sábado, 12 de outubro de 2024

O Yabuticaba Mercadito de la Selva de Puerto Iguazu completa um ano hoje

A centenária jaboticabeira ainda dá frutos. Não são muitos mas são grandes 

A empresária Patricia Durán de Puerto Iguazu com atuação também em Foz do Iguaçu criou uma série de produtos interessantes. Todos relativamente pequenos mas com propostas interessantes. Um desses empreendimentos se chama Yabuticaba Mercadito de la Selva (Jabuticaba Mercadinho da Selva), em Puerto Iguazu. O Yabuticaba completa hoje um ano. Estive na inauguração. 

Um dos cantinhos para pequenas reuniões

E por que o nome Yabuticaba (Jaboticaba)? A resposta é simples. No terreno do empreendimento há um pé de jaboticaba que pelos meus cálculos deve ter mais de sete metros de altura. É uma jaboticabeira gigante e deve ter seus aninhos. Na semana passada fui lá com o jornalista Ariel Figueroa, uruguaio residente em Ilhéus à convite da jornalista Silvana Canal. Nesta visita tive a sorte de ver a jaboticabeira que deu nome ao empreendimento. 

A árvore cuja idade chuta-se que seja mais de 100 anos, ainda produz frutos. Não tantos como uma jaboticabeira jovem e domesticada. Mas os frutos se não são tantos, ipressionam pelo tamanho. "Nossa nunca vi uma jaboticaba tão grande" - exclamaram tanbto Silvana Canal como o Ariel. Sem exagero é do tramanho de certos ovos de pássaros da Mata Atlântica, como o mutum-de-alagoas. 

Não sabia que existia tantas marcas e linhas de erva mate

Não faltam livros como este sobre o joão-de-barro, ave símbolo da Argentina

Conta ponto para a empresária dois fatos interessantes. O projeto de construção pisa leve no terreno e respeita  os ocupantes milenares como uma porção de Mata Atlântica (Chamada de selva misionera na Argentina) e um pequeno rio que atravessa certa área de Puerto Iguazu começando em outro empreendimento da empresa e desembocando no rio Iguazú (Iguaçu). Na arquitetura do terror antinatureza vigente neste mundo pirado, estes terrenos teriam sido aterrados, o rio desviado, canalizado e vencido. 


Escultura de uma jacutinga da artista Silvana Kelm

Um beija-flor gigante fico devendo o nome do artista

Uma homenagem em um vaso à Camellia sinensis, a planta do chá preto, verde, inglês  


E para quem nunca viu, um pé de Ilex paraguariensis ou simplesmente erva mate

Degustação de chás no Teyú Tea, espaço interno do Mercadito

A ideia do Mercadito

Sem contar com um restaurante com um extenso cardápio

O local tem restaurantes, bar, locais para venda de vinhos, erva mate gourmet, um local especlializado para degustação de chás variados, diversos cantinhos para reuniões de amigos ou empresas e uma paisagem cheia de detalhes naturais e artesanais.   

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Para quem estuda inglês e é do turismo: As piores comidas típicas do Brasil

Minha primeira postagem destacando características do inglês, o significado e o sabor de palavras foi inspirada no Furacão Milton. Hoje a nota é uma reação a uma publicação com o título (manchete) "Comida típica do Paraná é considerada uma das piores do Brasil"  o site se baseia na informação do portal Taste Atlas (Atlas do Sabor) com sede nos Estados Unidos e criado pelo croata Matija Babic. Entre os piores pratos do Brasil estaria o barreado. Nesta época de redes sociais me preparei para responder e mandar o Matija Babic para aquele lugar "onde o macaco escondeu o caju". Mas preferi checar tudo. Descobri que o erro é linguístico. 

A frase "as 37 piores comidas do Brasil" é uma tentativa de tradução da frase "37 Worst Rated Brazilian Foods". Assim, "37 worst rated" não quer dizer "37 Piores", assim no seco. Quer dizer "piores avaliadas", ou "comidas brasileiras com pior classificação". Ou talvez menos mencionadas ou menos conhecidas.  

Mas o Taste Atlas poderia ter usado outro termo em inglês. Em vez de "worst rated" poderia ter sido mais verdadeiro e menos maldoso utilizar "most underrated" (mais subestimadas + ou -). O barreado vai bem. Não tenha vergonha do barreado, cuscuz paulista, caruru, o tucupi e a pamonha. Cuidado com o complexo do pinto pequeno (desculpe).  

