente chamado de embalse. Este lago é enorme e fez um "arregaço" ambiental muito maior que Itaipu. Só para ter um exemplo, as área inundadas de Encarnação demandaram a construção de sete pontes dentro da cidade. A cidade até ganhou o nome de "cidade das sete pontes". Milhares de pessoas foram desalojadas. Oito mil só em Encarnação. Mais de 3 mil só na antiga Ilha de Yaciretá.  Em Cambyretá outra tacada de gente foi desalojada. 

Toda essa região é rica em "remanescentes de missões jesuítas" algo que me interessa muito.  Seguindo o "embalse-mar", o Kattamaram e todos os barcos inclusive as barcaças que saem de porto Presidente Franco que estejam navegando aí, apontam a proa na direção da "ECLUSA", a cerca de 450 km da fronteira com todas as curvas do grande rio. Falarei da Eclusa em breve. Passada a eclusa (o mapa ainda mostra as ilhas de Yaciretá e Apepu, não estão mais assim), o barco continua navegando pelo rio ainda do jeito que a natureza fez. À frente o rio Paraná vai receber o rio Paraguai que vem de Assunção, Concepción, Porto Murtinho e Corumbá. "Eu já naveguei de Foz do Iguaçu até Corumbá", confessou o Ademir, o portomeirense da navegação marítimo fluvial.     



De Foz (TriFron) até Encarnação, Ayolas

Confira os nomes dos portos ao longo do caminho (acima). Neste tamanho a maioria estão no lado argentino como Puerto Esperanza, Eldorado, Montecarlo. Se ligue em San Ignacio. É um porto. É uma cidade chamada oficialmente de Municipalidad de San Ignacio e é também a sede das "ruínas" de San Ignacio Mini. Isso mesmo estamos na Terra das Missões nos dois lados da fronteira. Estamos falando de Argentina e Paraguai. Depois de San Ignacio vem Posadas, capital da Província de Misiones e Encarnación, capital do Departamento de Itapúa, Paraguai. A partir daí a coisa a coisa fica séria. Começa o "embalse", o reservatório da Usina de Yacireta.


Dá para ver o trajeto completo

O segundo mapa mostra o trajeto completo com destaque para as cidades de Corrientes, Santa Fé e Rosário onde o rio deixa o curso  rumo ao sul, quase direto e toma rumo leste em direção ao mar. É como se a gravidade chamasse. O restante dá para ver. A passagem por Buenos Aires, já aparece Montevidéu tudo ainda Rio Paraná mas sob o nome de Río de la Plata que parece mar mas é rio até a altura de Punta del Este. Daí logo aparecerá à frente a boca do Chuí, as lagoas do Rio Grande do Sul e a Ilha de Santa Catalina com sua cidade chamada Desterro quer dizer Florianópolis. Eu tiro o chapéu em respeito aos profissionais que não só fabricaram o barco "Made in Foz do Iguaçu" como o levaram em segurança até Floripa. 

Algumas informações do passeio do Kattamaram em Floripa

Saída do píer da Beira-Mar Norte e seguindo até a Ilha dos Ratones.
Site com informações sobre o Kattamaram Florianópolis, Foz do Iguaçu, e Ciudad del Este com navegação também em Capanema (em outros barcos). Confira Material da Assessoria de Imprensa sobre a inauguração e detalhes do passeio em Floripa  







 

