segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Palavras do Bispo de Puerto Iguazú, Mons. Nicolau Baisi sobre os Peregrinos de Santa María del Iguazú

Depois da missa  bispo conversa com fiéis
 (aqui com uma criança)  


Conversei rapidamente com o bispo da Diocese de Puerto Iguazú, Monsenhor Nicolau Baisi sobre a celebração do Dia de Santa María del Iguazú, que inclui uma peregrinação que tem a participação de centenas de fiéis que vem caminhando a noite toda de Puerto Libertad até o Santuário da Virgem Morena, a Nossa Senhora do Iguazú. Além dos que caminharam centenas de pessoas de paróquias de Puerto Iguazu, trabalharam para que tudo desse certo. O bispo disse, ao pé da letra: 

"Es una muy linda demostración de fe, los peregrinos han hecho un esfuerzo grande viniendo desde Puerto Libertad que son unos 40 kilometros, poco más, toda la noche han caminado, subiendo, bajando, una gran manifestación de fe. Han llegado acá, rezado, algunos se quedan todavia más tiempo para participar en la misa central, que nos acompañó el Monseñor Bitar, el obispo de Oberá, y la verdad que es clima de fe maravilloso, la gente rezando en paz, en silencio, en oración en profundidad, una gran fiesta de Dios"   

Português

"É uma demonstração de fé muito bonita, os peregrinos fizeram um grande esforço vindo de Puerto Libertad, que fica a cerca de 40 quilômetros, um pouco mais, caminharam a noite toda, subindo e descendo, uma grande manifestação de fé. Eles vieram aqui, rezaram, alguns ficam ainda mais para participar da missa central, que nos acompanhou o Monsenhor Bitar, bispo de Oberá, e a verdade é que é um clima de fé maravilhoso, gente rezando em paz, em silêncio , em profunda oração, uma grande festa de Deus"

Avañe'ẽ / guarani

"Ha’e peteĩ jerovia jehechauka iporãitereíva, umi peregrino oñeha’ãmbaite oúvo Puerto Libertad-gui, ha’éva 40 kilómetro rupi, sa’ive, oguata hikuái pyhare pukukue, ojupívo, oguejy, tuicha jehechauka jerovia rehegua. Oúma hikuái ko'ápe, oñembo'e, oĩ opytáva areve jepe oparticipa haguã misa central-pe, oremoirũva'ekue Monseñor Bitar, obispo Obera-gua, ha añetehápe ha'e peteĩ clima hechapyrãva jerovia reheguáva, gente oñembo'éva py'aguapýpe, kirirĩháme , ñembo’e pypukúpe, peteĩ Tupã arete guasu"

 

Minha cobertura da Peregrinação de Santa María del Iguazú, foi uma pregrinação

Camila Christ de Garuhape. Misiones
(Clique nas fotos para ampliá-las)


Foto da Missa Central (10h) celebrada pelos bispos de Puerto Iguazú e de Oberá. Foto cortesia da Diocese de Puerto Iguazú 
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Assista o vídeo: Canção oficial da Devoção a Santa María del Iguazú

Alô amigos das Região Trinacional RETRI, Três Fronteiras, Três Margens (Mohapy Rembe'y) etc. Ser Tri-fronteiriço não é fácil. Muita coisa a gente não sabe que existe. E quando descobrimos que existe, dá uma preguiça para ir lá e testar. Especialmente para profissionais e amantes da comunicação. Não há financiamento ou dinheiro. O transporte é difícil especialmente quando o comunicador não tem carro. O transporte público em cada lado da RETRI tem suas dificuldades e quando juntamos os três o problema é Tri. Para chegar até o Santuário da padroeira da Diocese de Santa Maria do Iguaçu e cobrir as atividades da peregrinação que já acontece há mais de 30 anos, passei pela minha própria peregrinação.