Confira o ranking completo com as piores comidas do Brasil (segundo a confusão): 

Cuscuz Paulista, Arroz com Pequi, Acém, Paleta, Maria-mole, Lagarto, Sequilhos,  Sagu, Tareco, Coxão Mole, Ostra ao bafo, Pé-de-moleque, Quibebe, Músculo,  Patinho. Maniçoba, Peito, Sanduíche de mortadela, Salada de maionese, Cajuzinho, Salpicão de frango, Abará, Caldo de piranha, Biscoito de polvilho, Canjica, Mocotó, Bolo formigueiro, Caruru, Pato no tucupi, Pamonha, X-Tudo, Galinhada, Casadinhos, Barreado, Creme de papaya (mamão), Baba-de-moça, Carne de onça.

Secretarias de turismo, jornalistas de turismo, convention bureaux, viajantes e turistas fiquem atentos com a indústria dos "rankings" e avaliações. Nem tudo que reluz é ouro  


quinta-feira, 10 de outubro de 2024

O furacão e o poder da imagem de algumas palavras ou expressões (em inglês).

Foto de Kameca Rowe telespectadora do canal WPBF 

Lembrando o tempo de professor de inglês 

Lendo noticias sobre o Furacão Milton, me encantei com termos que os colegas jornalistas anglo-parlantes usam nos EUA. Termos que exploram imagens do fenômeno. 

O primeiro é "touchdown", refere-se àquele momento em que uma coisa que vem descendo toca o solo. Não é chocar-se contra o solo. Em um "touchdown" não se diz o que toca só dá a ideia que "toca para baixo". Tipo os pneus de um avião quando tocam o solo e solta aquela fumaça. Você já viu? 

 A outra palavra é "landfall", é a imagem de uma coisa que vem caindo controladamente e toca terra. É tipo atingir a terra. É usada também para substituir a palavra descobrimento. Ex.:7 de outubro é o "Dia da descoberta das Américas", em vez de "Descoberta das Americas" se diz "America's Landfall Day".  Se destaca o fato de Colombo ou Cabral, em outra ocasião, terem saltado do barco para a terra, caído na terra. 

Outra imagem poderosa está na palavra "spawn" que os biólogos usam para falar da desova de peixes. Os peixes viajam por distâncias longas e chegam em um local onde desovam. A imagem é a de que o que foi desovado foi transportado no ventre. Estamos falando de milhares de ovos que serão fecundados. Os títulos das matéria dizem: "Hurricane Milton spawns 150 tornadoes" - O Furacão Milton desova 150 tornados. A imagem é um furacão com a barriga cheia de filhotes o que leva a crer que filhote de furacão é tornado.  

O furacão trouxe no ventre os 150 tornados que ele desovou na terra mesmo antes de fazer sua "landfall" (chegada à terra) ou de fazer seu touchdown (toque do solo). 

Cuidado

"Spawn" não se usa para humanos ou mamíferos. Uma gravida não "spawns" o que ela faz é um "delivery". No final da gravidez a mulher faz uma entrega (delivery) de seu filho ou filha ao nosso mundo. Por isso a necessidade de preservar o nosso mundo porque está uma loucura!



segunda-feira, 30 de setembro de 2024

A ONU Turismo (OMT) convoca: turismo abre mentes

Bandeira da iniciativa "O Turismo abre mentes" da ONU Turismo (ex-OMT)

A Organização Mundial do Turismo tem um novo nome: ONU Turismo (UN Tourism). De repente para melhorar a identidade e definir melhor seu propósito na vida. Um de seus propósitos é orientar o turismo mundial em uma época difícil em todos os sentidos. Um bom exemplo é a "Iniciativa Turismo Abre Mentes" lançada em setembro de 2023 na Arábia Saudita. Já ouviu falar dela? Ou já viu a bandeira que aparece acima? 

Ela foi feita por gente de design gráfico super avançado a partir das cores de todas as bandeiras do mundo. O "abrir mente" em questão tem significado. Não se limita ao nosso conhecido ditado "viajar abre a cabeça, abre os olhos" quando queremos mostrar a importância de viajar e mudar de ares.

