Mostrando postagens com marcador petróleo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador petróleo. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de abril de 2018

Síria: Outra Guerra de Oleoduto por Robert F. Kennedy Jr


 Este artigo foi publicado no site EcoWatch em 25 de fevereiro de 2016 quando o assunto mais quente no mundo era o Estado Islâmico. Traduzi parte dele para o Blog de Foz mas a tradução não foi concluída. No final desta tradução há um link para a continuação da leitura no texto original de Robert Kennedy Jr, advogado, sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy. Ele preside a Riverkeeper International.  Fotografado em Foz do Iguaçu em 2013 durante Fórum Mundial do Meio Ambiente do LIDE.  
Motivo da inacabável guerra: Oleoduto de 1.5 mil km e US$ 10 bi Qatar-Turquia, na cor violeta, defendido pelos EUA. Oleoduto Islâmico (sic) Irã - Líbano, em vermelho (Mapa: ZeroHedge.com via MintPress News) 

O modelo de negócios da indústria de combustíveis fósseis é externalizar os seus custos através de subsídios obscenos e deduções fiscais - causando graves custos ambientais, incluindo poluição tóxica e aquecimento global. Entre os outros custos não avaliados da adição do mundo ao petróleo estão o caos social, a guerra, o terrorismo, a crise dos refugiados no exterior e a perda da democracia e dos direitos civis no exterior e em casa.
À medida que nos concentramos no surgimento do Estado Islâmico (EI) e buscamos a fonte da selvageria que levou tantas vidas inocentes em Paris e San Bernardino, poderemos olhar para além das explicações convenientes de religião e ideologia e nos concentrarmos nas razões mais complexas da história e o petróleo, que principalmente aponta o dedo da culpa pelo terrorismo de volta aos campeões do militarismo, do imperialismo e do petróleo aqui em nossas próprias costas.
O registro desagradável das intervenções violentas da América (EUA) na Síria - fato obscuro para o povo americano, e muito conhecido pelos sírios - semeou terreno fértil para o violento jihadismo islâmico que agora complica qualquer resposta efetiva do nosso governo para enfrentar o desafio do EI. Enquanto o público americano e os responsáveis por nossas políticas desconhecem o passado, novas intervenções provavelmente só irão agravar a crise. Além disso, nossos inimigos se deleitam com nossa ignorância.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quando o assunto é petróleo, o discurso é um e a prática é outra: A dialética fóssil de Michel Temer

O Blog de Foz reproduz abaixo o texto de autoria de Nicole Figueiredo, 
diretora da ONG 350.org Brasil e América Latina. Em discussão está a política energética do Brasil e o investimento em novas fontes de energias. A primeira parte do título é do blog. Texto completo no site da 350.org. No final do texto, há um vídeo (francês) em que o ministro do meio ambiente da França anuncia o "desinvestimento" em combustíveis fósseis e a proibição total da queima de combustíveis fósseis em 2040. 

Por Nicole Figueiredo de Oliveira

Não importa a cor dos trajes usados por Michel Temer durante a reunião de cúpula do G20, todos tinham um tom “envergonhado”. Vendo seu governo ruir a olhos nus, o presidente está mais empenhado em livrar a própria pele do que preocupado com a economia, a diplomacia ou quem dirá com o planeta. Temer quase desistiu de participar do encontro na Alemanha, mas uma vez lá, ele não poderia assumir outra postura que não aquela da cabeça baixa, dos ombros retraídos e do sorriso amarelo.

Perto do isolamento de Donald Trump, entretanto, até que sua imagem não estava de todo mal. O comunicado final da reunião, que reuniu as maiores economias do mundo, registrou o apoio dos 19 países, com exceção dos Estado Unidos, à manutenção do Acordo de Paris. O governo brasileiro reafirmou seu compromisso de combate “inadiável” ao aquecimento global e o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo, recém-promulgado como lei nacional.

Mas como o presidente pode sustentar essa promessa se os combustíveis fósseis, maiores emissores de gases do efeito estufa, continuam no topo da sua lista de prioridades domésticas? Enquanto Temer participava do encontro em Hamburgo, o Plano Decenal de Energia 2026, aberto para consulta pública na última sexta-feira, prevê nada menos do que 70,5% de investimentos em carvão, gás e petróleo, em especial o do pré-sal, mantendo a mesma proporção do plano anterior. E isso só espelha o que já está sendo posto em prática pelo setor petrolífero do governo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Recife de Coral no Amazonas: acaba de ser descoberto e já está ameaçado

 
Em abril de 2016 um grupo de cientistas brasileiros e associados estrangeiros divulgaram a descoberta de um enorme banco de corais na desembocadura do rio Amazonas. Há cerca de um mês, o Greenpeace divulgou que o mais novo navio do grupo, o ESPERANZA estava se dirigindo para o Brasil com uma missão. Dias depois a missão foi revelada: o ESPERANZA se dirigia para o local da descoberta do enorme Banco de Corais. Neste dia 1º de fevereiro, pipocaram nos meios de comunicação do todo o Brasil e do Mundo as primeiras imagens do ESPERANZA feitas no maravilhoso banco de corais. A foto acima é parte delas.  A descoberta e confirmação deste espaço natural é uma notícia importante para todos e não somente para os cientistas envolvidos ou para a ciência de modo mais amplo. É importante também  para o Espírito, para a poesia, para a criatividade, para a confirmação de que a terra ainda esconde muita coisa. O estudo científico que levou à descoberta e a missão que vem divulgar as fotos e imagens além de gerarem conhecimento acabam de nos apresentar um grande problema.