De casa, fui até o ponto (parada) de ônibus. Esperei 15 minutos. Fui até o Terminal de Transporte Urbano (TTU), uns 20 minutos de viagem. No TTU, fui até o ponto de ônibus do transporte local urbano trinacional ou internacional. Onde passa o ônibus que sai das proximidades da Ponte Internacional da Amizade Brasil-Paraguai. Aí esperei um hora. Quando o ônibus chegou, havia umas 15 pessoas no ponto comigo. Brasileiros, russos, espanhóis, paraguaios e um peruano. 
Milagrosamente não havia um carro sequer para atravessar a Ponte Tancredo Neves (Internacional da Fraternidade Brasil-Argentina). Passar na Aduana-Migração foi fácil. Uma vez em Puerto Iguazú, desembarquei na primeira parada na Avenida Victória Aguire. Daí comecei a andar em direção às Cataratas. 

Milagros Duarte, Daniela Andino, Ludmila Caffara e Enzo Yunis de Caraguatay

Para mim a entrada para o Santuário era uns 100 metros à frente pegada ao condomínio hoteleiro das 200 hectares. Mas logo descobri que estava errado. Porque ao lado da área hoteleira da Selva Yryapu, estão as comunidades Mbya de Yryapy e Jasy Porã. 
Quase um quilômetro à frente encontro um senhor que me mandou andar mais um quilômetro. E daí virar à esquerda por mais um quilômetro até a beira do rio Iguaçu/Iguazú. Depois de passar aquela estrutura onde a Polícia Municipal de Trânsito cobra "pedágio" para turistas que entram em Puerto Iguazú, encontro uma fila de ônibus.  
Desconfiei que eram ônibus que levariam os peregrinos de volta para seu municípios. 
Nisso, vi que descia do ônibus uma jovem, mancando, pedi licença para abordá-la e perguntei se ela era peregrina. Rimos um pouco da situação de estar mancando. 

Ela disse que já tinha estado no Santuário quando chegou pelas 6h da manhã e que estava indo até a entrada por que lá havia estrutura de banheiros e atendimento. Ela disse que eu podia acompanhá-la. O nome dela é Camila Christ de Garuhapé. Oi Camila!  

Ela contou que de Garuhapé até Puerto Libertad veio de ônibus com o grupo de jovens. De lá caminharam a noite toda. Pedi que ela escrevesse seu nome no meu caderno. Depois perguntei se podia tirar uma foto.

 Uma placa na entrada confirma: um quilômetro. No caminho fui conversando e conhecendo gente. Pedi que quatro jovens, adolescentes, anotassem seus nomes no meu caderno que por esta hora já estava ficando famoso. E mais uma foto do grupinho de Caraguatay. Ele apostaram que eu não saberia onde fica a cidade deles. Eu perguntei: não é a terra do Bairuzú? Não acreditaram. 
Quando cheguei no desvio da estradinha que leva ao Santuário, muita gente estava saindo. Havia acabado a Missa Central das 10h. Mesmo assim fiquei lá. 

Arquibancadas sob as árvores são parte do Santuário 

Foi quando escutei a cantora Paola Sinvero, começar a cantar a música que para mim é a canção oficial desta devoção à Santa Maria del Iguazú. Depois ela anunciou que a missa das 12h começaria em 15 minutos. Comecei a andar para descobrir o Santuário formado por arquibancadas de pedra onde acontecem as missas. 
Uma Igreja dedicada a esta devoção de María exibe, na entrada, o símbolo dos jesuítas e uma série de espaços para receber pessoas que participam dos Exercícios Espirituais realizados ali segundo a tradição jesuíta já que os exercícios foram escritos por Santo Inacio de Loyola, fundador da ordem.
 A estrutura foi construída durante o governo do Bispo Piña, da congregação Jesuíta. Hoje, a administração é da Diocese (Diocesana) e a estrutura para os exercícios e contemplação continuam à disposição dos fiéis (depois falamos disso).


Passado o meio dia, comecei ficar preocupado pois eu deveria andar tudo de volta e andei.  Descobri uma mesa onde havia expostos artesanatos católicos entre eles a imagem de Santa María del Iguazú. Eram pessoas da Paróquia Cristo Redentor. Enquanto conversava uma das senhoras me ofereceu um prato, onde havia uma porção generosa de um "guiso comunitário". 
A fome e o medo de voltar desmaiando, desapareceram: literalmente providência divina. A entrada para o Santuário fica na frente do Guira Oga e a poucos metros da divisa do Parque Nacional Iguazú.  