O "abrir cabeça" da ONU Turismo inclui isso mas é mais amplo. A campanha pede que destinos turísticos, administradores do turismo, autoridades, turismólogos abram a cabeça. Porém não pára por aí. Aponta para o turista também. O viajante é convidado a abrir a mente na escolha de seus destinos. Evitar os males que assolam destinos na Europa. Ficar de olho nas tendências que são manias. Nada de queridinha da vez ou coqueluche do momento.

A Iniciativa pede que os viajantes viagem a lugaras poucos visitados, que não estão na lista do turismo de massa. Há no mundo destinos (leia-se cidades, aldeias, parques etc) que morrem à mingua sem ser visto pelo turismo. Não é só mudar de rota e todo mundo viajar para Camboriú no mesmo dia, por exemplo. A bandeira lembra que há muito que conversar e debater para icentivar o turismo de mente aberta sem repetir os erros que acontecerão de novo se o turismo continuar a ser visto como, como se diz em português, a Casa da Mãe Joana.

Informação oficial completa: 
Turismo abre Mentes (não oficial)
Turismo oipe'a apytu'ũ (ver em castellano)

Nota do editor / blogueiro:
Não gosto de publicar somente mensagems de parabéns no Dia do Mundialdo Turismo. Deixo passar uns dias para lembrar coisas que estamos esquecendo como a Campanha do Dia do Turismo de 2023. Este ano o tema foi: Turismo e Paz. Na semana do Dia Mundial do Turismo começaram os bombardeios no Líbano. Continua a Guerra na Ucrânia e gente se assananado por toda parte. É difícl pensar em turismo assim. A vida precisa de Paz, mas desse jeito está difícil.  O tema para o Dia Mundial do Turiso em 2025 será: Turismo e Transformação Sustentável. Meras palavras se a gente não lembrar o lema de 2024 e campanha de 2023. Transformação sustentável pede fim das guerras.  
 
 

domingo, 15 de setembro de 2024

Meu primeiro emprego: um hotel, uns náufragos e um navio grego

Antigo Hotel Beiriz: meu primeiro emprego. A porta de entrada continua no mesmo luigar. Hoje sede da Polícia Científica de Alagoas 

Foi acrescentado uma proteção para os veículos 

Aviso: Série Memórias / Texto longo

Fui informado que o prédio acima, hoje é a sede da Perícia Oficial de Alagoas sob a tutela da Poiícia Civil do Estado. Mas para mim este prédio abriga grandes lembranças do final da adolescência e começo da idade adulta. 

Chuto que andava na casa dos 18 anos quando consegui um emprego nele. Fui contratado como recepcionista.Trabalhei no hotel em todos os horários. Das 06h às 14h, das 14h às 23h e das 23h às 6h. Era para ganhar experiência. Eu gostava do horário das 14h às 23h porque me dava mais oportunidade de interagir com os hóspedes. Eu não me lembro de nenhum hóspede ruim. Mas se forço a memória um pouco ainda me lembro de uns 15 nomes dos bons hóspedes. 

Clientes que marcaram

Susana Echeverría é o primeiro. Uma argentina linda, para os meus olhos, que fazia parte de uma equipe de vendas. Não me pergunta vendas de quê. Logo que chegou notei que ela estava doente. Parecia uma gripe. Depois do check-in, numa hora mais tranquila na recepção, fui à cozinha e pedi um chá alagoano quente, estilo chá da vovó, com um comprimido. Talvez uma melhoral. 

Levei o chá pessoalmente. Ela adorou, agradeceu e melhorou. Assinei a comanda. Muita gente desconfiou das minhas intenções e lembrou que hóspedes não era, para o meu bico. Confesso que eu estava apaixonado pela minha ciiente de Buenos Aires. 

Outro cliente, desta vez um homem para que elimine-se qualquer dúvida, se chamava  Earl Boden, um capitão de navio, de nacionalidade hondurenha e que apesar disso não falava espanhol. 

Eu estava no meu intervalo, quando a chefia me chamou para atendê-lo porque não havia ninguém que falasse inglês naquele momento ou que entendesse o inglês caribenho do Mr Boden.  Ele preencheu a ficha, entreguei-lhe a chave e o levei ao apartamento. O elevador era daqueles que só era dirigido por um ascensorista. Eu era ascensorista também além de também atender à mesa telefônica à noite (PABX) quando entrava chamada. 