sábado, 8 de maio de 2010

De volta de Famtur ou seja viagem de familiarização


Voltei! Passei os últimos quatro dias em uma viagem de familiarização para jornalistas (Press Trip) promovida pela PLUNA - Línha Aérea Uruguaia. O Press Trip foi organizada por muitas mãos: a Pluna, a equipe do receptivo da Pluna no Uruguai que movimentou empresa de transporte, restaurantes, hotéis, pousadas, fazendas, lideranças comerciais ligadas ao turismo. E teve em Foz do Iguaçu a participação ativa do Iguassu Cinvention Bureau, Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu e a equipe Pluna de Foz do Iguaçu dirigida pela iguaçuense Maria José Portinho. Tudo para fazernos ver, na prática, a proposta uruguaia, turísticamente falando. Fomos nove pessoas de Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo. Todos voltaram apaixonados pelo Uruguai um país bonito, educado, culto, rico em história, monumentos, arte, paisagens e acima de tudo gente criativa. O roteito incluiu a capital, Montevidéu; a histórica Colonia del Sacramento às margens do Río de la Plata que a separa de Buenos Aires e Punta del Este. "Patrimônio" é uma palvara e tanto no Uruguai. Colonia do Sacramento é Patrimônio Cultural da Humanidade; o Candombe - uma manifestção cultural afro-uruguaia é Patrmônio Intangível da Humanidade; Montevidéu tem uma tendência a ser sede de organisos internacionais. Me interessa muito divulgar tudo o que vi pois creio que você tem o direito de conhecer esse país tão próximo e ainda desconhecido na totalidade de suas possibilidades. Além disso, para manter e criar empregos, é bom que haja filas de passageiros brasileiros utilizando o voo da Pluna de Foz do Iguaçu para Montevidéu e uruguaios, argentinos e outros cidadãos de terceiros países que venham para Foz do Iguaçu. Uma mão lava a outra! Na foto, meu cartão de embarque onde, para, minha tristeza, imigração já havia carimbado a minha "salida". Até a próxima. Falarei sobre o Uruguai aqui, no Notas do Turismo, no Caderno de Turismo da Gazeta do Iguaçu e para a Revista 100 Fronteiras. Acompanhe na 100 Frtonteiras as fotos da Lílian Grellmann! O colega Adilson Borges do H2Foz também esteve lá. E na TV, fique ligado no Mauro Picini que está "Ligado em Você".

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sobre o Uru; o que é Uruguai?

- Uru - pássaro que existe do Nordeste do Brasil ao Uruguai é possível que Argentina também. Clicando na imagem, voce verá detalhes do ambiente do Uru. Foto Dario Sanches / Flickr / Wikipedia )

Uruguai sigifica "Rio dos Pássaros Pintados" ou "Rio do Pássaro Pintado" e há ainda quem diga Rios dos Pàasros Pintados. Esta postagem aqui é para contribuir e esclarecer uma coisa bem simples. O que é passaro pintado? O pássaro pintado é conhecido no Brasil pelo nome de "Uru capueira". Em guarani ele é conhecido como Uru. O nome científico é Odontophorus capueira. Em inglês se chama Spot-winged Wood-quail.

Já descobrimos de onde vem o "Uru" de Uruguai. "Gua" é igual à preposição "de" no sentido de "vem de " ou o "from" em inglês. "Y" todo iguaçuense sabe que "Y" é água. Então Uru-gua-y é uma "frase" que significa, de trás para frente, Agua (que vem) do Uru. Destaco que o Guarani não faz diferença entre água, rio, riacho. Resta saber se havia antigamente uma lenda sobre o Uru? havia uma montanha chamada Uru? uma pedra chamada Uru? um lugar sagrado chamado Uru? Uma capueira onde houvesse muitos pássaros Urus?

Pois, deste lugar vinham as águas em questão. E que água seria essa? Pode ser um rio, o Rio Uruguai. E onde nasce o rio Uruguai? Tem mato na nascente? É pampa, montanha, tem floresta fechada? Daí vem o rio ou a água. Finalizando, o "Pássaro Pintado" se chama Uru! O que não sei é se "pássaro pintado" é o mome popular do Uru no Uruguai? É?

Os pássaros do Uruguai na logo da Pluna



Eu perguntei ao gerente de projetos da Pluna, Roberto de Oliveira Luiz, sobre a história por trás da estilização dos aviões da empresa. Ele contou que tudo começou após o Grupo de Investimento Leadgate ter comprado 75% do capital da Pluna até então uma empresa estatal do Uruguai (ela chegou a pertencer a Varig por uns anos na década de 90). Para dar uma nova imagem à empresa, os executivos da Leadgate-Pluna, substituiram os aviões da frota, adotaram o avião Bombardier canadense com capacidade para 90 passageiros e contrataram o australiano Ken Cato para fazer um estudo sobre uma logomarca que representase a empresa e que, de repente, pudesse ser usada nas aeronaves.

Ken Cato veio ao Uruguai. Olhou tudo. Cheirou tudo. Cureoseou tudo. Anotou, fotografou e escutou tudo. Entre as coisas que ele escutou foi a versão preferida dos uruguaios sobre o que significa a palavra Uruguai. Ken Cato descobriu ou melhor disseram a Ken Cato e ele gostou, que Uruguai significa: "Rios dos Pássaros Pintados". Caiu como uma bomba na cabeça do designer de fama internacional. Ele decidiu que "pássaros" seria o tema forte e a partir daí ele fez um rápido levantamento da fauna alada do Uruguai, aplicou as técnicas que se pode ver na foto e o resultado está aí. Cada avião uruguaio leva a mensagem ligada aos pássaros, a avifauna do Uruguai. Detalhe cada avião da frota tem cor diferente!

Leia
Sobre o Uru