A providencial marmita do "guiso" comunitário


Devoção à Santa María 



Ave Santa María del Iguazú
Santa María do Iguaçu
1626 - 2026  
(400 anos da fundação da Missão Santa María do Iguaçu nas Cataratas. Vamos lembrar? 


Próxima publicação:

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Hoje é Dia de Santa María del Iguazú, padroeira da Diocese de Puerto Iguazú

 

Em 1991 ou 1992 fiz uma reportagem sobre o santuário de Santa Maria del Iguazú localizado próximo à beira do rio Iguaçu, lado argentino, para o jornal The Informer - um jornal em inglês que editei com a ajuda de alguns amigos. Neste domingo, dia 18 de agosto, volto ao Santuário desta vez para rever o local, que não visito desde a reportagem do The Informer e acompanhar as atividades de celebração da data.  

Hoje, é o Dia oficial desta advocação de Maria nascida em Iguazu. Santa Maria del Iguazu é a padroeira da Diocese de Puerto Iguazu com jurisdição sobre os departamentos de Eldorado, General Manuel Belgrano (Bernardo Irigoyen / Andresito), Iguazú, Montecarlo, San Pedro e Libertador General San Martín (Puerto Rico).  

Em 2001, me chegou uma noticia de que a estátua talhada em madeira de lei pelo escultor Rodolfo Allou e que eu havia conhecido em 1992, tinha sido roubada, vandalizada, picada com machado e incendiada na beira do rio que vem das Cataratas. 

Os autores do crime de intolerância nunca foram descobertos. A imagem atual que representa a Santa Maria com expressão indígena, notadamente guarani, que mostro aqui e que mostrateri com fotos novas no domingo, é uma réplica da original feita pelo escultor Nelson Leopoldo Segovia da paróquia e da diocese. Mais sobre o santuário atual, depois de domingo.    


Restos de madeira queimada... o que sobrou da imagem original da Virgem Santa Maria do Iguaçu. Foto postada por Alicia Segovia, irmã do escultor da estátua atual

Nota

Santa Maria del Iguasu foi o nome de uma povoação (Missão) jesuita fundada perto das Cataratas que teve milhares de moradores. Esta fundação completará 400 anos em 2026. Em andamento prepraro para comemorações. Hoje a área conhecida como Três Fronteiras ou Tríplice Fronteira, já teve uma Tríplice Missão: Cataratas, Monday e Hernandárias.  

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Avenida Paraná em Foz está oficialmente desabitada (não tem nada nela)

 

Avenida Paraná entre a Nelson da Cunha Jr e a Padre Bernardo Plate. Click nas fotos para ampilar

A Avenida Paraná uma das mais bonitas de Foz do Iguaçu começa no Trevo do Boici (como se escreve Boici mesmo?) e prossegue até um pedaço da Vila A. 

Mas entre o shopping Cataratas JL e o viaduto que dá acesso à Vila A, a avenida não tem oficialmente nenhuma casa, nenhuma habitação, nenhuma instituição ou negócio. 

A sede da 6ª SDP, do IML, da Receita Federal, do Hospital Municipal, do INSS,  a sede do CESUFOZ se encontram na rua Nelson da Cunha Júnior que é uma marginal da Avenida Paraná. Isto significa que a sede da 6ª SDP e todas os órgãos mencionados não estão na Avenida Paraná. 

Já no outro lado, começando no Shopping JL e indo até e passando da Polícia Federal, o nome da rua onde estão o DETRAN, o MAPA (Ministério da Agricultura), o Colégio Barão do Rio Branco e a APAE é Padre Bernardo Plate.


Não é o unico caso 

 6ª SDP
A mesma coisa acontece no Parque Imperatriz. O Rafain Palace Hotel & Convention que antigamente a gente chamava de Rafain BR não fica oficialmente na BR-277. Fica na Avenida Olímpio Rafagnin. Ora, é preciso cacife histórico para ter um hotel Rafain na rua Olímpio Rafagnin (Parabéns).