Ele me disse que precisava sair cedo para pegar o avião da manhã para Recife. Ele contou que estava em viagem de trabalho. Ele deveria ter assumido o comando de um navio ancorado no Recife mas como o voo com tantas escalas tinha sido longo, ele dormiu e só se acordou com avião partindo para Maceió. Mais tarde o Sr. Bodem desceu, veio à recepção e conversamos um pouco mais. Eu queria saber como um nativo de Honduras é nativo do inglês. 

Daí ele deu uma aula sobre a costa caribenha de Honduras e a existência de comumidades na Costa de negros de língua inglesa e sobre uma ilha hondurenha chamada Roatan onde a maioria da população fala inglês (ou falava). 

Náufragos no hotel
 
En certa ocasião, no turno da madrugada, escutei apitos insistentes de um navio no porto. Era um sinal de SOS. O hotel não era tão perto do porto mas o mar ficava no final ou começo da rua. 

O Hotel estava com boa lotação. Só havia dois apartamentos livres. O chamado de SOS do navio parou. Pensei que estivesse tudo resolvido. Mas por volta das 2h da manhã chegam veículos do Corpo de Bombeiros, não eram caminhões de incêndio, eram mais carros oficiais do tipo de transporte. O oficial me pede gentilmente mas dando ordem para arranjar apartamentos para 15 pessoas. Argumentei que não havia. Só tinha dois duplos. 

O oficial disse que eu me virasse porque eles poderiam ficar até na receção. O meu companheiro de recepção queria lavar a mão e sair fora. 
 
Pedi para ver a galera. Eram 15 "náufragos", 14 gregos e um palestino com algum documento egípcio chamado Mike Afifi, residente na Itália. Conversei com o Afifi, definitavamente o líder,  que me disse que eles tinham dinheiro para pagar, que não precisava de luxo, que podiam dormir até no chão. Eles só precisavam de aconchego, lençóis quentes porque todos estavam com frio e pelo menos dois precisariam de cuidados médicos na manhã seguinte. 
 
Enquanto conversávamos, a solução se apresentou à minha cabeça. Eu tenho dois quartos. Posso tirar as camas e colocar colchões. Aceitam? Daí corri para a recepção e liguei para o dono do hotel, o português Carlos da Silva Nogueira  avisando que eu iria fazer essa operação e que os "náufragos" tinham dinheiro e queria instrução sobre como  deveria cobrar de maneira que tivessem direito ao café-da manhã. Instruído pelo Sr. Nogueira sobre o café-da-manhã e  liberado, executei a ação. 

O Mike falava um grego fantástico e fez que com em meia hora, todos estivessem nos quartos. Todos de cueca, roupa secando onde era possível, e mais interessante, dinheiro em dólar e libras esterlinas secando nos espaços vazios do quarto. 

O dono do hotel veio excepcionalmente cedo para tomar cafe-da-manhã e ver o estrago nas instalações. Os meus 15 hóspedes desceram super bem comportados, cada um vestido como pôde, tomaram café e seguiram, para um lugar combinado, onde "liderei" uma curta expedição até uma loja de roupa popular que por casualidade pertencia a um grego. Voltamos ao hotel todos bem vestidos e prontos para várias cessões de colocar as coisas em pratos limpos. 

Os nossos hóspedes naufragaram na tentativa de chegar à terra, escondidos, secretamente antes do navio ter realmente aportado. O navio estava fundeado - quer dizer 'ESTACIONADO" em alto mar que no caso do porto de Maceio nem parece ser tão "alto assim". Colocaram um daqueles barcos que o navio carrega como segurança, superlotaram o barco e partiram em direção à Praia da Avenida. O mar estava agitado, o barco virou e eles só se salvaram porque eram marinheiros. Daí o pedido de SOS, e a comumincação às autoridades sobre o ocorrido. 

A primeira visita oficial da manhã foi da Polícia Federal. Lembremos que o ano era 1975, pode ser um ano a mais ou menos, e o presidente da República era o general Ernesto Geisel.  Os agentes queriam saber quem autorizou a hospedagem? Eu expliquei que meu trabalho era hospedar. E que os bombeiros trouxeram os hóspedes vítimas e me mandaram hospedar. Lembrei que a obrigação do hotel é receber, hospedar e dar conforto ao hóspede especialmente em caso de emergência humanitária.  

Navio MS Master Dáskalos (IMO 5228516) carga geral, construído em 1959 Fem Riejeka, Croácia, para a Grécia. Desmontado em Kaoshiung, Taiwan 1982. Fonte foto ShipSpotting

Em seguida chegaram o agente do navio da Agência Wilson Sons, um oficial do navio e uma equipe médica que tinha convênio com a agência. Até então eu nem sabia que existia agente de navio. A partir daí o grupo do que nesse  momento já eram os meus hóspedes e eu já estava comprando todas a brigas para defendê-los, começou a ser dividido. 