No lado contrário da BR-277 está a rua Sérgio Gaspareto. Tanto a Avenida Olímpio Rafagnin como a Rua Sérgio Gaspareto hospedam muitas empresas como hotéis, pousadas e empresas do ramos de logística de caminhões, carga e assistência técnica, que podem dar seus endereços como se estivessem na BR-277.    

O problema também existe na Avenida Costa e Silva. Em um dos lados e parte do trecho a rua marginal se chama Edgard Schimmelpfeng. Entre os endereços famosos da Rua Edgard Schimmelpfeng, estão a sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Retimaq, Visk Palace Hotel e a Náutica Neri. 
No outro lado, a rua se chama Elfrida Engel. Haja trabalho para carteiros, taxistas, entregadores e qualquer pessoa que procure um endereço. E isso sem falar que após descobrir a rua, descobre-se também que as casas não têm número.    

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Mandas-chuva de Meio Ambiente : arriéro japu lorito ( Mais mentiroso que um periquito))

Casal de galinhas d'água perdidos no barro sem entender para onde foi o nicho especializado de  gramas e camalotes para fazer seus ninhos

Ola amigos das Três Fronteiras ou Tríplice Fronteira
O que tenho ouvido sobre ações para proteção do Meio Ambiente nos últimos dois meses, por exemplo, são tão mentirosas que me fez lembrar um ditado guarani-castellano (jopará) do Paraguai: Arriéro japu lorito". 
Alguém observando um senhor falando, traduziu a cena com o ditado que significa mas ou menos "esse cara é mais mentiroso que, ou tão mentiroso quanto um periquito ou "lorito". E não é só no nível municipal. 
Algumas notícias que não gostei: 
Governo vai dragar rios Solimões e Madeira por causa da seca. Prefeita de Paris nada no rio Sena para confirmar que a França limpou o rio para a olimpíada.  
Brasil vai construir maior rio artificial do mundo. Essa de rio artificial viralizou. A China,  Egito e Paquistão também estão nessa.  
Mas nesta postagem quero me concentrar no "arriério japu lorito" iguaçuense e com isso prestar minhas homenagens ao rio Monjolo e deixar registrada minha preocupação em relação a ele.  

As duas primeiras fotos que seguem mostram a estrutura construída a partir de 2020 cujo propósito não foi muito claramente anunciadpo. Eu chamei em uma postagem de 2021 de barca, batelão ou arca ao contrário. O nome técnico que me chegou aos ouvidos  então era  "dissipador de energia".  Visitando o Parque Monjolo há pouos dias fotografei com destaque uma placa onde a equipe faz uma pergunta: Você sabia? Leia a frase inteira por aí está ocorrendo um fenômeno interessante. É a explicação de que o dissipador de energia está mudando o status do lago. Diz, "o Lago Monjolo é também uma bacia de contenção. Ele auxilia na redução de alagamento e não sobrecarrega o rio Monjolo". 
Aqui acontece a uma coisa importante. A próxima "frase" é um xingamento de leve que transfere a culpa pela existencia da arca ao cidadão em geral pois sem dizer quem é o acusado acusa a todo mundo afirmando: "O resíduo descartado de forma irregular vem parar aqui". 

É uma transferencia de culpa que não explica por que o residuo chega por este caminho até o Lago do Monjolo. Ou seja os 2.580 metros de galerias de água pluvial que despejam água extra no lago do Monjolo. Os dois mil e quinhentos e 80 metros de galerias é um investimento de R$ 1.2 milhões da Caixa Econômica Federal que, desejo estar errado, garantirã fururas inundações no bairro Monjolo, tipo aquelas que acontecem na Avenida JK. Graças a isso Foz do Iguaçu fez o milagre de criar futuras inundações e alagamentos. Confiando nos 2.580 metros de galerias, o bairro entrou contudo na atividade de venda de terrenos. Terreos bem importantes para segurar água ao redor do lago, serão aterrados. Como diz a placa o lago é também uma bacia de contenção. 
A palavra "também" deve ser notada. Outros usos do lago como lazer da população, observação de aves parecem não merecer atenção dos criadores de alagamento do futuro.     