Quatro foram internados entre eles o Mike Afifi, um rapaz de uns 22 anos chamado Stávros Polyzópoulos. Stávros sigifica Cruz. Não lembro do nome dos outros dois porque a internação deles foi curta. 

O Stávros ficou uns 15 dias e depois da alta, foi levado para Recife de onde voou para a Europa. Mike Afifi ficou mais de um mês tempo que aproveitou para ficar bom e comprar todas as brigas possíveis com a agência de navegação e o capitão. Desde o primeiro dia de internação, eu acompanhava os marujos no hospital e logo se incorporaram outros alagoanos voluntários. Destaco o José Costa e a Alice Mantovani.   

Tudo pelo Mike
 
Como o Mike era líder, o capitão o despediu.  Por contrato, além da recisão, o marinheiro receberia uma passagem aérea para o país de origem. O Mike Afifi considerava que o país de origem seria a Itália onde fora contratado. Mas o apitão queria mandá-lo para o Egito onde ele residira como refugiado. Esta quebra-de-braço era perigosa porque ele teria perdido o direito de residência após sair do país e possivelmente seria preso para futura deportação já que a vida de palestimo não era fácil naquela época e continua não sendo.  

Como o Mike iria perder de qualquer maneira, eu, à revelia do hotel e já por conta própria, fui à Agência Central dos Correios e enviei um telegrama ao Presidente Ernesto Geisel pedindo ajuda e contando a situação do Mike Afifi. Para suprersa de todos, um pouco antes do prazo do embarque forçado do Mike, chegou uma ordem superior, ninguém sabe de quem, dizendo que o estrangeiro fosse enviado para o país que ele quizesse e que a situação fosse resolvida imediatamente. Foi uma experiência inesquecível. Obrigado presidente! 

Assim no dia combinado, o Mike foi escoltado pela Polícia Federal para o Aerporto Internacional dos Guararapes de onde embarcou para Roma com destino a Pescara na Itália. Me correspondi com Mike e Stávros por um bom tempo depois. Continuei no Hotel Beiriz por um tempo. Até hoje agradeço a oportunidade dada pelo proprietário do Hotel, o Senhor Carlos da Silva Nogueira.   


Era uma felicidade colar o sticker do hotel na maleta dos hóspedes. Era um ritual (Flickr)

Nota 

O Hotel Beiriz funcionou entre 1958 e 1990 na Rua João Pessoa, nº 290, Maceió como uma iniciativa do empresário português Carlos da Silva Nogueira (In Memoriam). A tradição hoteleira  foi continuada por sua filha Mariza e o esposo, o médico Ismar Malta Gatto com a Rede Brisa de Hotéis: Brisa Praia, Brisa Jatiúca e Brisa Tower. Informações sobre a hotelaria de Maceió no período pesquisada no trabalho acadêmico de Juliana Costa Melo da UFAL





Duplicação da BR 469

Hoje vou dormir tranquilo. Fui a uma reunião na avenida das Cataratas e realizei um desejo. Fazer uma caminhada no barro vermelho exposto pelas obras da duplicação da BR-469 que começa no trevo de acesso para a Argentina e agora também para o Paraguai devido a nova Ponte Internacional da Integração. 
 
Postei no Facebook uma nota dobre esta placa que agradece a visita a região turística Cataratas do Iguaçu e Caminhos só Lado de Itaipu. Colocarei uma foto melhor loho

Toda está região é berço de água do rio Carimã 



A estrada do Carimã vista de longe. Não tem mais ligação com a BR- 469

O rio Carimã pare ter vários bracinhos que alimentam e formam o rio que desemboca norio Iguaçu se despedindo na forma de uma linda cachoeira












quarta-feira, 11 de setembro de 2024

"A Imagem" de uma época: Mulher carrega filho na cabeça para enterrar

 

Mujer paraguaya enterrando a sus hijos / Mulher paraguaia enterrando a seus filhos / Parguayan Woman Burrying her sons 

Há mais de dois anos esta imagem me persegue. Ela foi criada pelo ilustrador Solomon (Sol) Eytinger para a antiga revista semanal Harper's Weekly de Nova Yotk 1870. O ilustrador se baseou nos rascunhos do último embaixador dos Estados Unidos no Paraguai durante a Guerra da Tríplice Aliança, General Martin MacMahon. Mães carregando filhos mortos na cabeça, acomodados em uma tábua era, segundo MacMahon, uma vista comum. 