Terrenos para venda pipocam


A barca: dissipação de energia e contenção de alagamentos 

A culpa é sua




terça-feira, 30 de julho de 2024

Para mim foi um curso de turismo religioso (e você não precisa concordar comigo)

Sentado ao lado de um tatacuá (forno) da empresa produtora de erva mate, o padre lembrou da multiplicação dos pães e dos peixes (Fotos do vídeo) .

No Brasil, pelo menos, quando se fala em turismo religioso, as lideranças (políticas ou comunitárias) pensam na construção de um monumento à uma Santa ou um Santo no topo de uma colina na esperança de que o local venha a atrair uma grade multidão de viajantes durante um dia do ano. 

É válido, os monumentos estão aí começando com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, a Nossa Senhora Aparecida de Itaipulândia, o Cristo Esplendor em Santa Helena a Nossa Senhora da Salete em Medianeira, todas no Paraná, fora o Rio. 

O curso de turismo religioso a que me refiro, foram os oito episódios do progama terceirizado da RAI TV (italiana) "A sua immagine", dedicado a viagens com conteúdo religioso (mas não só religioso), em parceria inclusive comercial com a Agência de Turismo "Opera Romana Pellegrinaggi" ligada ao Vaticano e à Igreja Católica via Vicariato di Roma. 

O Paraguai, via Embaixada Paraguaia ante o Vaticano e a Secretaria Nacional de Turismo (SENATUR), fechou um pacote de oito episódios apresentados pelo apresentador-padre Don Marco Pozza, na parte religiosa e o Padre Giovanni Biolla, área turístico-religiosa, da agência Opera Romana Pellegrinaggi e a participação fantástica de Letizia Gini como intérprete mas não só intérprete pois demonstrou conhecimento do que mostrava. 

Os oito espisódios mostraram gastronomia, santuários, atrativos turísticos, igrejas, dança, música, reduções jesuiticas tudo dirigido ao "aprofundamento" católico cristão do viajante. O Padre, Don Marco Pozza, via princípios, mensagens e lições bíblicas em todos os lugares que visitou e os associou à leitura do evangelho do domingo em questão. 

O padre Giovanni Biallo passava a complexa visão turística, cultural e religiosa dos atrativos como a importância do trabalho franciscano ou jesuita que era multiplicado pelo padre após uma explicação da intérprete Letizia Gini, uma paraguaia de descendência italiana.

A redução da Santísima Trinidad del Paraná, Itapúa, à noite, show de luzes e projeção especial 


Depois de visitar a Redução Jesús de Tavarangue, o programa volta a Bella Vista, capital da produção atual da erva mate. "Qual era a cor do cavalo branco de Napoleão? -  É uma pergunta tautológica explicou o padre. Quer dizer é uma pergunta que já contem a resposta. Sentado ao lado de um tatacuá (forno) na empresa produtora de erva mate, ele lembrou da multiplicação dos cinco pães e dois peixes. Jesús, fez uma pergunta tautológica:  "Onde vamos comprar pão para que eles comam?". Para Don Marco Pozza, Jesus colocava à prova os discípulos pois ele não só tinha a resposta como ele era a resposta.

 Resumindo, não havia resposta fora de Jesus. A resposta eram as mãos de Jesus. Ele tomou os pães e os peixes. Levantou as mãos para os céus e resolvido o problema. A multidão ganhou um verdadeiro "karu guasu", ou um banquete de onde todos saciaram a fome. O tema foi continuado. O padre Geovanni destacou de volta à Redução de Jesús que a evangelização dos jesuitas se dirigia à pessoa inteira: física, material, espiritual daí terem eles dado início a setores importantes para a economia até hoje como a erva mate, pecuária, arte, música entre muitas outras. 

Em Caacupe ele lembrou da ressureição da filha de Jairo. Em Ypacaraí ele lembrou da tempestade do mar da Galiléia, em Encarnación vendo a Ponte que liga Encarnación e Posadas ele lembrou da importância de construir pontes em vez de levantar muros e lembrou que a evangelização construiu pontes e no caso dos jesuitas a primeira ponte foi o "olhar" ("la mirada"), pois o olhar é o primeiro contato com o outro. 

Aprendi que os destinos turísticos e seus atrativos devem estar preparados para descobrir mensagens e maneiras de encantar "o outro", às vezes fantaseado de "turista". No caso de Foz do Iguaçu, quantas mensagens as Cataratas escondem para as diferentes religiões, espiritualidades e eco-espiritualidades? Aprendi com o padre Marco Pozza que é possível  levar um grupo evangélico ao Cristo Esplendor e detectar mensagens inspiradoras. E não só evangélicos: muçulmanos, umbandistas, hare krishnas (vaishnavas), budistas e ateus. Importante é a ponte. Obrigado Opera Romana Pellegrinaggi, Senatur, RAI pela luz no fim do túnel. 

Observação: Tenho entendido que o primeiro grupo da agência chega em outubro e aposto que as Cataratas estão incluídas na visita. Estou na espera!

Notas: 

Playlist no Youtube com os nove episódios do programa

Att.: O Forum do Turismo Religioso 2025 vai acontecer na Mesquita Omar ibn al-Khattab em Foz do Iguaçu.  



sexta-feira, 26 de julho de 2024

Ciclo internacional de conferencias 2024 sobre la cultura y sociedad misionera jesuítica-guarani



Primera entrega del ciclo internacional de conferencias 2024 sobre la cultura y sociedad misionera jesuítica-guaraní.
Estos encuentros forman parte de los acuerdos de colaboración firmados entre la Universidad Católica Nuestra Señora de la Asunción (unidad pedagógica San Ignacio Guazú) de Paraguay, La Universidad Nacional de Misiones (facultad de Arte y Diseño) de Argentina, el Instituto Paraguayo de Estudios Sociológicos (IPES) de Paraguay y la Asociación Amigos de la Hispanidad de Santa Pola, España. Contamos con la colaboración y participación del Protocolo de Santa Pola, la embajada del Paraguay en Canadá, la cámara paraguaya de turismo de las rutas Jesuíticas y la empresa MATIZ. 

En esta lección participaron el director de la orquesta PARAQUARIA D. Ian Szarán y el maestro de capilla del museo jesuítico San Ignacio Guazú D. Carlos Bedoya. Además contamos con la intervención del embajador paraguayo en Canadá D. Ernesto Bedoya, el director del IPES D. Gustavo M. Cristaldo y el presidente de Amigos de la Hispanidad D. Alberto Abascal. 

Música Barroca Guarani palestra do maestro Ian szarán 

El cooperativismo en la Misiones Jesuíticas - palestra de José Roberto de Oliveira

Aspectos Jurídicos en las Reducciones Jesuíticas del Paraguay  - Palestra do professor Carlos Bedoya

El Arte de las Misiones Jesuíticas - Omar Dachke e Ariana Casabone (aguardando)

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Moisés Bertoni teve um genro alemão que também era cientista: Kurt Schrottky


Retrato de Kurt Schrottky (1912) cedido por Inés Bertoni Schrottky ao padre jesuita e pesquisador brasileiro Jesus S. Moure. Foto do trabalho acadêmico cedida por Gabriel A.R. Melo, Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

No cemitério de Montecarlo, Misiones, Argentina, a 120 km de Puerto Iguazu, está sepultado um dos maiores entomologistas do mundo. Ele foi um dos primeiros entomologistas europeus a residirem no novo mundo: Brasil, Argentina ou Paraguai. Kurt Schrottky, não teve uma vida fácil; Sua trajetória de vida pessoasl, profissional e científica foi cheia de dificuldades. Mesmo assim, ele descreveu e propôs 593 novos nomes para insetos himenópteros (vespas, abelhas), dípteros (moscas. mosquitos, pernilongos etc) e lepdópteros (borboletas e mariposas).  Kurt Schrottky fez parte do grupo dos grandes no Brasil e na comunidade cientifica de São Paulo. Mas devido a uma desventura amorosa ele voltou a Alemanha e quando mais tarde  retornou à América do Sul decidiu vir para Buenos Aires.  

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Turismo Religioso: Paraguai 2 a Zero! Você acha que já viu tudo? Viu não, confira!