Fiz um gravação no meu canal no Youtube sobre o tema. No vídeo está o link para um Blog meu dedicado à História para "historiadores amadores", internacionalmente conhecidos como History Buffs. No vídeo dou uma ideia sobre a necessidade de se organizar Expedições para History Buffs ao Paraguai. 

A rota que a mulher da foto seguia, feita pelo  general MacMahon, os soldados, velhos, crianças e outras mulheres ligadas a outros capítulos - está muito bem identificada. Com esta nota nota fica o convite. Você gosta de história? Você se vê como um History Buff? Veja o vídeo ainda em baixa qualidade, acompanhe este blog e o Blog dos Buffs que um dia será especializado nisso. Quer conhecer os locais da rota? Há várias possibilidades. No Paraguai uma coisa nunca é só uma coisa.       

O vídeo no meu canal: 


O Texto do Harper's no Blog dos History Buffs 

(Com tradução experimental do inglês para o português, espanhol e guarani - Há link no vídeo)    

Imagem de parte do texto de 26 de fevereiro de 1870, faltando dois dias para o fim da Guerra da Tríplice Aliança



Empresa de turismo de Puerto Iguazú transforma banhados em riqueza ambiental e investe em sustentabilidade

Arquitetura homanageia projetos de 1935 dos primeiros edifícios públicos da cidade

Da Assessoria

O Hotel El Pueblito Iguazú e o atrativo turístico Biocentro, em Puerto Iguazú/AR, integram a preservação do meio ambiente e a cultura da região missioneira no setor de turismo através da preservação da fauna e flora.

El Pueblito Iguazú Hotel Temático

A empresa argentina Cuenca del Plata, sediada em Puerto Iguazú, vem redefinindo a maneira como áreas ambientalmente sensíveis são tratadas. O que muitos veriam como uma área a ser drenada e aterrada, o grupo transformou em um símbolo de preservação e desenvolvimento sustentável. “Nós não precisamos mexer na natureza para construir nossas empresas. Pelo contrário, podemos usar as riquezas naturais para atrair a atenção dos visitantes e conviver com a preservação do meio ambiente”, explica a CEO do Grupo Cuenca del Plata, Patrícia Duran.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Uma Rosa por qualquer outro nome (os nomes das Cataratas)


Saltos do Rio Iguaçu

As fotos mostradas aqui foram retiradas de uma publicação do site Memória Rondonense. Elas mostram fotos antigas das Cataratas do Iguaçu tirada por visitantes e residentes dos tempos que nos precederam. Ou seja daqueles que vieram antes de nós. O que destaco com estas fotos é o fato de que as Cataratas do Iguaçu nem sempre foram o único nome delas.  

Nas fotos, as Cataratas aparecem com o nome "Salto do Rio Iguaçu" em português e Saltos del Iguazú, Saltos del Río Iguazu em espanhol. Salto ou Saltos paracem ter sido muito utilizado no passado. Quando o nome Cataratas do Iguaçu venceram e apagaram os "saltos"?

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Rio Paraná, onde o remo não pega direito

 

Clique sobre as fotos para ampliar (usando a lupinha com  +) para ver detalhes

Os barcos com motores grandes, 60, 100, 200 cavalos ou mais não sentem. Aqueles com motores menores vão sentir uma pequena variação na pressão e um balanço ou desequilíbrio ao cruzar estes "redemoinhos". Não tenho uma palavra técnica para eles. Porém os remadores de embarcações como canoa e caiaque (kayak) sentem que nessas áreas no rio Paraná em que se formam esses "projetos de redemoinhos", o remo parece não pegar direito ou seja a resistência da água à presão do remo diminui ou não responde. 
Por isso, caso o remador, entre nesses espaços ficaria mais dificil de sair dele especialmente em caso de emergência. No caso do kayak ainda, a perda de sustentação se aplica também às laterais do barco. Quer dizer é facil perder o equilíbrio e virar. Já cheguei perto disso e só não virei porque os céus protegem os ignorantes (obrigado Universo) já que eu não tinha e não tenho domínio da técnica de esquimotagem  (vídeo).