Dom Marco Pozza em embarcadouro no Lago Ypacaraí em San Bernardino. Ao fundo o Cerro Patiño que teria inspirado o aviador Saint-Exupéry ao visitar a cidade à beira do lago


Escultura do artista Fernando Amberé Feliciángeli ajuda a enxergar o elefante engolido pela jibóia. Há uma lição a ser aprendida na imagem. O padre aproveitou e falou dela 


Tem um programa italiano transmitido pela TV estatal RAI dedicado ao turismo religioso no qual o repórter é um padre. É o Dom Marco Pozza e o programa se chama "A sua immagine" ( À sua Imagem). 

O programa de TV é patrocinado (abençoado) por uma agência de turismo especializada em peregrinações cristãs católicas chamada Opera Romana Pellegrinaggi. Não é qualquer agência. A ORP pode ser chamada de "braço turístico" do Vaticano e é dependente do Vicariato di Roma. Nas "reportagens" é melhor dizer "documentários",  um agente de viagem acompanha o padre-repórter. Esse "agente" é o padre Giovanni Biallo, que acompanha as expedições e trás o apoio aos destinos visitados já que o Vaticano tem uma Lista oficial de lugares oferecidos aos fiéis e clientes deste segmento do turismo.  

Um documentário inteiro dividido em oito episódios  (puntate) dedicado ao Paraguai está sendo entregue ao público religioso  preferentemente ao público de fala italiana mas aberto também aos curiosos. Abaixo vou colocar os links para as oito partes, das quais já saíram 5. 

Com o Paraguai 2 x 0 no título, me refiro a uma sacada fantástica da Embaixada do Paraguaia junto à Santa Sé. A batuta é da embaixadora María Leticia Casati Caballero.  Graças a isso, a "Opera Romana Pelegrinaggi" já incluiu o Paraguai na lista dos destinos religiosos ou seja destinos aos quais as viagens podem ser confortavelmente feitas por pessoas que também possuem motivação religiosa. No caso do Paraguai são as Missões Jesuíticas, as Missões Franciscanas e o interiorzão do país com suas inúmeras igrejas, obras de arte, devoções, festas locais além do que se encontra, sem dúvida, na capital do país. 

O Brasil, estou sabendo, já tem gente conversando com a Opera Romana Pellegrinagi, mas o contato ainda é muito primitivo, quero dizer, inicial. Eu quero mais.

Links / Enlaces

Trailer que anuncia a série com a autoria da Opera Romana Pellegrinaggi e Secretaria Nacional de Turismo. Abre com música composta por Ennio Morricone 

Primeiro Episódio - Chegada ao Paraguai e introdução (Youtube)

Segundo Episódio - Asunção e imagens gerais do País (Youtube)

Terceiro Episódio  - Lago Ypacarai - Saint Exuperry, um chapeú ou um elefante engolido por uma jibóia (mbói) entre outras muitas belas imagens. (youtube)

Quarto Episódio - Caacupé, o santuário, a Virgem  Azul, a Mulher Paraguaia que soube levantar um País, Areguá, Artesanato em argila, Jesus na Casa de Jairo  (Tálitha Cúmi ou  em guarani: Mitãkuña, ndéve haʼe: Epuʼã! Turismo religioso inclui isso e o padre Pozza pregou bonito. (Youtube)    

Quinto Episódio  - A estação ferroviária de Pirayu, a caminho de San Ignacio Guazu. O padre lembra a chegada de Jesus em sua terra natal. "Ninguém é profeta em sua própria terra" (Youtube)


É um elefante engolido por uma jibóia, segundo a criança que desenhou.  Mas os adultos enxergaram um chapéu (sombrero). A criança então explicou e desenhou de novo: é o elefante dentro da jibóia. "Os adultos precisam de explicações" - disse o menino


Sexto Episódio Imgens de San Ignacio Guazu, Santa rosa de Lima e San Cosme y San Damián. Lembra declarações do Papa João Paulo II e do Papa Francisco sobre as missões como modelo e prova de que é possível construir uma sociedade justa  e de respeito por todos (Youtube)

Sétimo Episódio O programa abre mostrando a Ponte Internacional Roque Gonzalez de Santa Cruz e a cidade de Encarnação e o Santuário da Virgem de Itacuá com belas vista do rio Paraná. A próxima parada é Reduçaõ de Santísima Trinidad del Paraná na atual cidade de Trinidad, Itapúa. O conceito de Terra sem Mal dos guarani facilitou a evangelização porque, segundo Dom Giovanni Biallo, ela tem a "mesma perspectiva da vida cristã". Grandes imagens de Trinidad à noite. (Youtube)

Oitavo Episódio  O último episódio da série destaca Bella Vista ou Bella Vista Syr para diferenciá-la de Bella Vista, Amambay, fronteira com o Mato Grooso do Sul. O tema de Bella Vista é a erva mate.  Em seguida entra em cena a Redução de Jesús de Tavarangue, ao lado de Trinidad. Esta missão não chegou a ser concluída. Em Jesús também foi apresentado o show com projeção noturna.   (Youtube)

Nono Episódio - Neste último episódio o padre Marco Pozza resume  todo o material que subtitulo como"Alla ricerca dele raggioni della speranza cristiana (Em busca das razões da esperança cristã). Fechando com chave de ouro  ele disse: "Conoscere Il Paraguay è conoscere un pò meglior la nostra fede"   (Conhecer o Paraguai é conhecer um pouco melhor a nossa fé"). É isso que eu digo o tempo todo! 


P.S: Compartilho este texto de minha visita a Jesús




domingo, 7 de julho de 2024

Teoria dos tapetes na educação - Espaço de Aprendizado e Ensino (JL Edu Expeditions)


 Os 30 + 12 Povos das Misões ou os 42 Povos das Missões Jesuítico-Guaranis (I)

1609 - San Ignacio Guazu
1610 - Nuestra Señora de Loreto del Pirapó
1612 - San Ignacio Mini
1619 - Nuestra Señora de la Natividad del Acaray
1619 - Nuestra Señora de la Inmaculada Concepción del Ibitiracuá (yvyrakua)
1622 - Corpus Christi
1622 - San Francisco Xavier (Tibagi)
1625 - Nuestra Señora de la Encarnación (Tibagi)
1626 - San José (Tibagi)
1626 - Santa Maria del Iguazú 
1626 - San Nicolás del Piratini (RS)
1627 - Nuestra Señora de la Candelaria (RA)
1627 - Sete Arcanjos (Ivaí) 
1627 - San Pablo del Yvagy (Ivaí)
1627 - San Pedro de los Piñares (Piquiri / Pykyry)
1627 - Nuestra Señora de la Concepción  (Piquiri)
1628 -  Santo Tomé (Ivaí)
1628 - Jesús María de Guaraverá (Ivaí)
1627 - Nuestra Señora de los Santos Reyes de Yapeyu (RA) 
1629 - San Francisco Javier (RA)
1630 - San Ignacio Miní II (RA) 


1631 - Resgates e retiradas: a fuga dirigida pelo Padre Montoya  
1631 - San Carlos Boromeu (RA)
1632 - San Cosme y San Damian (PY) 
1632 - Santo Tomé Apóstol (RA)
1632 - Los Santos Apóstoles San Pedro y San Pablo (RA)
1633 - San José de Itacuá (RA)
1633 - Nuestra Señora de Santa Ana (RA) 
1639 - Santos Martires del Japón (RA) 
1641 - Batalla de Mbororé (RS/RA)
1647 - Santa María de Fé (PY)
1651 - Santiago Apostol  (PY) 
1682 - San Franscisco de Borja (RS) 
1685 - Jesús del Monday (PY)
1687 - São Luis Gonzaga (RS) 
1691 - Jesús del Monday (Primeira Mudança) 
1692 - San Lorenzo Martir  (RS)
1697 - San Juan Bautista  (RS)
1698 - Santa Rosa de Lima (PY) 
1706 - Santo Ángel Custodio (RS)
1714 - Jesús del Monday  muda para Yvaroty (PY)
1760 - Jesús del Monday muda para o local atual
1767 - Expulsão dos Jesuítas das Terras da Espanha 


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